13/01/2016

Pedido de inclusão do Largo Rodrigues de Freitas no Prog."Uma Praça em Cada Bairro"


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. AML, J Freg. Santa Maria Maior e media

No âmbito do Programa "Uma Praça em Cada Bairro" (http://www.cm-lisboa.pt/participar/uma-praca-em-cada-bairro), programa que, voltamos a reforçar, consideramos ser uma enorme mais-valia para o futuro da nossa cidade, serve o presente para solicitarmos a V.Exas., à semelhança do que já fizemos para o Largo de São Sebastião, em relação ao qual V. Exas. nos informaram vir o mesmo a ser incluído no programa Pavimentar Lisboa 2015-2020, o que nos deixa bastante agradecidos, a inclusão de outro largo da zona histórica que consideramos estar a necessitar de um tratamento condigno e urgente.

Referimo-nos ao Largo Rodrigues de Freitas, ao Castelo, e para o qual, segundo sabemos, existe até um projecto de requalificação trabalhado pelos Serviços da CML, julgamos que desde 2009, pelo que talvez seja o momento de o recuperar para a agenda do “Uma Praça em Cada Bairro” ou do Pavimentar Lisboa 2015-2020, ainda que com algumas alterações de pormenor.

Como é do conhecimento de V. Exas. este largo caracteriza-se por uma profunda anarquia a vários níveis, desde logo pelo abuso generalizado em termos do estacionamento automóvel, pelo caos do perfilamento de passeios, pelo mau estado da calçada portuguesa, que importa recuperar e preservar, com particular perigosidade em termos da colocação das passadeiras de peões, agravada pelo desnível de cota bastante acentuado, onde, na verdade, os cidadãos são obrigados a circular pelo meio da via porque os passeios estão permanentemente ocupados ou por viaturas ou por andaimes de prédios devolutos (há 2 edifícios com andaimes há pelo menos 10 anos sem que se preveja o início de obras). No geral, o espaço público apresenta-se confrangedor enquanto espaço de fruição pelas pessoas, os espaços verdes são maltratados e as árvores ignoradas, tal como ignorados são os edifícios de interesse histórico da zona, sejam os palácios ali existentes, seja pelo abandono do largo que dá para a fabulosa igreja do Menino Deus, seja o próprio edifício conventual, sejam as casas humildes e também históricas - a este propósito, é inenarrável o estado da casa onde terá nascido São João de Brito.

Trata-se, portanto, de um largo histórico que requer um tratamento paisagístico e histórico-cultural adequado, que o dignifique e valorize, em prol de uma Lisboa mais bonita e vivida, pelo que solicitamos à CML que lhe faça justiça através do Uma Praça em Cada Bairro/Pavimentar Lisboa 2015-2020.

Juntamos algumas fotos actuais do estado do Largo Rodrigues de Freitas.

Com os melhores cumprimentos

Lisboa, 10 de Dezembro de 2015

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Mariana Ferreira de Carvalho, Pedro Formozinho Sanchez, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, Fátima Castanheira, Jorge Santos Silva e Nuno Vasco Franco

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Há boas-novas da CML e do Vereador Manuel Salgado:

10 comentários:

Anónimo disse...

Incrível como é que este Largo não está incluído no programa..

Rui félix disse...

Quando é que termina o edifício que está por cima da casinha amarela?

Inês B. disse...

Não termina, Rui Félix, nem sequer começou...Está assim, com estes andaimes, há pelo menos 10 anos. Vamos ver se é desta que este largo e as suas imediações, com tanta história, recupera uma certa dignidade.

Anónimo disse...

eu não percebo certos comentadores deste blogue bem como os responsáveis pelo mesmo.
1º as fotos apresentadas já são antigas
2º as obras no dito prédio já começaram á mais de 3 meses, está completamente esventrado (vai ser para apartamentos) tem os andaimes à 25 anos.
3º o outro prédio(tv. do açougue) está à 17 anos com os andaimes
(à problemas com o Patriarcado de Lisboa devido à capela existente ou resto dela)
4º o principal problema é a falta de civismo e educação dos moradores e comerciantes.

Paulo Ferrero disse...

Pessoalmente, causa-me estranheza quem ainda cometa o erro básico de português, que dava chumbo na Primária do antigamente, escrevendo "à", contracção da preposição "a" com o artigo definido feminino do singular "a", com a conjugação do verbo haver, "há". Valha-nos que é um comentário anónimo :-)

Inês B. disse...

Fotografias antigas? Estas fotografias são do final de Novembro de 2015, que fui eu que as tirei, que moro aqui perto. Não há obras absolutamente nenhumas em curso em relação aos dois edifícios de que aqui se fala.
(E sim realmente para mim é uma incógnita a confusão entre "à", contracção da proposição "a", e "há" do ver "haver" e que se usa também em frases em que se refere o tempo; por exemplo, "há muito tempo" ou "há anos/meses/semanas")

Anónimo disse...

Concordo com tudo, mas já que o largo tem tanta história (e tem), podiam começar por não lhe chamar "Rodrigues de Freitas", mas sim o nome que teve durante uns 800 anos. Se, de facto, há poucos membros da Maçonaria (acima da categoria de porteiro) que não tenham o nome numa rua de Lisboa, ao menos que o façam dos Restauradores para cima. JPT

Anónimo disse...

Parabéns ao Cidadania LX (esse blog de "malvados" e de "velhos do restelo") pelo "incómodo" que tiveram, e que deram às respectivas entidades, e que originou a inclusão da respectiva praça no programa.

Anónimo disse...

Anónimo das 7:38 da tarde, peço desculpa a todos os visitantes deste blog em especial ao SR. Paulo Ferrero pelos erros ortográficos, e agradecer pela chamada de atenção, de fato não sei onde tinha a cabeça.
A Srª Inês B. não vive de certeza aqui na zona para dizer que o prédio em questão não está em obras.
Em relação às obras no largo por parte da câmara, bom já ontem era tarde para começar.
P.F.

Inês B. disse...

Era realmente bom o anónimo das 3:26 não só se identificasse, mas sobretudo que enviasse provas fotográficas para o e-mail do Fórum que comprovem o que está a dizer: que um dos edifícios de que aqui se fala e dos quais há fotografias tiradas no final de Novembro está em obras. Faria mais sentido do que andar (pateticamente) a acusar-me de que não vivo por aqui, na Costa do Castelo por sinal. Ou quer a a morada completa para comprová-lo? Faça-nos um favor e tire as fotografias. Porque, a ser verdade, eu ficaria muitíssimo contente (não tenho qualquer gosto em andar para aqui a denunciar inverdades, não é preciso, posto que há muitas situações que lamentar em Lisboa)