06/01/2016

Transportes públicos


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«Caros amigos de Lisboa,

Sou nascida e criada nesta bela cidade. Agora que mais do que nunca se debate a poluição, se apela ao uso dos transportes públicos, como entender a má qualidade dos mesmos, o não cumprimento dos horários...

Despeço me com amizade,

Anabela Rodrigues»

7 comentários:

Anónimo disse...

Como entender o não cumprimento de horários e a má qualidade dos mesmos? Eis umas ajudas:

- Em todas as faixas de duas vias, a da direita serve para parar em quatro piscas, menos na Almirante Reis, em que, por causa da linha do elétrico, os artistas estacionam no meio da avenida (!)

- Má urbanização e desenho de vias, com autocarros a terem de contar com a vontade dos automobilistas cheios de pressa para saírem da paragem e regressarem à via.

- Péssima organização de semáforos agravada pela má organização do cruzamento de vias e arruamentos, que provoca engarrafamentos.

- Falta gritante de estações de metro dentro da cidade em zonas críticas como belém, restelo, campo de ourique, amoreiras e alcântara, sobrecarregando carreiras de autocarro em zonas com os supra mencionados problemas de estacionamento abusivo e má organização de vias. Da mesma forma, distâncias exageradas entre estações de metro que potenciam o uso do automóvel.

- Políticas duvidosas de contenção de custos e falta de modernização de estações que obrigam à circulação de carruagens de metro com 3 composições em vez de 6 até durante a semana

- Ambiente de insegurança nos comboios e autocarros, sobretudo fora de horas, potenciado pela pouca fiscalização e sentimento de impunidade.

- A mesma falta de fiscalização e ambiente geral de impunidade potenciam situações comuns de estacionamento e paragem abusivos.

- Falta de transportes de superfície com vias dedicadas e intransponíveis para automóveis

- Quantidade brutal de trânsito de atravessamento, muitas vezes com a finalidade de estacionar em segunda fila

- Péssima oferta e qualidade de transportes da periferia para a cidade para além do comboio e de algum metro, agravada pelo trânsito das milhares de pessoas que residem em zonas de onde só se consegue sair de automóvel. Aplica-se também a situação inversa de quem mora em Lisboa e tem de se deslocar para a periferia para trabalhar, ainda mais fora de horas.

- Cargas e descargas sem rei nem roque e a qualquer hora do dia, com os locais apropriados para as mesmas ocupados por carros estacionados e as cargas efectuadas na própria via. Falta de noção por parte dos profissionais dessas mesmas descargas, com camiões parados em vias de sentido único ou em vias de ultrapassagem sem visibilidade.


Não há bons transportes, se não houver boas pessoas. E por cá nem com a gasolina a 2€ o litro deixamos de viver à volta do carro.

Pedro Vaz disse...

Mesmo que quisesse não conseguia dizer melhor.Boa resposta só acrescento que devido aos problemas acima referidos os autocarros não conseguem passar com os intervalos devidos fazendo com que se acumulem pessoas nas paragem e depois ficamos tipo sardinha em lata

Filipe disse...

Ou então a resposta que recebi de uma reclamação que fiz à Carris: "não temos motoristas suficientes"

Anónimo disse...

A estrada nacional 10 está sempre com filas de manhã e à noite. Apesar de haver comboio a servir toda essa zona, e que chega bem rápido a Lisboa. Muita gente não usa o comboio por comodidade.

Anónimo disse...

A resposta do anónimo é fantástica e completíssima.
Por exemplo, o facto de termos um metropolitano que apenas chega a 1/3 de Lisboa e a algumas zonas da periferia, é um claro exemplo do desvario urbanístico e de transportes que se vive em Lisboa.
Para Campo de Ourique, um dos bairros com menos espaço de estacionamento da cidade, e que é um bairro residencial, comercial e de serviços, está projetada a chegada do metro há 25 anos. Foram feitas algumas mudanças ao projeto, mas até ao momento são se vislumbra quando este meio de transporte chegará a este bairro. Uma vergonha. Mas todos os munícipes pagam o metro e têm de pagar fortunas pelo estacionamento.

Anónimo disse...

Basta dizer que não é uma linha de comboio que vai servir a zona metropolitana mais populada do país.

Anónimo disse...

O desvario neste caso foi feito pelos sucessivos governos e não pela CML, independentemente do partido.