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04/08/2015

Fraude na Capital: Barbearia Campos no Lg do Chiado


Ei-lo! O espaço da icónica Barbearia Campos no Largo do Chiado. No passado dia 27 de julho já estava terminado o bunker em betão armado onde se vai montar o cenário falso da Barbearia Campos... Este produto hibrido de reabilitação à pasteleiro será uma criação conjunta do promotor Coporgest, da CML e... da DGPC? Garantido está o lugar deste projecto na História da reabilitação fraudulenta de Lisboa. Em Portugal um "bem cultural" é tão importante como o Castelo da Cinderela da Disney World: pode ser construído onde for mais conveniente e é melhor que um original.

11 comentários:

Anónimo disse...

É, tudo fica parado, muito paradinho; não se mexe em nada, não vá ficar melhor e mais moderno, tal ícone, quem sabe, universal.

Se calhar deveríamos desenterrar o 1º barbeiro da barbearia Campos, pois esse é melhor que os outros todos que se lhe seguiram.

Que pachorra para o tudo está mal.


Daniel

Anónimo disse...

Fizessem o projeto tal e qual professam, provavelmente iam implicar com as campainhas das portas. Que vida triste a destes escribas. Não admira que haja tão pouca gente a acreditar no que quer que seja.

Anónimo disse...

Daniel,
há momentos para ser ignorante, há outros em que há obrigação em não ser. Património histórico, para sua informação, não significa não mexer em nada. Significa o contrário! mexer para salvaguardar. E se mexer é ficar moderno como sugere, porque não mexe noutras coisas que tem em si penduradas e que precisam de modernização? Estou a falar da sua inteligência.

Anónimo disse...

Caro anónimo, não me conhece de lado algum, e assim sendo, caladinho ficaria melhor. Em questões de inteligência e de coisas "penduradas", olhe para si 1º e não fale de quem não conhece.

Quanto ao assunto da barbearia, ninguém disse para destruir tudo e fazer-se lá um mamarracho. Hoje também se fazem obras capazes e não é só a desgraça que vem aí depois do original.

p.s. Escusa de me responder, pois de mim nem uma mais palavra será dirigida a si. Passe bem com penduricalhos e grandes sabedorias.

Daniel

Anónimo disse...

Portanto entre esta e todas aquelas lojas, na baixa e não só, que sobreviveram porque praticamente não pagavam renda e às quais ninguém dos que aqui fazem post certamente era cliente deve manter-se aberta com o dinheiro de quem? Eu proponho que o comentador anterior compre as lojas para fazer o que quiser já que parece que tem uma ideia qualquer que eu não percebi bem.
Isto não é para fazer do chiado um museu, estamos no mundo real. Por certo essa barbearia já tinha sido outra coisa antes.
outra coisa completamente diferente foi caso da ginginha onde essa sim faz parte do imaginário presente e passado da cidade e foi justamente defendido pelos Lisboeta.

Anónimo disse...

O João Gomes da Silva toca neste assunto na recente entrevista que deu ao Público. Um pequeno excerto:

Pergunta o Público:
« Tem-se discutido porque é que não existe um Museu dos Descobrimentos em Lisboa. Ainda há problemas relativamente há forma como nos relacionamos com a memória?

Responde:
Temos imensos esqueletos nos armários.

Público:
Mas sente alguma ambivalência nessa questão?

Responde:
O mais simples quando se faz uma intervenção desta complexidade como a Ribeira das Naus é não nos preocuparmos com a questão dos vestígios arqueológicos ou os significados que podemos atribuir a este lugar. Não nos preocuparmos se o chão é em basalto, que é a pedra que constrói a história natural da cidade, porque é mais fácil pavimentar a granito que vem da China ou do Norte do país a preços mais baratos. É mais fácil isso do que lutar por uma pedra. Muitas vezes estas questões são dificilmente compreendidas por quem pensa e quem decide.

Público:
Porque ainda não se valoriza a ideia da memória?

Responde:
Em parte por isso e em parte porque a realidade é tão complexa que valorizar se torna extremamente difícil. É mais fácil demolir um edifício pombalino por dentro do que o reabilitar. No centro de Paris ou de Londres, nos centros históricos da maior parte das cidades, raras vezes vemos um edifício ser implodido por dentro para ser todo reconstituído com técnicas completamente distintas..»

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/lisboa-ja-descobriu-o-tejo-1702279

Anónimo disse...

Pergunta o Público:
Conhecemos Lisboa o suficiente para a conseguirmos pensar?

Responde:
Não acho que os lisboetas tenham um conhecimento assim tão aprofundado, o que é natural. Nas outras cidades, os habitantes também não têm, em regra, um conhecimento tão aprofundado como isso. Há, no entanto, nas populações mais antigas, uma espécie de conhecimento empírico e de amor empírico à cidade. Parece-me é que as atitudes de quem gere, pensa e transforma a cidade devem estar muito conscientes dessa própria história, e quanto mais consciente estiverem mais a cidade se mantém rica. É muito fácil apagar, esquecer, obliterar, é muito fácil desaparecer da memória colectiva.

Anónimo disse...

Caro Daniel,

somos um povo de ignorantes e assim você é um grande português, tenho de lhe dizer.
Não temos emenda! Não vale a pena! Explicar a quem tem argumentos como o seu e o tal das rendas baixas que património é, como o nome indica, valor, dinheiro, pilim, verdinho!
Mas não o património do faz de conta porque essas ninguém paga para ver! Ignorantes os proprietários (na realidade é ignorância e ambição grosseira), ignorantes os políticos (que muitas vezes são os proprietários) e ignorantes os Lisboetas que não sabem a diferença entre Camila e Camela.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

O património e a sua salvaguarda não são coisas comezinhas. Podem e devem tornar a cidade melhor. Não são coisas antagónicas do desenvolvimento , mas sim complementares. O que destrói as cidades são as visões de curto-prazo, mercantilistas e vítimas de um oportunismo mediático e imediatista. O de certos comentadores deste post que entretidos na sua eterna maledicência confundem o que é objectivo como o que acham modernaço e muito à la page. Nada mais confrangedor.

Como diz, e com toda a razão, F. Jorge, este caso é uma fraude em toda a linha. A própria vereadora da cultura da CML, apresentou este caso como sendo uma vitória da conciliação entre os interesses da construtora, dos projectistas e ad memória da cidade.

Nada mais longe da verdade. Mete-se a memória da cidade num bunker, encaixota-se a história numa gaiola cega de betão armado. Como tantas vezes aqui se repete: pode-se fazer mais e melhor. Em Lisboa, isso é aparentemente um desejo pio.

Anónimo disse...

Mais um comentário não divulgado.
já o sr velloso pode dizer o que quiser à vontade.
Assim não é possível.
O próprio Velloso nos post dele comenta os comentários dos outros e depois não permite mais respostas.
Comentários jucosos/ofensivos só passam quando se dirigem aqueles que por uma razão ou por outra não concordaram com o post.
Existem mais fontes onde ir buscar notícias sobre lisboa e portanto aqui nunca mais.
Em tempos recomendava o site às pessoas em geral, a partir agora publicidade minha, só se for negativa.
E não importa que não passes este

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo das 6.00 da tarde,

eu não tenho poder para seleccionar os comentários. mesmo se o pudesse fazer não o faria, a menos que fossem ofensivos.

Publicidade negativa em relação ao site, só pq lhe sonegaram a publicação de comentários, parece-me ir longe demais. Mas está no seu direito.

Tenho por norma comentar ou reagir ao que se escreve sobre os meus posts ou sobre comentários meus em posts de outros.

Penso que a ideia dos comentadores é expressar a sua opinião e recolher a reacção do autor. Concordando ou não.