Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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21/06/2014

Vestígios de mais uma noite de Lisboa - Rua Nova do Carvalho e adjacentes

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Dirão alguns que é mais do mesmo. Será. Como também mais do mesmo é a inacção de juntas de freguesia, da CML que promove  e aplaude esta selvajaria contínua, das polícias que não policiam. As imagens falam por si. Por aqui passam batalhões que arrasam tudo à sua passagem, que impedem que se repouse, que conspurcam todos os recantos (por dignidade não posto as fotografias de poças fétidas cheias de urina que juncavam a dita rua), que dão provas de uma falta de civismo e de respeito pelo próximo absolutamente ultrajantes. A noite de Lisboa é o reino da impunidade total e absoluta. É o cartaz turístico da cidade que motivou as Low-cost a abrir rotas e mais rotas com destino Lisboa. O centro histórico, do BA à Bica, da Rua Nova do Carvalho, Cais do Sodré a Santos é um gigantesco campo de tráfico de uma "droga leve" que se chama alcóol. E a cidade aplaude e embrutece-se. Todos os dias, ou melhor todas as noites.

21 comentários:

Anónimo disse...

Tudo gente de bem. Jovens de futuro e com valores de cidadania. Que boa cidade capital temos. Que linda. Muito bem frequentada.

Anónimo disse...

Vai ser pior, porque os "clientes" estão cada vez mais mal-educados e desrespeitosos para com as outras pessoas.

Como o cidadão de Lisboa não diz nada, e quando passa ao pé desta gente ainda baixa a cabeça para não o notarem, com medo de represálias, o futuro de Lisboa é o de podridão total, com as ruas a transformarem-se em locais de venda e consumo livre de álcool, drogas e toda a porcaria, como aliás já acontece em diversas zonas da capital.

Anónimo disse...

Compararem gente que bebe na rua a drogados é bem revelador da vossa geração, do vosso ponto de vista, da vossa visão a preto e branco de tudo, do vosso ressabiamento. Podiam tentar perceber porque certas coisas se passam da forma que se passam, preferem correr tudo a insulto. Excelente maneira de "debater".

Anónimo disse...

Bem podia haver três ou quatro caixotes de lixo por pessoa, que o resultado era semelhante. Os hábitos das pessoas que fazem isto são os mesmos de sempre. São porcos!! Queria ver se gostavam que alguém entrasse em casa deles e fizesse o mesmo!!

Filipe Melo Sousa disse...

Onde sugere o autor do post que se coloquem os copos depois de terminada a bebida?

Paulo Bastos disse...

Meu caro Filipe Melo Sousa, eu sugeria colocar os copos no lixo, tb frequento o Cais do Sodré e o Bairro Alto e não atiro o lixo para o chão.

Filipe Melo Sousa disse...

Qual lixo? O que não existe, o que está cheio, ou o que está fechado à chave?

Paulo Bastos disse...

Existem muitos caixotes do lixo espalhados pelo Cais do Sodré e Bairro Alto é preciso é boa vontade e civismo para não mandar os copos e garrafas para o chão.

Anónimo disse...

O que existe. E há muitos espalhados por toda a cidade. Mas quem não quer e prefere deitar para o chão, como bom porco, bem pode ter 20 caixotes à frente do focinho, que o resultado é o mesmo.

JOÃO BARRETA disse...

E o lixo do azedume e da má-língua ??????
Caros amigos aqui deixo algumas propostas :
- Redefinição dos circuitos das viaturas de recolha de RSU, tendo em vista a "optimização" dos recursos;
- Levantamento das necessidades e posterior dotação dos serviços de higiene urbana (isto quando, ainda, eram da responsabilidade exclusiva da CML!!!!) dos meios necessários - mão-de-obra, viaturas e outros equipamentos;
- Campanhas de sensibilização ambiental;
- Concurso de ideias – (“Mais Lisboa, Limpa Mais”);
- Implementação do prémio “Freguesia Saudável e Limpa”;
- Implementação de experiência-piloto (“Bairro Limpo, Cidadão Responsável”);
Cada uma das propostas identificadas tem fundamentação própria e "adequada" e bem mais desenvolvida (não sendo viável expô-la aqui).

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo que acha que se comparou quem bebe a drogados e que acha que quem escreve por aqui é um atávico pessimista, bota-de-elástico e coisas semelhantes:

Dois pontos:

- na UE debate-se há muito a definição/inclusão de alcóol consumido em excesso (que é o que se passa em larga medida nas zonas da noite) como droga leve. Aparentemente, para o autor do comentário, beber demais, estragar tudo à sua volta, impedir quem vive nestas zonas de descansar, são tudo coisas legítimas, expressão da liberdade de cada um e por aí fora. Afinal de quem partirá o insulto? Daqueles que defendem uma melhor gestão da noite que concilie o direito fundamental a descansar e o respeito pelo património que é de todos, ou daqueles que acham que pôr preto no branco o que acontece é insultar o próximo e tratar mal os responsáveis pelos factos que as fotos retratam?

- Ninguém aqui vive no passado nem na má-língua, dizer bem só por dizer é tão oco e improdutivo como alguns dos comentários de camisola verde.


João Barreta, concordo em absoluto com as propostas, feitas parcialmente já a algumas JF. Não concordo com o lixo do azedume e da má-língua. às vezes perde-se a razão por frases a mais. de qualquer forma, aqui fica o meu agradecimento pelo seu comentário

JOÃO BARRETA disse...

As propostas já têm alguns anos, mantendo-se algumas bem atuais.
O lixo do azedume e da má-língua tinha obviamente destinatário "marcado" e facilmente se depreende a quem me quero referir !!!!
Bem hajam os que têm paciência para aturar certos comentários que por vezes aqui se tecem.

Filipe Melo Sousa disse...

Isto é ridículo. Anda-se aqui a culpar os cidadãos quando simplesmente não há contentores nem limpeza. Vão ver como se suja e limpa nas noites de Albufeira. São turistas a deitar lixo na rua com os estímulos óbvios de não lá viverem e estarem com bastante álcool.

A cml tem que limpar a rua. É para isso que pagamos impostos. Não para que nos chamem porcos e se riam com o nosso dinheiro.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Entãoi, peço desculpa por não ter sabido interpretar o seu comentário.

Obrigado por seguir o blogue.

Anónimo disse...

Sr. Miguel Velloso, estou plenamente de acordo consigo.

Infelizmente há quem queira "branquear" a situação, fingindo que tudo o que de errado se vê nas ruas é normal.

Não é assim. Não é normal. É horrível! E na maior parte dos países da atual União Europeia é severamente sancionado.

Se calhar é por isso que não se vêm determinados comportamentos em muitas capitais europeias. E até em pequenas cidades do nosso Portugal.

Não é fingindo que está tudo bem que se resolve aquilo que está mal. Há que fazer por isso.

Mas não se pense que o problema será resolvido só com "brandos costumes". Quem não tem o mínimo respeito pelos demais, vai continuar a fazer disto ou pior, por mais ações de sensibilização que sejam feitas.

No entanto, concordo perfeitamente que sejam feitas essas ações. Talvez de modo mais direto e assertivo de outras similares feitas no passado, e que poucos ou nenhuns resultados tiveram.

Esperemos que todos os esforços resultem numa cidade mais limpa, ordenada e bonita, em semelhança ao que se vê noutras cidades do país ou do estrangeiro.

Cumprimentos a todos.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Caro anónimo das 12.54

Muito obrigado pelo seu comentário. Esperemos que sim, que seja possível articular esforços para que Lisboa fique mais ordenada, limpa e bonita.

Cumprimentos

Anónimo disse...

No festival Sudoeste há uns anos, recolher determinado peso de lixo dava direito a andar numa roda gigante. Resultado: recinto imaculadamente limpo. Porque é que não se lembram de fazer algo do género por cá com copos de plástico? No Brasil fazem algo similar com latas, e desafio alguém a tentar achar uma no chão!

Anónimo disse...

Não digo que essa proposta não seja de valor.

Mas por princípio sou contra ela. Não porque não resultasse (pelo menos em parte e de forma temporária). Mas porque as pessoas têm é de aprender a respeitar os outros e o espaço público, não estando à espera de recompensas monetárias.

Qualquer dia ainda andamos a pagar para os que cumprirem a lei, como se isso não fosse uma obrigação de cada um.

Aqui Mora Gente disse...

Õs problemas da noite no Centro Histórico estão identificados e são sobejamente conhecidos pela CML.Não tem existido vontade política para uniformizar critérios e regras quanto ao funcionamento dos estabelecimentos nocturnos.Toda e qualquer minúscula "baiuca" se transforma num Bar com horários concedidos pela CML até às 04h00 da manhã, sem condições de insonorizaçâo e segurança, com centenas de frequentadores a beber nas ruas e colunas de som a debitar enorme ruído.As noites são vividas em algazarras de gente embriagada que vandaliza tudo à sua passagem.

JOÃO BARRETA disse...

Já há muito tempo que "pagamos" para "cumprir a lei"!!! Basta pensarmos nos processos de certificação da qualidade nas mais diversas áreas. Cumprir a lei, requisitos e normas parece ser a exceção, quando devia ser a regra. Talvez um dia se avance para uma "certificação ambiental" das cidades, dos bairros, das autarquias, dos serviços de higiene urbana, etc..., etc...

Aqui Mora Gente disse...

Caro João Barreta, as suas sugestões são positivas e construtivas, nomeadamente, quanto à "certificação ambiental das cidades".Tem existido uma promoção da "animação nocturna" no Centro Histórico totalmente permissiva e assente na impunidade de quem não cumpre os equisitos legais.No caso do Cais do Sodré, o projecto "Rua Rosa" resultou de um "concurso de ideias" feito por convite à associação dos Bares e Discotecas, sem qualquer participação ( nem sequer conhecimento)dos seus residentes ou outras actividades económicas da zona.A "Rua" passou a ser utilizada como um espaço de divertimentos e prolongamento dos bares, que gerem uma via pública como se se tratasse de um local de espectáculos durante a noite.A CML não tem qualquer controle sobre o ruído ambiente exterior, que tem aumentado exponencialmente e as queixas dos moradores são simplesmente arquivada. Ainda que os estabelecimentos funcionem em violação da Lei do Ruído não é possível imputar essa violação a uma entidade concreta, em virtude do enorme ruído exterior.As próprias licenças especiais de Ruído,que têm um carácter excepcional, passaram a ser emitidas regularmente por toda a cidade, sem qualquer monitorização, seja ao nível do cumprimento dos níveis de Ruído estabelecidos nas licenças, seja quanto ao número de licenças emitidas.Assim, estão a multiplicar-se os eventos ruidosos, bastando para o efeito "levantar" e pagar uma licença especial de ruído nos serviços administrativos da CML.A Provedoria de Justiça elaborou um "Manual de Boas Práticas para o Controle do Ruído pelos Municípios", uma vez que o maior número de queixas dos cidadãos, em matéria ambiental, prende-se com o ruído proveniente da animação nocturna...qual a política ambiental da CML?