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11/05/2020

Outra excelente notícia, desta vez vinda da DGPC:

A Ourivesaria Barbosa Esteves está, finalmente (há 2 anos que estava "Em Vias", depois de quase outro tempo desde que foi entregue o pedido de classificação), a 30 dias de estar definitivamente classificada Monumento de Interesse Público (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/133321166/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=133321134).

Ou seja, a fabulosa loja pode já não ser ourivesaria mas assim já ninguém pode mexer nem no interior (móveis, candeeiros, etc.) nem na fachada.

Foto: Artur Lourenço para o Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa.

19/07/2018

Adeus à Pelaria Pampas e ... atenção ao legado (único) de Donnat:


«A destruição de património artístico e arquitectónico na Baixa lisboeta continua acelerada.
Agora que encerra também a Pelaria Pampas, chamamos à atenção da Câmara Municipal de Lisboa para a necessidade de conservação dos painéis azulejares e interiores da autoria de Lucien Donnat (1920-2013).»

Fotos e texto via Cerâmica Modernista em Portugal

...

NB: A Pelaria Pampas manteve-se em funcionamento

07/09/2015

CRITÉRIOS DA BAIXA: Licenciamento Zero?



Rua da Prata, 74 - tudo "Licenciamento Zero" tudo legal... mas a DGPC não foi consultada nem deu parecer.

15/02/2015

PUBLI-Cidade: Praça da Figueira 18




Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º 146/AM/95. Praça da Figueira 18 tornejando para a Rua da Prata 293 a 303. Um exemplo de 10 telas individuais de publicidade de génse ilegal.

15/12/2014

Teatro para evitar que mais uma loja centenária da Baixa se transforme num hotel

In O Observador (13.12.2014)
Por Sara Otto Coelho

«O Teatro das Compras, que há seis anos leva encenações às lojas tradicionais no âmbito das Festas de Lisboa, regressou excecionalmente este sábado à drogaria S. Pereira Leão, na Baixa lisboeta. O objetivo é o de impedir que as portas da drogaria centenária se fechem a 31 de janeiro para ali nascer um hotel. [...] Fora da encenação, as três funcionárias e os três sócios aguardam por uma solução que teima em não chegar. Há seis meses, os sócios receberam uma carta que dava conta do novo projeto do proprietário do edifício: ceder o prédio a um novo hotel. Ali já só funciona a drogaria, uma vez que o prédio necessita de obras urgentes. Mas só deverão chegar depois desta fechar as portas, para que o hotel se possa ali instalar. Depois das obras, é certo que a renda irá subir. [...] A primeira dificuldade chegou há um ano, com “uma atualização de renda de 300 para 800 euros”, feito pelo senhorio juntamente com um contrato de cinco anos. “Só que cerca de meio ano depois disse-nos que tínhamos de sair a 31 de janeiro de 2015 porque ia fazer aqui um hotel”, disse. De acordo com Fernanda Silva, a sócia gerente anda a tentar negociar, através de advogados. “Para nos dar mais tempo, pelo menos para vender as coisas”, disse. Quando lhes foi dado o prazo, os sócios quiseram ver se a decisão era reversível. Agora o prazo está a aproximar-se e, mesmo com promoções, as pessoas “com a crise que está só levam o que precisam”. [...] Contactado pelo Observador, o proprietário disse não querer falar, uma vez que o assunto está a ser conduzido pelos advogados. Questionado sobre a possibilidade de a drogaria poder continuar no mesmo local, o proprietário do edifício disse apenas nunca ter chegado “a pensar nisso”, acrescentando que os sócios não tentaram continuar ali.


Petição para “uma cidade das pessoas”

O Teatro das Compras lançou uma petição online “contra o encerramento da S.Drogaria Pereira & Leão, ou a sua transformação num pastiche vintage“. A defesa da Drogaria é um símbolo de um objetivo maior: evitar que Lisboa se torne uma cidade “desumanizada, onde a história e a vida das pessoas vale tão pouco face ao lucro do turismo massificado e da especulação imobiliária”. Admitem que a petição pode não conseguir mais do que divulgação, mas acreditam que o poder público – especialmente a Câmara Municipal de Lisboa – terá de tomar uma atitude se os protestos se fizerem ouvir.[...]»

26/11/2013

Antiga Perfumaria CAMY na Rua da Prata 119: mais uma loja destruída


Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado


Cc. PCML

Como já vem sendo hábito, reportamos mais uma perda patrimonial na Baixa, desta vez a destruição parcial da antiga «Perfumaria CAMY» na Rua da Prata 119.

Esta não era uma loja qualquer: teve um projecto qualificado de 1944 do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, um dos mais importantes autores da Arquitectura Moderna nacional. Mas do espaço interior ao lettering em ferro forjado, do alto-relevo escultórico (atribuído ao Escultor Leopoldo de Almeida) a outras guarnições em metal da frente da loja, já quase nada resta.

Perguntamos: O pelouro do Urbanismo aprovou esta alteração de uma frente de loja registada na Carta Municipal do Património anexa ao PDM? Ou estamos perante outra vítima da cada vez mais evidente ausência de fiscalização por parte da CML?

De facto, e apesar do aprovado um Plano de Pormenor de Salvaguarda, a capital continua a assistir à destruição dos diferentes elementos patrimoniais da Baixa Pombalina: destruições selvagens de frentes e interiores de lojas, substituição sem critério de caixilharias de vãos e alterações desqualificadas das coberturas com trapeiras pombalinas transfiguradas à "pato-bravo".

A falta de um Urbanismo Comercial, associada a um certo oportunismo comercial "turístico" que reina por toda a Baixa, propicia este tipo de desastres. Lisboa ficou mais pobre com perda da Perfumaria «Camy».

Voltamos a repetir: a Baixa merece padrões bem mais elevados de gestão urbanística!

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge