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03/03/2016


Lembram-se do prédio de gaveto, no largo Dona Estefânia, onde morou Pessoa e que agora, é mais um igual a tantos outros, a que deram o nome "Pessoa"?
Sabem quem foi o promotor? Uma empresa denominada " Cáfe" 
http://www.cafe-construcoes.pt/portfolio_cafe.aspx…
Esta empresa, pelos vistos, sabe fazer grandes negócios:
Na av Defensores de Chaves, adquiriu, aos herdeiros do antigo proprietário, por milhão e picos, o edifício que a seguir mostro.
Nada de espantar, até agora, nem mesmo o valor de seis, digo bem, seis milhões que agora pede pela sua venda.
Projecto metido á câmara, chumbado, ao que parece porque a autarquia, exige a manutenção da fachada, aumentos lateral e do número de pisos, em vidro e recuo do tardoz o que, para o promotor, inviabiliza o projecto... É pouca coisa!!!
Tirando esta história, normal nesta cidade destruída pela especulação e pelos políticos que tal permitem, há um senão; neste prédio ainda vivem pessoas... Pois é, vivem pessoas. Algumas, já noutras casas, por falta de condições mas, no último andar, uma família resite; o arrendatário tem 70 anos...
Os andares, têm sido vandalizados, roubados, os bronzes da escada, puxadores, canos, tudo roubado. Até o enorme lustre do vestíbulo de entrada, desapareceu; ah, as oito figuras em mármore branco, posicionadas em patamares laterais e que ladeavam as escadas da entrada, desapareceram também.
Com as últimas chuvas, caiu parte do telhado; no lado direito, chove na escada. A luz eléctrica das zonas comuns, foi desligada, por precaução.
Avizinha-se uma tragédia... Entretanto, um, ou mais processos em tribunal, entre a promotora, câmara e inquilinos, arrasta-se há anos.
Só pergunto ás entidades competentes, porque é que, nestes casos, não se avança para obras coercivas?
A vida humana não valerá o preço dos custos?
Parece que não...



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