Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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11/05/2014

Em Nápoles é assim que se preserva o património da viragem do século. XIX-XX








São ruas e bairros inteiros em que o património desta altura é vivido, salvaguardado, protegido. Trata-se de um cenário que em Lisboa já não é possível. Os anos foram aziagos para a nossa capital. A fúria das demolições continua sem dar tréguas, o esvaziamneto dos interiores dos edifícios que ainda nos restam, torna-os conchas incoerentes que envolvem outros "usos" que fatalmente os desvirtuam para sempre. As nossas avenidas são hoje uma mancha de indigência patrimonial que alastra sem que nada ou ninguém a possa parar. Proprietários, inquilinos, cidadãos, autarcas, arquitectos, todos sem excepção, assistimos à derrocada desse belíssimo património sem opor a mínima resistência. E Nápoles está longe de ser uma cidade fácil.

10 comentários:

Anónimo disse...

Cá a "moda" é outra.
Que o "diga" o quarteirão das Cardosas em pleno centro histórico do Porto!
Vejam lá que até ganhou um prémio.

Anónimo disse...

O senhor é o mesmo que há uns posts atrás reconheceu que Nápoles está semi destruída e desvirtuada e pejada de lixo? É que eu também faço um post com uma série de prédios de Lisboa recuperados e bem, coisa que neste blog já não é possível.

Anónimo disse...

Anónimo da 1:21,

traga lá para aqui esses exemplos. Boa Sorte!

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo da 1.21. da tarde,

Sim, sou o mesmo. Nápoles está desvrituada em muitos dos seus aspectos, está suja, há um desmazelo enorme, mas também há execlentes exemplos.

Nápoles está longe de ser uma cidade fácil. É assim que acabo o meu post. o que não me imopede de ver o que está bem. Em Lisboa, nesta precisa época, a história é outra. é como se retrata aqui, na série avenidas e noutros lados. AÉ uma história feita de demolições constantes, destruição de interiores, anulação da maior parte do património desta, e repito, desta época.

Os seus exemplos? Faça favor de os trazer. estarei cá para o aplaudir,

Cumprimentos


jac disse...

Concordo plenamente que o que é feito a certos e particulares edifícios é um crime!
Agora também não podemos parar no tempo, e se os prédios ficassem todos no antigamente você quereria lá viver? sem aquelas mariquices actuais? sem ouvir os vizinhos de cima a andar?
Já agora, porque será que tanta gente gostava de ir ao Dubai (por exemplo), é para ver areia? é para ver arquitectura de que século?

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo a JAC,

Obrigado pelo comentário. De forma nenhuma sou adepto de uma cidade estática. Mas tb não psso defender o enorme desprezo pelo património que actualmente se pode constatar em Lisboa. Conheço bem várias cidades europeias em que se conseguiu conciliar o conforto e as exigências da vida moderna, com a preservação do património, Bruxlelas, Paris, Barcelona, Milão, Praga, Budapeste, etc.

Uma cidade em que tudo é substituível é uma cidade sem memória. Gostaria que Lisboa não fosse uma delas

Anónimo disse...

Lamento, mas sou um português a viver em Itália e não posso deixar de responder a isto… O que se vê nas fotografias são meia dúzia de prédios e detalhes. Quem já tiver passado um par de minutos em Nápoles sabe bem como aquela cidade é suja, caótica, decrépita e violada por ultrajes arquitectónicos. Lisboa está anos-luz acima dessa realidade.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo das 11.01,

Lamento, mas o que se retrata no post é uma das muiats realidades de Nápoles. É verdade que é suja, caótica e com ultrajes arquitectónicos. mas tb é verdade que nos bairros de Chiaia, Posillipo e Vomero, há inúmeros exemplo de património fim-de-século em excelente estado de conservação, habitado e com interiores preservados, coisa que não acontece em Lisboa onde as demolições ocorrem todos os dias.

Aqui, não há uma única rua preservada na íntegra. O cenário é de um provincianismo aterrador com fachadas em vidro que engolem fachadas mais antigas.

Em Nápoles a situação, nalguns bairros é francamente melhor do que a nossa.

Já agora tb podíamos falar dos condomínios de luxo em Lisboa que destroem palácios (Mesquitela, Santa Iria, Alagoa) e conventos (dos Inglesinhos, por exemplo).

Estaremos a anos-luz mas não estaremos melhor. Estive em Nápoles e não estive como turista. às vezes vive-se num sítio sempre de olhos fechados.

Anónimo disse...

Para vocês só se está mesmo mal aqui, não é? É a única alínea coerente da vossa estranha religião da mediocridade: dar um ar blasé de superioridade e paternalismo acerca do local onde se vive e onde permanentemente se é infeliz, mesmo que se digam as maiores baboseiras. Você quer mesmo comparar Lisboa com a favela que é Nápoles?!? Tem a noção do que está a dizer!?

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo das 12.05 que presumo ser o anónimo anterior que dizia que conhecia muito bem Itália e, por maioria de razão, Nápoles:

Ora bem:

- a sua favela, Nápoles, tem o maior centro histórico UNESCO do planeta, são mais de 17 000 hectares onde existirá, provavelmente, a maior concentração de palácios barrcos do planeta.

- a sua favela - Nápoles, tem algumas das maiores obras-primas desse período, capela Sansevero, Palácio real, Cartuxa, convento dos Gerolamini, Farmácia dos incuráveis, etc

- a sua favela - Nápoles foi capital durante séculos, perdendo esse estatuto depois da unificação italiana já com Garibaldi (séc. XIX)

- a sua favela - Nápoles é uma das grandes cidades da Europa, tal como Lisboa.

A diferença é que no período a que faço alusão, o partrimónio não foi destruído como em Lisboa ainda é.

ar blasé de superioridade , não será com toda a certeza o meu objectivo. Não sou infeliz em Lisboa, cidade de que gosto muitíssimo.

Acha mesmo que andar de máquina em punho dias seguidos, contactar amíude com os responsáveis da cidade, com a DGPC, tentar, à pequena escala de mero cidadão, dinamizar encontros para ajudar a melhorar Lisboa, é sinónimo de se ser infeliz?

Penso que a sua leitura dos factos apontados neste blogue não é a correcta.

Achar que Lisboa está melhor agora é uma evidência. O que não impede de ver que há outras em que está pior. Património, recolha de lixos, gestão da noite, por exemplo.

E sim, sustento a comparação entre Lisboa e Nápoles.