04/12/2007

Eles estão doidos! Artigo de Antonio Barreto sobre a ASAE


Caros amigos o artigo de Antonio Barreto é esclarecedor. Eles estão mesmo doidos! Mas nós não!

Eis o motivo de não haver referendo.


Vamos recolher assinaturas, fazer petições, camisaolas, autocolantes e pedir que não queremos ser colonizados pela EU enviar à Presidencia da Republica e Assembleia.

O que está em causa são as nossas tradições desta forma ou por este andar os nossos filhos só conhecem o McPastel, o McAzeite. Diga não a lavagem cerebral da EU.

Apelo a todos os bloggers para desenvolver esta luta façam uma petição on-line.

22 comentários:

Miguel Carvalho disse...

A ASAE não está contra azeitonas e enchidos por serem tradicionais ou serem portugueses. Está contra a venda destes produtos quando não há o mínimo controlo de higiene.
Colocando a questão de outro modo: alguém concorda com a venda de um pastel de bacalhau ou uma compota feitos numa cozinha com baratas e ratos a passear na banca da cozinha?

Referendo? Qual referendo?

Ass. um orgulhoso português que há largos anos não põe os pés em McDonalds ou PizzaHuts e nem sabe o nome dos shoppings

Anónimo disse...

Partir do principio que em todos os restaurantes portugueses, e todos os fabricantes artesanais as baratas passeiam alegremente é revoltante.
Não concordo com atitudes paternalistas do tipo Estado Novo por parte das autoridades ou por parte do estado faz-me recordar politicas anteriores que não desejamos.

Miguel Carvalho disse...

Eu nunca parti desse princípio. Por favor, releia o que escrevi!

O mesmo direi do McDonalds. Ao dizer que a ASAE só vai deixar o McDonalds aberto, estaremos a partir do princípio de que todas as McCoisas respeitam todas as normas de higiene.

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Já estou a ver a ASAE a encerrar aqueles barcos de pesca q voltam a terra antes da meia-noite e logo na praia vendem toda a sua pescaria, e que nos permitem assim comprar o peixe mais fresquinho p consumir no dia seguinte... Afinal de contas, cada peixe não está devidamente carimbado com com a hora-minuto-segundo em q foi retirado da rede...

Vá lá, à parte exageros, parece-me q estamos com um grande défice de amor próprio e de amor pelas nossas tradições gastrónicas ou pela comidinha caseira...

Higiéne SIM, claro, sem dúvida alguma..
Mas não devemos, nem podemos em caso algum, levar as práticas ao extremo e ficar apenas com os franchising de fast food.

mb

Anónimo disse...

mas já agora, HIGIENE para quê? os alergologistas (N. do T.: especialistas em alergias) sabem hoje que quanto mais higiene maior a tendência para o desenvolvimento de alergias.

aeloy disse...

Grande confusão.
A ASAE que é um organismo da administração central altamente deficiente, conforme entre outras história no meu blog (www.signos.blogspot.com) implementa legislação, absurda por vezes do ESTADO PORTUGUÊS. O que é que a UE tem a ver com isto?
Mistºerio insondável só existente nas meninges de bacocos anti-europeístas, que inventam esta sanha higienista com sendo imposdição dessa UE.
Pois não, não é. Vão aqui ao lado a Espanha...
Claro que o grande problema é a eficácia e a funcionalidade e o bem senso tudo em falta.
E a pequenez do português, de alguns.
AEloy

Nuno Santos Silva disse...

Temos de distinguir dois aspectos, que são bem diferentes:
Em primeiro lugar, as questões de higiene mínima são sagradas, porque têm por objectivo garantir a saúde pública. Neste aspecto particular, os restaurantes da McDonalds foram os primeiros em Portugal a seguir regras muito estritas quanto à higiene (quanto ao mais, ou são mitos, ou são questões de gosto).
Em segundo lugar, tudo o que se prende com regras esdrúxulas de etiquetagem, rotulagem, numeração, ou mesmo embalagem, deve ser ponderado uma vez que há realidades que não são enquadráveis nessas regras... ou vamos embalar tremoço a tremoço?...

Anónimo disse...

No outro dia num restaurante depois de um belo bacalhau cozido com todos, pedi um palito.
O empregado trouxe uma embalagem triangulada ainda com publicidade da casa, feita de cartão, pediu desculpa porque não havia dos outros. Outros! Quais outros? Perguntei eu! O palito redondo individual, aquele que tem o emblema da CEE!
Ah! Este, está muito bem!
Fiquei a pensar será que estes são comunitarios? Usa-se e volta-se a colocar lá dentro! Provavelmente, o pretensiosismo do "redondo" deverá ser norma UE com o calibre da carie europeia concerteza porque os outros caramba!
Assustado recorri ao palito hidraulico ruidoso e dei graças a Deus por estar na UE e esses senhores mais lavidinhos ensinarem nos tantas coisas.

Anónimo disse...

oh homem, se lhe dissessem que a CEE dizia que existem fadas também acreditava?
palitos normalizados? onde é que já chega a obsessão anti-UE...

Anónimo disse...

Deve ser por esse motivo que os ingleses Tony Blair e Gordon Brown não aderiram ao Euro, são conhecidos estes eurocepticos.
Eles não acreditam em milagres, nem em fadas, tal como eu, e pelos vistos o autor do artigo.
O futuro dirá quem tinha razão!

Filipe Melo Sousa disse...

É cada vez mais divertido passear por este blog. Lembra-me a luta inglória do D. Quixote contra os moinhos de vento. De facto, caro Gonçalo Cornelio, é bem possível que os seus filhos tomem uma decisão diferente da sua no que diz respeito ao que decidem comer. Por motivos que provavelmente nunca irá perceber, nem querer perceber.

Eu obviamente que prefiro os produtos confeccionados de acordo com métodos modernos, com grande garantia de qualidade, e a bom preço. A sua fúria contra o McDonald's vai contra todos estes princípios. Acontece que eu ao contrário de si, sou liberal. Não lhe imponho esta dieta como quer impor aos outros. Não peço proibição de coisa alguma. Tem assim todo o direito de comer comida rançosa ao dobro do preço, na tasca no Manel. Pretensamente saudável

LOL

Gonçalo Cornelio da Silva disse...

Caro Filipe
Está muito enganado! Estudei nos EUA e tambem fui professor numa universidade, quando tenho saudades desse meio intelectual previligiado que é o meio academico americano, vou jantar um bigmac não tenho problemas nenhuns em o fazer. Acho profundamente artificial pretender competir com os EUA criando um estado semelhante, mas o futuro dirá quem tinha razão! Não devemos perder tempo a inventar a roda mas sim copiar o que está bem.
Agora, sou intransigente no que respeita as tradições. Quando uma tradição morre é toda a historia de um povo que desaparece, tal como uma espécie em vias de estinção.
Por motivos profissionais tive a sorte de viver em diversos países e posso lhe garantir que o folcklore e as tradições são absolutamente essenciais na identidade dos povos.
Porque sempre em toda a parte onde estive defendi o meu país e as minhas tradições, porque sempre assisti à grande admiração de estrangeiros por este nosso pequeno país mas feito de gente boa e brava, porque sempre me orgulhei dos meus bravos heróis nacionais, vai-me desculpar mas tenho este defeito.
Mas cada qual defende o que gosta eu gosto da minha Pátria!
PS: Trabalhei no estrangeiro não porque seja rico mas porque tive bolsas de estudo!

carlos disse...

Ó Miguel Carvalho, o que a ASAE faz não é fiscalizar os estabelecimentos com baratas e ratos, se fosse assim estava tudo bem, parece-me que nao leu o artigo ou então leu-o transvessalmente. Portugal não tem luxos para existir esta ASAE, é absolutamente ridículo, como se não houvesse coisas suficientes para nos preocupar vêm estes tontos de merda dizer "ah, e tal, assim não pode ser" quando ainda estamos a tentar perceber qual é este "ser" em nós. Haja paciência.
Paternalismos a esta altura? A única coisa certa que temos é este porreirismo auto-confiante e de confiança, o "vá por mim que vai bem", tirem-nos isso tirem que depois dizemos onde hão-de enfiar a colher de pau.
É que só nos faltava mesmo esta.
Dass!

YellowPuzz disse...

Eu aceito e exijo que existam regras, fiscalização e até multas... tudo isto depois de devidamente informados os agentes económicos dessas mesmas regras.
Claro que não posso aceitar, e levando isto ao estremo, uma tosta-mista com sabor a cebola. (até nem deve ficar mal, mas se o quisesse teria pedido uma tosta-mista com cebola).
Cada regra, por mais absurda que possa parecer, tem uma lógica, e o que falta é explicar essa lógica.
Além disso a Sra. que faz croquetes para o café do vizinho possivelmente recebe o rendimento mínimo garantido e/ou está inscrita no fundo de desemprego. Com todas estas regras vê-se forçada, não a abandonar a produção de croquetes, mas a profissionalizar essa produção. E a isto eu chamo evoluir.

clits disse...

A isso eu chamo idiotice.

YellowPuzz disse...

só para dizer que foi emitido um comunicado por um gabinete qualquer em relação a este assunto, fica o link para quem quiser saber mais:

http://static.publico.clix.pt/docs/sociedade/comunicadoasae.doc

Miguel Carvalho disse...

bem interessante esse comunicado!
acho que o sr barreto deveria ter se informado um pouco melhor antes deste texto sensacionalista.

carlos disse...

ah sim, o comunicado muda tudo, eles até se dignam a dizer-nos porque fazem as parvoices que fazem, são mesmo atenciosos.
Sr Miguel Carvalho, quer por ventura explicar-me o que mudou depois do comunicado da A.S.A.E.?

Miguel Carvalho disse...

Leia e verá

Mónica disse...

peço desculpa mas custa-me a aceitar como verdadeiras algumas afirmações do antónio barreto, assim de ânimo leve. não conheço a legislação a que ele se refere quando afirma que não se pode trazer cerejas da "terra". deve haver aqui algum contexto que me escapa.

Anónimo disse...

A ASAE é uma entidade cumpridoura da legislação ou não?
A lei existe? Se existe que se cumpra. Ou ninguém se queixa por a polícia não fazer cumprir o código da estrada (estacionamento indevido, velocidade excessiva, etc.) Não me digam que as entidades fiscalizadores são criadas para olhar para o lado.Pelo que leio parece que sim.
Agora, culpem o politico que olhou para o lado quando assinou as leis, quando as discutiu, quando as negociou. Esse sim, devia ser "fiscalizado", pelos danos causados à nação. Na minha opiniao singela, devia ser "fiscalizado" para além da roupa interior que usa. Por favor culpem quem fez as leis, Não quem as aplica.