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29/01/2015

O triste estado do jardim da Praça da Alegria

Resto da tília monumental que foi abatida.

No jardim são quase mais os tocos de árvores monumentais abatidas do que as que estão em vida.

Lodão classificado em urgente estado de fitossanidade. Foi desbastado de uma maneira brutal. Do copado, subsiste a metade.

O mesmo Lodão. Sabe-se que o parasitismo pode ser o atestado de morte de uma árvore já semi-arruinada. Palmeira a nascer no encaixe dos ramos primários.

Não há relva em nenhum canteiro, nenhum grupo de flores, nenhum plano de reaborziação e tratamento do jardim.

Pernada cortada da sumaúma classificada do jardim. Com cortes deste género, a porta abre-se para pragas e doenças.

O que resta do copado do lodão. estranha-se a bondade desta intervenção.  A sua sobrevivência não está adquirida

Estes dois tocos são o que resta das duas palmeiras monumentais. A praga do escaravelho está a provocar uma hecamtombe nestas magníficas plantas lisboetas. Vozes houve que advertiram desta catástrofe. Ficamos sem saber se a CML actuou atempadamente e se continua empenhada em salvar os poucos exemplares existentes na cidade.

A imagem deste jardim, traduz a política aleatória da CML em relação aos jardins públicos da capital. Do Adamastor, a Santos, da Praça da Alegria ao do Campo Sant'Ana, vários são os jardins a precisar de um plano que os salve. Até agora não se precebe o que é que a CML na sua augusta sapiência pretende fazer. Esclarecimentos precisam-se e são bem-vindos.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não se preocupem que o zé que faz falta diz que tem tudo sobre controlo.

E se o zé diz que tem é porque tem!

Paulo Ferrero disse...

A delegação de competências em matéria de espaço público e jardins está em vias de se revelar desastrosa. entrega dos jardins. E nos jardins históricos poderá ser um CALAMIDADE. Nada que não se previsse, aliás. COmo inverter isto? Pois.
No que refere à Praça da Alegria, o melhor ainda está para vir com a colocação de um jardim infantil daqueles fruticolors e bastante monos, como agora é praxe por todo o lado. Enfim, é o que temos.

nuxa disse...

Já há uns anos se tentou transferir a competência dos jardins para Freguesias e resultou muito bem para as empresas de manutenção: as verbas eram transferidas da CML para as Juntas contratarem empresas de manutenção. Como as Juntas não tinham quem fiscalizasse a execução dos trabalhos, as empresas ficaram felizes...