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24/03/2016

E se a SCML, em vez de obras discutíveis, investisse no Convento de Santos-o-Novo ?




Este não é um claustro qualquer, é o claustro de dois andares coberto maior da Península.

Este não é um convento qualquer, é o Convento de Santos-o-Novo das comendadeiras de Santiago, um dos mais importantes de Lisboa e, por certo, o mais emblemático da zona oriental da cidade, já de si carregada de história.

Oferece, esta casa, um exemplo extraordinário da construção filipina em Lisboa.

O claustro está neste estado, as infiltrações são uma constante, o reboco das abóbadas a precisar de uma intervenção urgente.

Talvez fosse melhor, se em vez do bizarro periscópio que a SCML encomendou, julgo que a peso de ouro, ao arquitecto Souto Moura, para ser instalado na colina do Bairro Alto, em São Roque, Santana Lopes e as suas tropas, retirassem este magnífico convento do esquecimento e do abandono.

E assim, em vez de olharmos por uma experiência arquitectónico de sofrível gosto e de menor oportunidade, veríamos e usufruiríamos de um dos grandes monumentos de Lisboa.


7 comentários:

Anónimo disse...

Sem dúvidas... Muito bem dito. Uma tristeza

Paulo Ferrero disse...

A obra anunciada é indigna de um Prémio Pritzker e não julgava o Arq. Souto Moura capaz de tamanha aberração pós-modernista que dá cabo de uma das colinas mais bonitas de Lx. Ainda por cima ninguém pode desviar o olhar de tal coisa. É a vingança de PSL por não ter tido o titânio de Gehry no Parque Mayer. Santa pachorra.

Alvaro Pereira disse...

Os russos reconstruíram a Catedral do Cristo Salvador...
Os alemães estão a reconstruir o Palácio Real de Berlim...
Os franceses falam em reconstruir o Palácio das Tulherias...
Aqui é o que se vê!

Anónimo disse...

Somos os maiores campeões da auto-flagelação. "Aqui é o que se vê", diz o portuguesinho. De facto, na Rússia, na França ou na Alemanha não deve haver um único edifício devoluto. Chalé da Condessa d'Edla, já ouviu falar?!

Alvaro Pereira disse...

Caro anónimo

Já ouvi falar desse chalet e foi um excelente trabalho de recuperação!

E é um exemplo que devia ser seguido!

Quanto aos edifícios que falei, todos eles foram ou vão ser totalmente reconstruídos de raiz.

Basta só consultar qualquer livro de história para saber o que lhes aconteceu.

Cumprimentos!

Filipe Melo Sousa disse...

Porque motivo se usa aqui teimosamente a palavra "investimento" para designar custas? É porque de muito repetir a mentira torna-se verdade?

E quem paga?

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

O Filipe e outros beneméritos deste blogue. é sempre um prazer desconversar consigo.