21/06/2017

Boas notícias para este pobre desgraçado, saudoso do século XIX :-)


Cultura - Direção-Geral do Património Cultural
Projeto de Decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do imóvel sito na Praça Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito Lisboa:https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/107508411/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&day=2017-06-12&date=2017-06-01&dreId=107508391

Foto: Ruin'Arte

Acerca da remoção dos cabos que nunca mais vem, eis uma recomendação recente do Provedor de Justiça à CML:


Escandaleira


Escandaleira... o prédio que aqui (na Almirante Reis) estava, estava em bom estado, pelo que não havia necessidade para esta "reabilitação", e nada tinha que ver com este mono digno da Reboleira!

As 3 fotos iniciais são da autoria de Diogo Baptista

15/06/2017

Segunda onda de calor de Junho 2017: é urgente reforçar a rega de árvores

Previsão de tempo do IPMA para Lisboa entre 15 e 20 de Junho

A Primavera de 2017 está a ser extremamente seca e quente. Depois de um mês de Abril extremamente quente e extremamente seco seguiu-se um Maio extremamente quente. Entretanto, em Junho, inicia-se amanhã aquela que é já a segunda onda de calor do mês. Estas condições impõem um enorme stress hídrico às plantas.

Desta forma, devido à seca e calor extremo, que é previsto agravarem bastante nos próximos dias, é urgente reforçar a rega de árvores plantadas nos últimos 2 a 3 anos, com sistemas radiculares ainda pouco estabelecidos.

Como exemplo, num passeio por Lisboa no dia 14/Jun/17, entre Entrecampos e o Parque Eduardo VII, constatei que muitos dos exemplares do género Prunus (que inclui cerejeiras-bravas e ameixeiras-de-jardim, por exemplo) plantados no Eixo Central, em especial no alinhamento externo mais próximo dos edifícios, se encontram em elevado stress hídrico e vários deles irão provavelmente secar irreparavelmente se não for reforçada a sua rega.

Ao mesmo tempo, o pinheiro-manso plantado ao lado da nova escadaria de acesso ao Pavilhão Carlos Lopes, em substituição de um de grande porte que foi abatido, já secou e necessita de ser substituído.

Deixo aqui, por isso, o apelo para que alertem quem conheçam nas vossas juntas de freguesia, na CML e outras entidades pelo país fora que tenham a seu cargo espaços verdes, para que reforcem urgentemente a rega das plantas/árvores que necessitem.

Ou terão de gastar muito dinheiro a substituí-las, como terá de ser substituido o pinheiro-manso atrás referido.


Actualização a 16.06.2017


Entretanto, em contacto telefónico com a CML, fui encaminhado para o sítio na internet Na Minha Rua, da CML, que não conhecia. Fiz lá um relato sobre esta minha preocupação sobre as árvores da Avenida da República. Se conhecerem alguma outra situação sugiro que façam lá o registo. Obrigado!

11/06/2017

A Junta de Freguesia da Estrela e a forma como trata as árvores e os arbustos


LOENDRO NO JARDIM OLAVO BILAC, JUNHO DE 2017

ANTES DA INTERVENÇÃO

DEPOIS DA INTERVENÇÃO

Deixo os comentários à sensibilidade de cada um. Pinto Soares

09/06/2017

Pedido de esclarecimentos à DGPC sobre Comissão Técnica de Apreciação


À Sra. Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


C.c. PCML, MC, Comissão AR, AML e media

Considerando que a Comissão Técnica de Apreciação, criada ao abrigo de protocolo assinado entre a CML e os então Igespar e DRC-LVT, tem tido um papel fulcral na forma como são avaliadas várias operações urbanísticas que incidem sobre grande parte da cidade histórica,

Considerando que nem sempre o que essa Comissão autoriza corresponde ao espírito e à letra da Lei de Bases do património,

Constatando que a acção dessa Comissão não é escrutinada pela opinião pública, sendo os processos analisados e despachados nos serviços da CML, no Campo Grande, à margem dos serviços dessa casa, que procediam à análise dos mesmos antes da existência desse protocolo,

Gostaríamos que essa Direcção-Geral,

1 - nos facultasse o texto do despacho que institucionaliza essa Comissão.

2 - que nos descrevesse o seu mandato.

3 - que justificação encontra a DGPC para a existência dessa Comissão.

4 - que fundamentasse, com envio de documentação, a pertinência para que os seguintes processos (apenas alguns dos muitos casos recentes) tenham sido aprovados:

a) Moradia pombalina na Rua da Lapa, 69/ Rua São João da Mata - demolida na íntegra
b) Palacete pombalino na Rua das Trinas - demolido, excepção da fachada que já não conta com as mansardas
c) Palacete pombalino na Rua António Maria Cardoso (defronte ao Teatro São Luiz), totalmente demolido à excepção do átrio e fachada
d) Palácio Rio Maior/Anunciada - jardim destruído, demolições gerais de grande parte do edificado, mansardas demolidas
e) Museu Judaico no Largo de São Miguel, que envolve demolição total de um prédio de raiz popular característico deste bairro
f) Destruição de prédio "entre-séculos" na Rua de São Bernardo e sua substituição por um prédio claramente dissonante com fachada de betão
g) Casa na Praça das Flores com projecto Souto Moura
h) Palácio São Miguel na Praça da Alegria, destruído à excepção da fachada
i) Destruição integral do edifício Rua Alecrim/Largo Barão Quintela (bombeiros)
l) Demolição integral do edifício da Rua do 4 da Infantaria/Rua Correia Teles
m) Demolição completa de interiores do edifício da Rua Alexandre Herculano, 41, em bom estado de conservação
n) Demolição integral do edifício da Rua Vale do Pereiro, 7-9
o) Demolição integral do edifício da Rua Pascoal de Melo, 70-72
p) Demolição integral do pequeno palacete da Rua Gomes Freire, 142
q) Demolição integral do palacete da Rua Sousa Martins, 18, em bom estado de conservação
r) Demolição integral dos edifícios da Av. Joaquim António de Aguiar, 5 a 15
s) Demolição integral do edifício da Rua das Portas de Santo Antão, 141
t) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Castilho, 15 / Rua Rosa Araújo,
u) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Rodrigo da Fonseca, 15
v) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Nova de São Mamede, 64
x) Demolição integral, excepção das fachadas, do edifício da Calçada da Estrela, 24/Rua Correia Garção
z) Demolição integral, excepção das fachadas, do edifício do antigo Hotel Braganza (ex-Universidade Livre), na Rua Vítor Cordon

5 - qual o estatuto interno à DGPC dos técnicos que têm assento nessa comissão, i.e., o sr. arq. Flávio Lopes e a sra. arq. Teresa Gamboa, e qual a sua rotatividade na dita comissão?

6 - qual a articulação existente entre essa Comissão e os serviços da Divisão de Salvaguarda do Património Arquitectónico e Arqueológico da DGPC, dirigidos pelo sr. arq. Carlos Bessa?

7 - qual a razão para que, uma vez extintos Igespar e DRC-LVT e dada a extensa lista de evidentes maus serviços ao património da cidade,V. Exa. ainda não tenha denunciado o protocolo referido, fazendo assim regressar aos serviços da DGPC a análise dos processos e a emissão de pareceres/licenciamento, como foi feito até à existência desse protocolo?

A resposta a estas perguntas é fundamental para que haja, ainda, uma maior transparência em matéria tão delicada e fundamental como é a salvaguarda coerente do património da cidade de Lisboa, a qual, pretende ser património mundial.

Melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Ricardo Mendes Ferreira, Jorge Pinto, Pedro de Sousa, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Maria de Morais, Luís Mascarenhas Gaivão, André Santos, Maria João Pinto, Maria do Rosário Reiche, José Maria Amador, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Irene Santos, Fátima Castanheira

07/06/2017

Esta semana, 3 visitas-guiadas no âmbito dos 150 anos de Ventura Terra!


Viva! Os 3 choupos estão formalmente salvos! Obrigado, CML e obrigado ao Paulo Palma!


Foto: Pinto Soares

O fim da macacada


Cai guarda de telhado do nº 7 da Praça João do Rio (Areeiro), prédio do Montepio. (fotos de Rodrigo Querido Miguel Lena, in Facebook)

Mural de azulejos (século XVIII) em perigo / Rua São Filipe Nery


Este mural de azulejos do mural de azulejos do século XVIII está em perigo. Alguém da CML pode ir lá fiscalizar?? Trata-se do edifício da Venerável Ordem Terceira da Penitência de S. Francisco, a Jesus (Palácio dos Guiões), que está em obras para requalificação do lar que ali funciona... (fotos: André Barragón e Ferreira Build Power)

06/06/2017

E que demolição parcial é essa, afinal?


Bom, finalmente percebeu-se o que vai ser o pequeno palacete que era da aeronáutica, na Avenida, uma coisa do tipo que já há no Príncipe Real, ok, mas, contudo, ainda não se percebeu o que é essa demolição parcial e isso é que é mau porque se trata de um edifício classificado Monumento de Interesse Público (fotos de Luís Silva)

As obras no claustro e no Convento da Graça estão quase concluídas!


Mais boas notícias desde a Graça, pela

Real Irmandade dos Passos da Graça (fotos). A inauguração será a 1 de Julho. Esta é mais uma das jóias da arquitectura de Lisboa que fica aberta ao público no âmbito do protocolo entre a Câmara de Lisboa, a paróquia e Real Irmandade dos Passos da Graça. Obrigado!!

Rua António Saúde


Chegado por e-mail:

Abate de uma árvore, aparentemente saudável, a acontecer neste preciso momento em frente à Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica..... "Viver melhor Lisboa".
Filipe Silveira-Pinto»

05/06/2017

04/06/2017

PASSEIO-GUIADO DO JARDIM DAS FRANCESINHAS AO JARDIM DE SANTOS.


Integrado no Projecto "Um mês - um Jardim", uma realização da "Plataforma em Defesa das Árvores", realizou-se no passado dia 27 de Maio, mais um Passeio Cultural, guiado pela Engenheira Agrónoma Isabel Maria Leal, por alguns dos jardins e praças arborizadas da Freguesia da Estrela, com a participação sempre interessada de dezenas de acompanhantes.

Aproveitamos a oportunidade para convidarmos todos os lisboetas que se interessam pela sua cidade em participarem em acções futuras. Sairão todos valorizados.

Para além dos riquíssimos ensinamentos botânicos, paleontológicos e históricos, estes últimos relacionados com os diversos Conventos e Mosteiros presentes na região e que contribuem para tornar Lisboa numa das capitais da Europa e do Mundo mais ricas em construções de carácter religioso, que foram transmitidos, puderam os presentes constatar o muito que há ainda a fazer para recuperar a dignidade dos espaços do percurso em apreço.

Desde logo, a falta de substituição das árvores que vão sendo cortadas ou que morrem por razões diversas.

Os elementos espúrios que em nada beneficiam os espaços que devem ter e manter uma certa dignidade.

Finalmente, o acutilante problema da recuperação do Jardim de Santos, que corre o risco de se eternizar, pois embora tenha sido construída uma vedação em toda a sua volta, continua a aguardar-se o seu fecho e reabertura diários por funcionários que garantindo a sua manutenção e segurança, permitam a posterior recuperação do Jardim em termos monumentais e botânicos.


Pinto Soares

"Não há lisboeta que viva do Marquês para baixo que não se sinta acossado"....


foto: Orlando Almeida / Global Images

Presidentes de junta do centro histórico de Lisboa aplaudem medidas que restrinjam o alojamento local nos seus bairros.

O projeto de lei de dois deputados do PS - que defende que os vizinhos passem a autorizar alojamento local no seu prédio - provocou divisões entre os socialistas, mas encontra muitos aliados nos presidentes de junta do centro histórico de Lisboa. Há quem diga que até peca por escasso. E também quem lhe aponte críticas. Mas um ponto é unânime entre os autarcas ouvidos pelo DN. Santa Maria Maior, São Vicente, Misericórdia e, numa segunda linha, Penha de França, Arroios ou Santo António, todos concordam que é preciso tomar medidas para regulamentar o alojamento local.

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Pode ler o resto aqui no DN de hoje

03/06/2017

Em certas localidades aprende-se com os erros do passado....









Finais da década de 1970 e a relocalização de casas victorianas

Depois de uma vaga de demolições nas décadas de 1950 - 60 o paradigma viria a mudar nos finais de 70. Hoje San Francisco é uma das grandes atrações do turismo urbano mundial e as demolições da sua arquitectura tradicional (aquilo que faz a diferença)....são raridade.