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18/09/2015

E a Junta de Freguesia da Estrela autorizou esta "instalação" no Jardim de Santos

Roulotte de comes-e-bebes instalada no topo norte do jardim de Santos. Aberta até às 2h da manhã. Metade no passeio, metade dentro do que resta do canteiro. Tudo autorizado pela Junta de Freguesia da Estrela. A mesma que dizia que a única forma de ordenar a funesta noite no local, era vedar o jardim.

Este mega-caixote encarnado é um gerador. Regulamentos do ruído, de proibição de venda de bebidas para o exterior a partir da 1h e mais uma parfernália de disposições que não são cumpridas. Dizem-nos que se trata de uma tipologia diferente "Restauração e Bebidas não sedentárias" e que, portanto, não têm de obedecer a nenhum critério. Os vazios jurídicos dão jeito aos operadores e às juntas


De um jardim criado para ser uma unidade paisagística harmoniosa (palavra estranha nos corredores da Junta da Estrela), já nada resta. E como já nada resta, acrescente-se à desolação geral uma carrinha de comes-e-bebes do género feira popular. Nada contra a sua existência. O próprio proprietário estaria interessado em instalá-la na 24 de Julho. Os iluminados da Junta da Estrela acharam que aqui é que ela fica bem. Até porque à noite é tudo pacífico.

De determinados ângulos o magnífico conjunto de tipuanas classificadas deixa de poder ser admirado.


Seja em cima do passeio, seja dentro do canteiro, o que a "malta" da junta quer é muita animação e muitas bifanas. Tudo até às 2 da madrugada, todos os dias da semana, numa zona sobrecarregada com a mesma oferta.


Salta aos olhos que esta não é a melhor localização para uma roulotte. Contudo a Junta da Estrela mantém a decisão do licenciamento, contra a vontade dos moradores, contra a vontade do proprietário que preferia outro local, contra o bom-senso que deveria existir lá para as bandas da Lapa e não existe.

Esta decisão é prejudicial para o jardim e para o ordenamento da zona. A defesa desta localização é prova clara de uma sobranceria autoritária que todos acharíamos já ultrapassada.

2 comentários:

Vítor disse...

De facto, as autarquias julgam-se donas exclusivas do espaço público. Em regra, nunca consultam os moradores previamente à tomada de decisões. Não conhecem ainda o Código do Procedimento Administrativo, embora este já tenha 24 anos e foi recentemente reformulado.

Anónimo disse...

Se calhar querem um cachorro quente à borla!!!