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30/01/2017

Atraso a aprovar acesso único a garagens compromete Praça da Alegria “sem carros”


In O Corvo (30.1.2017)
Por Samuel Alemão

«Os donos de três prédios, em construção ou em reconstrução, naquela praça junto à Avenida da Liberdade querem um acesso comum aos seus parques subterrâneos, através da Rua da Conceição da Glória. Poupar-se-ia nos custos, mas também se eliminaria a entrada e a saída constante de automóveis numa praça cuja requalificação passa por mais espaço para peões e esplanadas. Os atrasos na aprovação do projecto por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML), porém, podem comprometer a solução. A autarquia diz que o processo é complexo, está suspenso e não avança sem o aval do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Em causa, diz a CML, está a preservação do arvoredo. Se a luz verde não vier em breve, o projecto pode ir para o lixo. Resultado: os pisos térreos terão portões de garagem em vez de lojas.

Apresenta um aspecto decadente, quase como que adormecida num esquecimento nada condizente com a sua centralidade, ali mesmo ao lado da Avenida da Liberdade. A Praça da Alegria está na lista daquelas que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) promete reabilitar, no âmbito do programa Uma Praça em Cada Bairro, com o início das obras previsto só para depois de 2017, ou seja, já no decurso do próximo mandato autárquico. Mas o cumprimento integral do principal propósito da intervenção, a prevalência do uso pedonal, poderá ficar seriamente comprometido devido ao atraso da CML na aprovação de uma solução de acesso comum às garagens de três prédios situados no topo nascente da praça. Sem ela, em vez de comércio, de esplanadas e do desfrute total do espaço público por peões e ciclistas, os pisos térreos desses imóveis serão ocupados por portões de garagem. [...]»

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