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26/08/2015

E para evidenciar ainda mais o pedido de esclarecimento sobre o Palácio Marim-Olhão

Depois da recente intervenção da CML com o sugestivo mote "Obra a Obra Lisboa Melhora", é este o actual aspecto de uma das mais extraordinárias fachadas de Lisboa. Fachada de grande aparato, construída no 2º quartel do século XVIII. O negro dos escapes de décadas cá ficou. Faltou o dinheiro? A vontade?



Das janelas dos andares nobres e das sobrelojas, sobram as telas que os entaipam. A colossal fachada que vence um dos maiores desníveis de Lisboa, é, depois das obras, uma fachada cega.

As cantarias não foram limpas. O dinheiro com  que se vende a ideia de que "Obra a Obra...." não, é de facto, muito. 

O mesmo é válido para os omnipresentes tags. Estes foram feitos nas sobrelojas cegas, aproveitando a presença dos andaimes.

Esta intervenção foi feita dada a iminente derrocada da fachada de um dos mais notáveis palácios lisboetas. Depois de dezenas de avisos e protestos,  a CML saiu do seu longo sono e resolveu avançar com obras cirúrgicas de contenção da ruína. O que foi aplaudido. Infelizmente as obras, foram só isso mesmo, de contenção. Trata-se deste palácio como se ele não fosse um marco da cidade numa zona toda ela com uma densidade de edificado histórico assinalável. O que parece não importar nada nem ninguém lá para os lados dos Paços do Concelho e, também, para as bandas da Ajuda.




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