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18/10/2016

Nada a opor. Se fosse o de Lippe a coisa teria que fiar mais fino...


In Jornal I (18.10.2016)

«Lanceiros. Calçada da Ajuda pode vir a ter o primeiro “Quartel de Cultura” do mundo

Até 1 de julho de 2015, esta foi a casa do Regimento de Lanceiros n.º 2. Agora, a Associação de Turismo Militar quer aproveitar o espaço desativado – a meio da Calçada da Ajuda – e dar-lhe uma nova vida. Uma vida onde a cultura entra em todas as salas

A Associação de Turismo Militar (ATMP) quer transformar o antigo quartel do Regimento de Lanceiros nº. 2, na Calçada da Ajuda, num espaço multifacetado onde estudantes, artistas e freelancers, entre outros, possam trabalhar e expor as suas obras. O projeto do Quartel da Cultura – que já foi apresentado ao Ministério da Defesa e até ao ministro da Educação – prevê a adaptação do espaço construído no século XVIII num local onde se “viva durante 24 horas”, disse ao i Álvaro Covões, presidente da associação.

“Em Lisboa, por exemplo, se um grupo de jovens quiser formar uma banda não tem espaço para ensaiar. Se um grupo de amigos quiser começar um grupo de teatro a mesma coisa, e aí surgiu a ideia. Obviamente que a oportunidade apareceu neste panorama da redução efetiva das Forças Armadas, que levou ao acesso aos ativos e a um conjunto de estruturas que estão habilitadas a começar a funcionar com outra atividade”, diz o presidente. Mas descrever o espaço como uma grande galeria ou um espaço de ensaios é um eufemismo. Estão pensados campos de paddel e de futebol; residências com cerca de 250 camas para jovens universitários, alunos em pós-graduação ou professores em licença sabática; espaços de coworking; escritórios de start-ups; galerias de arte; estúdios de ensaio e um espaço de restaurantes. “Deve ser um desespero tentar arranjar locais onde se possa trabalhar e trocar experiências, não existe nada. Por isso é que as bandas começam na garagem, que é o único sítio que têm para ensaiar”, defende o presidente.

A ATMP garante que os preços dos alojamentos e dos demais espaços serão low-cost. Por exemplo, o preço do alojamento para os estudantes rondará os cem euros mensais. “A nossa lógica não é a do lucro, obviamente que temos que ter receitas mas é um projeto que podemos definir como sendo coletivista” garantiu Álvaro Covões [ver entrevista nas páginas seguintes]. O projeto a que o i teve acesso – cuja execução económica já foi avaliada e aprovada – está agora nas mãos do Ministério da Defesa. [...]»

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