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19/08/2015

Revisionismo artístico no antigo Governo Civil?


Alguém me sabe esclarecer por que carga d'água acharam por bem tapar estes azulejos de 1932, de Alves de Sá, do edifício do Governo Civil na recente obra de ampliação do Museu do Chiado? A intervençãozinha na decoração das capelas laterais de São Vicente de Fora virou moda, foi? Ou é porque eram do tempo da outra senhora? Estamos bem, estamos. Bah


Fotos do "revisionismo artístico" via Mariana Ferreira de Carvalho, via Facebook (aqui):

5 comentários:

Julio Amorim disse...

Mas....não será tapamento temporário ?
Senão é obra de loucos.

Anónimo disse...

Mas porque raio??????

Filipe Melo Sousa disse...

Se calhar porque os azulejos são pirosos...

Anónimo disse...

Aquilo não é uma obra, não é um museu: é uma pocilga! Desde quando uma ampliação de museu se faz pintando meia dúzia de salas e de corredores de branco? Depois, que raio de conservadores é que permitem que uma obra bordada em tecido esteja dependurada numas escadas a apanhar luz solar directamente em cima sabe-se lá quantas horas por dia? Sim, são estas as condições a que está sujeita uma obra de Lourdes Castro! Não sei quem o fez, mas seja alguém do Museu do Chiado ou de Serralves é algo altamente reprovável. Aliás, tudo aquilo é reprovável e não tem as mínimas condições: como alguém escreveu 1856 a propósito do convento de São Francisco, onde a "pocilga" se situa: "mais própria para cadeia pública, ou para carneiro sepulcral que para quaisquer exposições públicas, quanto mais de belas artes".

Anónimo disse...

A questão é que não foram tapados apenas azu
lejos do Estado Novo - com o que aliás não concordo porque testemunham a história do edifício - mas também foram tapados rodapés ou do séc. XVII ou pombalinos como existem noutras partes do Convento de S. Francisco e que não me parece que prejudicassem a exposição, apesar das modernas teorias do cubo branco. Não podemos esquecer que há museus que foram palácios...