Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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01/07/2018

Que é feito dos lindos portões do Palácio Palmela?



O Palácio Palmela, actual sede da Procuradoria geral da República, é património classificado, e constitui um dos mais notáveis palácios da designada “Sétima Colina” na envolvente próxima ao Príncipe Real.
Em meados de Junho o portão de acesso ao logradouro do palácio sito na Rua da Escola Politécnica, constituído por um gradeamento de ferro fundido trabalhado e revestido a chapa pelo lado interior, foi substituído.  Esse portão, senão era o original, estava contudo bem integrado e coerente, q.b., com o conjunto do edificado.
Imagens do antigo portão, retiradas do Google Maps


Em sua substituição foi instalado um portão em chapa mais consentâneo com o acesso a uma sucateira ou anónima oficina:

E se ao fim de semana ou fora das horas normais de serviço este esteja aberto nem esse facto o torna invisível…
É um detalhe? Se considerado como tal, não é de somenos importância.
É inquietante que num edifício classificado a prudência esteja ausente e um simples “gesto” seja suficiente para anular a unidade e coerência do conjunto edificado a qual sai seriamente abalada, tal como a credibilidade nas instituições e organismos que existem para protecção e salvaguarda do património.
É nossa convicção que o actual portão seja temporário, enquanto o anterior é recuperado, tal não será certamente do domínio dos milagres.

2 comentários:

Julio Amorim disse...

De detalhes falsificados, destruídos e, abandonados....está Lisboa bem servida. Um edifício classificado é resultado do conjunto dos tais detalhes e portanto - inseparável dos mesmos. Quando tal acontece, perde-se um pouco (ou muito/ou tudo) da autenticidade do imóvel. Bem observado Jorge Pinto e Lisboa agradece !!

Jorge Pinto disse...

Obrigado, mas na verdade o cumprimento deve ser dirigido ao arq. António Quaresma que foi quem me chamou a atenção para mais este estranho caso.