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03/01/2017

Baixa a tourist trap: Rua da Vitória 79-81-83



O piso térreo deste imóvel na Baixa está totalmente ocupado com as já bem conhecidas lojas de souvenirs. Até há poucos meses estava ocupada com 2 sapatarias.

5 comentários:

Anónimo disse...

Que sugerem? Programas de incentivos para fazer as pessoas comprar sapatos? A única coisa que lamento é ser mais um espaço estéril de luz azulada no tecto,mem vez de ser um sítio onde se queira realmente entrar.

Anónimo disse...

Concordo com o anónimo das 11:23. O produto que costuma vender nestes estabelecimentos, as famosas souvenirs, acabam por ser a menor das preocupações. Já os respectivos estabelecimentos acabam por ser a mesma miséria de sempre. Nem dá vontade de entrar!

luis disse...

Deveríamos criar uma quota. 2 em cada 3 pares de sapatos anuais têm que ser comprados no rossio.

LuisY disse...

Julgo que há que ter alguma cautela neste assunto e não atribuir as culpas da falência do comércio da Baixa ao Turismo. Em primeiro lugar, já há muitos anos que as casas comerciais da Baixa estavam num longo processo de decadência e boa parte da culpa é dos próprios lisboetas que perderam há muito o hábito de comprarem os seus sapatos ou as suas roupas no centro da cidade. Os lisboetas gostam de ir de automóvel para as grandes superfícies torrarem o seu dinheiro. A crise que se fez sentir nos últimos anos foi também terrível para as lojas da baixa. Nessa época eu passava por lá de autocarro e era uma dor de alma ver as lojas todas vazias com os empregados à porta, esperando que algum cliente se dignasse a entrar.

Claro, o afluxo do turismo deu o golpe de misericórdia em muitas lojas da baixa, sobretudo no pronto-a-vestir e calçado. Mas muitas outras aproveitaram a oportunidade e prosperaram. As chamadas mercearias finas da Baixa tiveram um novo alento, prosperaram e tem filas de turistas à porta. As pastelarias então é um ver se te avias.
Claro, lamento que muitas das lojas que estejam a abrir sejam tão ordinárias, como aquelas que mostra na imagem, que vendem galos de Barcelos e sardinhas às cores. Julgo que talvez os comerciantes poderiam aproveitar o fluxo do turismo para venderem coisas de mais qualidade. Mas em todo o caso, não se pode diabolizar o turismo. Quem deixou a baixa morrer foram os lisboetas.

Um abraço

Anónimo disse...

Eu quando quero comprar um artigo vou "torrar" o meu dinheiro num c. comercial porque em regra é sempre mais barato e tenho muito mais escolha.

Antes tinha que me sujeitar, hoje escolho o que quero e se quiser trocar o artigo não inventam mil e uma desculpas para não o poder trocar.

Se são os próprios lojistas a não se modernizarem e a ter comportamentos menos apropriados para o cliente o que se pode fazer? Ser mal atendido? Obrigado, mas comigo não.

Quanto às lojas de lixo chinês - Eu nem entendo como têm as lojas abertas, pois vejo-as habitualmente às moscas.