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19/10/2016

O "Cedro do Buçaco" é, uma vez mais, vítima de um incêndio.

Na noite de 9 para 10 do corrente mês de Outubro desconhecidos pegaram fogo ao "Cedro do Buçaco" deixando-o no estado que as fotos documentam:
Carbonizado!

Este é o 3º destes episódios em que irresponsáveis se instalam no cimo da árvore e aí, por obscuras razões, produzem um fogo que se descontrola propagando-se à árvore. Este caso é o mais grave de todos os outros e, não fora a pronta intervenção dos bombeiros, poderíamos hoje estar a chorar sobre as cinzas da maravilhosa árvore.
Porque se repetem estes episódios? Porque se observa tal falta de respeito para com as árvores do  jardim França Borges, ao Príncipe Real?
Muitas causas se podem apontar para estes comportamentos da mais grave incivilidade por parte de certas camadas de utentes do jardim, mas estamos convictos que a permissividade com que os responsáveis pelo jardim - anteriormente a própria Câmara e agora a Junta de Freguesia da Misericórdia - tem tratado estes fenómenos, não os combatendo e, antes pelo contrário, dando sinais errados que, objectivamente, promovem este tipo de comportamentos, como a retirada das protecções dos canteiros e das árvores, tem aqui uma grande quota parte de responsabilidade.
Não é por mero acaso que durante a já longa vida deste singular exemplar nunca tão tristes episódios tenham ocorrido, e agora, num tão curto espaço de poucos anos se verifiquem três, repetimos três, destes gravíssimos casos que colocam o "Cedro do Buçaco" à beira da destruição por incêndio.
Antes que um mal maior aconteça exigimos que a Junta e o ICNF, que tutela as árvores classificadas do Jardim, tomem as medidas que se impõem para a preservação do património arbóreo do nosso jardim.

1 comentário:

Anónimo disse...

Infelizmente chegámos a um ponto em que todos os jardins da cidade de Lisboa, à semelhança do que vai acontecer ao de Santos , terão de ser defendidos por uma vedação só permitindo o acesso do público em determinadas horas do dia.
Os jardins são património sensível da cidade que não podem estar sujeitos a actos de vandalismo.

Pinto Soares