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18/04/2015

Câmara quer vender "coração de Lisboa" por pelo menos 117,4 milhões


In Público Online (18.4.2015)
Por Inês Boaventura

«A hasta pública do terreno da antiga Feira Popular está em preparação. Para o local prevê-se uma edificabilidade de 143 mil m2, com construções que poderão rondar os dez pisos e incluir "habitação, serviços, retalho e hotelaria". [...]»

12 comentários:

Anónimo disse...

Obrigado... ou pensavam que ali iria haver outra coisa que não fosse condomínios, hotelaria, retalho, serviços?

Anónimo disse...

Prefiro mil vezes qualquer projecto que traga pessoas a viver, trabalhar e desfrutar de uma cidade em condições modernas e dignas de uma cidade do século XXI do que o descampado ermo ou a feira e o circo decadentes que todos anos regressam com as suas diversões dos anos 50. E espero que a CML abata o resto da sua dívida com esse valor, que a cobre e ainda sobra.

Anónimo disse...

Nem mais, Lisboa merece mais gente a trabalhar e a viver no centro da sua cidade. A diferença entre quem mora dentro e fora de Lisboa é avassaladora quando comparada com as outras capitais europeias. Espaço publico sim mas com habitação e serviços.

Anónimo disse...

Será que o anónimo nasceu em Lisboa?
A dívida aumentou, já não há as festas do tempo do S.L. mas se não fosse o dinheiro apurado da Expo, o abatimento não se tinha verificado.
Continua-se a gastar mal e o monstro dos licenciamentos duvidosos continuará.
O novo fugitivo tinha prometido zona verde de lazer, na continuidade do corredor do Campo Grande, mas em outros moldes.
Querem cidades modernas talvez se sintam bem no Dubai.
Precisa-se ignorância no meio de tanta inteligência.

Anónimo disse...

Que bonito, mais um condomínio fechado, mas com vista para os restantes prédios degradados que começam depois da estação e terminam junto ao rio. Bela medida. Devo concordar que o que mais precisamos é deitar abaixo todos os prédios com mais de 30 anos e edificar marrachos de vidro, sem varandas, com imenso cachet (o que quer que isso signifique) e nada de colocar jardins/árvores/parques verdes, não vá um português sufocar por excesso de vegeatção. Aliás, se um português quer vegetação viaja. Também compreendo que não se edifique um parque para a cidade, porque quando dessemos conta, o mesmo estaria destruído, vandalizado, conspurcado por qualquer cidadão anónimo e irresponsável. O dinheiro vai parar às mãos de alguém, que daqui a uns anos vai ser investigado por ser capaz de ser corrompido a qualquer preço.Destruam a cidade. A sério. Deixem-na de rastos e com aspeto de ser gerida por patos bravos. Temos aquilo que merecemos. MLopes

Anónimo disse...

Estão a queixar-se de que não vão fazer um jardim ao lado do maior jardim público de Lisboa? É preciso desprezar sobejamente o Csmpo Grande ou já não lá meter os pés há séculos para achar que 11 hectares não chegam.

Anónimo disse...

Ao anónimo das 12:18: qual o problema de mais um jardim? Incomoda assim tanto projetar mais um jardim ao pé de 11 hectares? É preferível o betão do novo rico? Tal como as árvores que nesta cidade são cortadas a torto e a direito? Venham de lá as aberrações arquitectónicas para deixarmos mais um lisboeta feliz.

Anónimo disse...

Este projecto terá obrigatoriamente de incluir um sistema de corredores verdes que prolonguem e conectem de alguma forma o Jardim do Campo Grande ao "Jardim" do Campo Pequeno; como também permitam a ligação e o atravessamento entra a Avenida da República, a Avenida das Forças Armadas e a Avenida 5 de Outubro.

A respectiva futura área verde também deveria abranger parte da área que fica em frente à Estação Ferroviária de Entre-Campos.
É do mais deprimente que existe apanhar um comboio nesta estação, ou mesmo chegar a Lisboa através desta estação. O ambiente árido e a qualidade arquitectónica (medíocre) do edificado que a envolve diz tudo!


Anónimo disse...

Deve ser ali que vai haver as habitações para a classe média no centro de Lisboa, com rendas inferiores ao salário mínimo, prometidas pelo Medina.
Eu acredito.

Paulo disse...

O anónimo das 10:46 disse que vão fazer "mamarrachos de vidro sem varandas". Talvez ainda não tenha reparado que são os próprios moradores que fecham as varandas com marquises...

cristina disse...

Aos "iluminados" comentários dos anónimos que aplaudem mais construção em Lisboa, uma resposta simples, se as pessoas querem vir viver para Lisboa porque não habitar as muitas casas vazias da capital? Porquê construir mais quando há um parque "habitacional" imenso por ocupar (e reabilitar, se for o caso).
E, nunca haverá espaços verdes em demasia, o contrário é que é verdade, infelizmente..
o discurso e a prática da especulação imobiliária, e da construção desregrada, como se vê, tem muita força e argumentos insidiosos, isso é que tb é muito claro.

João Pimentel Ferreira disse...

E eu que tinha esperança que fosse um jardim, depois da CML ter recebido mais de 100 milhões com a venda dos terrenos do aeroporto!