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24/04/2016

Em vésperas da 2ª conferência sobre os Palácios Históricos de Lisboa

Palácio Marim-Olhão, calçada do Combro.

Janela da fachada de aparato do mesmo palácio.

Palácio Sandomil, ao Chiado. Resistiu ao terramoto. Lá dentro há dois tectos classificados atribuídos a Pedro Alexandrino de Carvalho.

Cabos soltos por toda a fachada fazem companhia a vidros partidos, reboco a saltar, portas remendadas e vandalizadas.

Estas chaminés de secção circular são parte daquilo que hoje se denomina, skyline da cidade. Há-as às dezenas e em todos os palácios setecentistas elas são presença quase obrigatória. A sua manutenção, para além de um imperativo de conservação patrimonial, é uma mais-valia para a cidade

Palácio Valadares, no local dos primeiros Estudos Gerais. Calçada do Sacramento.

Uma das grandes fachadas da cidade. 

Fachada tardoz do mesmo palácio que dá para a novíssima intervenção dos "Terraços do Carmo".

Estes são apenas três exemplos do vasto património de residências senhoriais de Lisboa que se encontra em penoso estado de conservação. Razões há muitas, especulação imobiliária, ineficácia dos serviços, falta de vontade política, alheamento da opinião pública.

Esta segunda conferência será mais um contributo para que se sublinhe a imperiosa  urgência de se ter uma acção mais robusta por parte de todas as instâncias que tem a seu cargo a gestão e a administração da cidade

Neste ritmo de conformada incúria, grande parte deste insubstituível património será em breve uma ruína ou uma caricatura.

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