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18/07/2016

Metro de Lisboa: "Atendimento ao Cliente"


















Dezenas de clientes mas nem sombra de funcionarios do Metro de Lisboa para fazer o atendimento; as imagens mostram a estação do Intendente ao fim de semana com muitos turistas a precisarem de ajuda (ajuda que acaba por ser dada pelos seguranças de serviço!). Cada vez mais as estações de metro de Lisboa estão assim, sem qualquer funcionario apesar do aumento de clientes em especial nos fins de semana quando a cidade se enche de turistas. O fiel retrato dos Transportes de Lisboa!

11 comentários:

Anónimo disse...

Dá-me vontade de dar razão aos gajos que advogam a privatização disto...

Carlos Moura disse...

Com o devido respeito, até pela pertinência do artigo, gostaria de me manifestar completamente contra a expressão clientes. O Metropolitano de Lisboa é uma empresa de transporte público, de direito público, cujo orçamente deveria ser subsidiário do OE que é alimentado pelos impostos da população. Os preços dos títulos de transporte tinham de representar nesta equação o residual e não o fundamental. Além de que a sua eficácia deveria ser sopesada em função da produtividade da cidade, da diminuição da carga de ocupação do espaço urbano, pela diminuição da poluição, pela diminuição do consumo de combustíveis, e não pelos lucros obtidos. Como empresa pública que é a análise do seu sucesso tem de ser medido no conjunto da melhoria da dinâmica do Estado e não em contabilidade de mercearia como vêm sendo hábito. Mas, ainda que assim não fosse o facto de ser propriedade pública - mesmo que estivesse concessionada - faria com que a população fosse sua proprietária, usuária do meio e portanto Utente de um serviço e não cliente de uma empresa. Posto o que rejeito em absoluto enquanto utente e enquanto cidadão a expressão que vem sendo "martelada" na cabeça das pessoas para as convencer que estão adquirindo uma mercadoria. Não estão!

Anónimo disse...

É o normal. E quando as máquinas dos bilhetes não funcionam, ou nós não as entendemos.

Anónimo disse...

Os transportes de Lisboa exigem uma intervenção urgente. Presentemente não correspondem às necessidades de uma Capital Europeia.

Pinto Soares

Filipe Melo Sousa disse...

A empresa dá prejuízo com os preços actuais dos bilhetes. Para equilibrar as contas ainda será preciso cortar mais pessoal e aumentar os preços. Não há almoços grátis

Anónimo disse...

Privatizar??? Lindo!!!

Fica como uma nova EDP com preços absurdos, ou uns CTT que servem para tudo menos para o que deveria servir.

Quanto ao sr. Melo despeça-se já você do seu trabalho se o tiver, pois a empresas é deficitária. Tem 10 administradores a ganharem balúrdios, mas os trabalhadores é que são o problema, e depois carregue-se de trabalho os que ficaram.

Tenha mas é juízo e abstenha-se de dizer parvoíces em catadupa.

Filipe Melo Sousa disse...

O Sr. Anonimo das 10:22 não contrapôs argumentos contra a minha sugestão de ajuste financeiro para o Metro de Lisboa. Até pelo contrário teceu uma comparação desajeitada com uma outra empresa com 10 administradores que não referiu, e portanto cujos analogia não consigo apreciar. Tomo nota, que o Metro de Lisboa carece de ajustes financeiros para chegar a uma posição sustentável.

Anónimo disse...

"Fica como uma nova EDP com preços absurdos, ou uns CTT que servem para tudo menos para o que deveria servir."

A EDP tem concorrência, se não gostar, mude. E os ctt, não enviam cartas e encomendas? E além disso, não fazem uma série de outros serviços, como por exemplo renovação e alteração da carta de condução, algo que antes demorava uma tarde inteira no imtt? Dizer mal é muito fácil.

LuisY disse...

O Metro e a Carris parecem viver indiferentes ao enorme fluxo de turismo que nos últimos dois anos afluiu a Lisboa. Na minha experiência de utente, a Carris ainda é pior que o Metro. Nas carreiras mais frequentadas por turistas, como o 15 que liga a Baixa a Belém a situação é caótica. Ao longo da Avenida 24 de julho as pessoas viajam tão apertadas como se fossem refugiados da Síria. Há atropelos, gritos e protestos. No 15 os botões para mandar parar o eléctrico só existem junto à porta. O turista incauto que quer parar por exemplo, na Rocha Conde de Óbidos, para visitar o Museu Nacional de Arte Antiga está tramado. Ou grita ou só consegue sair 2 ou 3 paragens à frente. Creio que nem o metro e muito menos a Carris se prepararam para o afluxo de turistas destes meses de Verão, aumentando o nº de carreiras ou melhorando a informação geral sobre as linhas e bilheteiras. Estão a tratar como animais esses estrangeiros que são uma fonte de riqueza para o País. No meu entender, a Carris é bem pior que o metro e quem viaja nas linhas que servem a 34 de Julho sabem bem o pesadelo que aí se vive, agravado pelas eternas obras do Cais-do-Sodré, que ninguém parece saber para o que servem.

Não me parece que a privatização seja uma solução. Há medidas bem simples que se podem tomar sem ser necessário mexer na estrutura legal dessas empresas.

Um abraço

Anónimo disse...

Caro anónimo das 9:19,

A EDP tem concorrência??? Deixe-me rir. É como as petrolíferas que me fazem rir sempre que entro numa autoestrada. É um cartel e nada mais.

Quanto aos serviços dos CTT, que bom renovar/alterar carta de condução no dito local, mas desde que foi privatizada até um banco é, mas antes as cartas/encomendas chegavam dois, três dias depois de remetidas e hoje chegam aos molhos uma semana depois. Poupam no combustível, no motorista (menos dias de trabalho), no carro, etc. Antes era serviço, hoje é, deixem as cartas em espera e depois entrega-se tudo de uma vez; cartas urgentes, o que isso importa!!!
Correio azul/verde é igual ao normal, já me explicou uma sra. dos CTT, chegam praticamente sempre ao mesmo tempo. Se quiser mesmo de um dia para outro, tem um expresso CTT, mas paga 6 Euros e tal a mais. É negócio apenas e o cliente é que fica a arder, mas se gosta que coma. Infelizmente temos quem não gosta e tem que comer à mesma.

Grande Coelho e Portas que venderam praticamente tudo. O que não conseguiram foi por incompetência (TAP) e por graças a Deus outro governo ter chegado.

Anónimo disse...

A Carris pode aumentar como quiser o número de carreiras, que enquanto estacionar em segunda fila em todo o lado continuar a ser um lugar comum e uma questão de "chegar para lá", o serviço de autocarros vai continuar como já é: péssimo, insuficiente e encorajador do uso do automóvel. Quanto às obras do cais do sodré, muito já se escreveu sobre elas. Vão transformar aquele espaço em algo de civilizado, coisa que não o é. Esse "ninguém" que parece "não saber para que servem" pode ir ao google.