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13/01/2016

Largo do Chiado: Prédio da Barbearia Campos



Depois de ver o seu interior demolido na íntegra, este prédio pombalino vê agora o seu interior a ser reconstruído em betão armado e placas de pladur... Em toda a cidade histórica observamos a saída para vazadouro de todos os elementos estruturais em madeira maciça, incluíndo também tectos de "saia-camisa", portas, portadas e estuques artísticos. E tudo este legado patrimonial que herdamos é substituído por materiais como isto que aqui se vê a ser descarregado na imagem: placas de pladur... Apartamentos de milhões de euros em "PLADUR"?! É isto uma Cidade Histórica?  


1 comentário:

Inês B. disse...

E assim se mede a sofisticação das pessoas (nomeadamente dos lisboetas e de quem os governa) e do tempo: o pladur em detrimento de materiais nobres, que vão para aterros ou são vendidos para outros lugares que os aproveitam. Por exemplo, as pedras da calçada são compradas ao preço da chuva por alemães para calcetarem ruas. E, numa outra nota, outro dia vi um programa em que havia uma senhora cheia de dinheiro na Califórnia e cujo decorador a aconselhava a reformar o pátio/varanda com pavimento italiano de terracota, não novo, mas usado e autêntico, exigindo, ao revendedor, os exemplares com a patine do tempo e até lascados. Era o luxo e o cúmulo da sofisticação ter um chão italiano autêntico! E a senhora pagou uma fortuna pelo chão e pela sua colocação. Fiquei a ver o programa só por causa disto.