10/07/2008

UM FILME DE HORROR QUE NUNCA ACABA

In Publico, de 10 de Julho de 2008, pagina 14
Estas são as dimensões aproximadas do futuro Museu dos Coches, 160 metros de comprido por cerca de 60 metros de largo e a frente do jardim tera 110 metros, comcerca de 14 metros de altura.

Conforme podem verificar este edificio encontra-se desconectado do quarteirão, ultrapassa qualquer tipologia da zona e ainda a escala do Palacio de Belém. Pretender fazer do museu um especie de forum dos ignorantes tal como em Bilbao é perfeita estupidez. O numero de visitantes poderá ser uma mais valia para não deixar desertificar a zona, ou levar o museu para outras zonas carenciadas de gente na rua. Esta zona não necessita de auditorios e outras tretas.

Gastem o dinheiro a valorizar o que temos, existe muito por fazer, retirar todos os elementos dissonantes das fachadas no Terreiro do Paço por exemplo, e porque não mais qualidade de vida nos bairros sociais.

Os patéticos argumentos do autor não merecem qualquer comentario, as suas ideias nihilistas à muito conhecidas são completamente destituidas de respeito pelas cidades e seus habitantes. Em termos arquitectónicos ficou-se pelo anos 50 quando da descoberta do betão e um ódio visceral pela natureza.
A singeleza e beleza de Azolini é imcomparavel e até um mamaracho como o este não conseguirá destruir, será mais um a demolir na proxima geração disso não tenham a mais pequena duvida.



planta do local

Não se surpreendam se surgir mais uma petição.

Infelizmente a arquitectura afasta-se cada vez mais do Homem.

28 comentários:

Arq. Luís Marques da silva disse...

"Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce".
Meu Deus,porque andas tão distraído????

Anónimo disse...

sinceramente, a possível conotação de um blogue tão válido, e que tem dado provas tão genuinas de um verdadeiro interesse pela cidade de Lisboa, com uma personagem tão neuróticamente e patológicamente pseudo-conotada com o New Urbanism, só distorce a interpretação e prejudica a acção do excelente trabalho deste blogue !!!

Lesma Morta disse...

O que me preocupa não é que o museu seja substituido de sitio pois honestamente acho que pode ser uma mais valia em termos de capacidade de acervo e segurança dos próprios elementos expostos. O que me preocupa, e nem pela próximidade geográfica achem que sou um "Velho do Restelo", é a desadequação do novo edificio com espaço envolvente. Pena não os terem colocado no CCB. Tinha-se evitado tanto falatório..., ou porque não acabar o Palácio da Ajuda e criar um interessante e amplo nucleo museológico em vez de termos micromuseus que ninguém conhece?

Anónimo disse...

Não se justifica a dimensão do edificio e parece muito feio.
Tanto quanto percebi quer este quer o do rato são verdadeiros mamarrachos.
Não se compreende o insulto ao autor do post, é obvio que a construção parece ser bastante grande, estive à pouco no local e realmente pode tornar-se bastante agressiva na zona.
É triste Lisboa merecia melhor!

Paulo Nunes disse...

Enquanto viajante compulsivo, nada me satisfaz mais que encontrar cidades históricas ainda vivas e não transformadas em museus ou, pior, expos de novos ricos.

Acho completamente inacreditável que apesar da discussão pública à volta do plano de recuperação da Baixa, da esquecida e cronicamente entaipada Alfama (mas que ainda viva - milagre?) se opte por mais betão.

Recentemente um estudo da associação de turismo de Lisboa revelou que as zonas de passeio mais visitas são, por esta ordem, Baixa, Alfama e Belém. Desafio os elementos do governo a passearem por Alfama, constatarem com os seus próprios olhos o estaleiro cristalizado em que a zona mergulhou desde os "saúdosos" Santana e Carmona Rodrigues e reconsiderarem as suas prioridades de revitalização de Lisboa.

Anónimo disse...

Não estou a ver bem a situação deste projecto.
- O que é que se vai demolir, para conseguir este espaço ?
- Aquele edifício circular no lado esquerdo, é coisa existente ?


JA

Lesma Morta disse...

A localização será nas antigas instalações das Oficinas Gerais do Exercito e onde agora funcionam boa parte dos serviços do Instituto Portugues de Arqueologia.
Fica por tras do Palacio de Belém e será um projecto do arq. brasileiro Paulo Mendes da Rocha , custará 35.000.000 de euros pagos pelo Casino de Lisboa, ocupará 15.177 m2 de área. O actual museu, antigo picadeiro real que passou a desempenhar as actuais funções por iniciativa da Rainha D. Amélia, aínda não tem futuro traçado. Estes são os factos. A minha opinião sobre o projecto já ficou dita em intervenção anterior.

Jorge Santos Silva

Anónimo disse...

O facto de o seu autor receber o prémio Priztker em 2006 (partilhado com outro arquitecto) não significa de que seja um bom arquitecto. Alias o dito prémio tem premiado autores de verdadeiros desastres e com obras sem qualquer interesse e que sustiram severas criticas.
Ultimamente assiste-se à construção de edificios desgarrados do quarteirão sem qualidade estética que provocam o colapso da malha urbana onde se inserem e desiquilibram a vida das comunidades naquele local. Existem vários exemplos gratuitos e que após a sua construção verificamos que foi um disparate e com custos elevadíssimos, Casa da Musica e no Cais do Sodré são flagrantes.
Os trabalhos do autor Paulo Rocha não são relevantes, seu discurso arrogante é revoltante, por diversas vezes sofreu criticas muito duras das populações brasileiras e dos criticos.
Estava surpreendido que a CIDADANIALX ainda não ter feito referência.

Anónimo disse...

Parece-me que há por aqui um engano de algumas pessoas em relação ao sítio onde irá ser construído o museu. Não fica por trás do Palácio de Belém nem é no edifício arredondado. Esse fica na Calçada da Ajuda. Creio que as ex-oficinas ficam na Rua da Junqueira com um muro ao longo da Praça Mouzinho de Albuquerque e prolongam-se até à Av da Índia, junto à estação dos comboios de Belém. Creio não estar enganado.

Miguel Drummond de Castro disse...

Para quem estiver interessado em ver anteriores premiados (Siza. um deles) e o deste ano Jean Nouvel:

http://www.pritzkerprize.com/full_new_site/

Miguel Drummond de Castro disse...

Princípios do New Urbanism

We advocate the restructuring of public policy and development practices to support the following principles: neighborhoods should be diverse in use and population; communities should be designed for the pedestrian and transit as well as the car; cities and towns should be shaped by physically defined and universally accessible public spaces and community institutions; urban places should be framed by architecture and landscape design that celebrate local history, climate, ecology, and building practice

Filipe Melo Sousa disse...
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Anónimo disse...

O casino paga tudo é uma alegria... já agora e o pavilhão carlos Lopes???????'

Anónimo disse...
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Filipe Melo Sousa disse...
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Lesma Morta disse...

Em aterior comentário tinha colocado o edificio por tras do Palacio de Belém, mas de facto é em frente do lado esquerdo o que ainda piora mais a situação. Fica aqui a correcção.

Arq. Luís Marques da silva disse...

... O novo Museu dos Coches ficará situado nas antigas Oficinas Gerais do Exército, no terreno confinado a Norte pela rua da Junqueira, a Poente pela Praça Afonso de Albuquerque e a Sul pela Av da India. A situação é, sob o ponto de vista da sua localização e impacto visual, o que há de melhor, isto para o caso de se pretender, sobrepô-lo visualmente a toda a restante paisagem urbana envolvente. A sua massa ciclópica terá uma preponderância sobre todo o resto um pouco á maneira das obras de regime construídas nos anos 40.
Parece á primeira vista que a mudança de local do espólio do museu dos coches, se deveria á crescente preocupação com a segurança que as actuais instalações não poderiam oferecer. O perigo real da ocorrência de um incêndio ou de uma catástrofe natural, nomeadamente um terramoto seguido de um marmoto eram, quanto a mim, motivos suficientes para que a opção da mudança, fosse tida em conta e posta em prática rápidamente.
Pensando eu, que estes factores teriam sido acautelados, pús-me a analizar a carta de vulnerabilidade sísmica do PDM de Lisboa e, qual não foi o meu espanto quando verifiquei que, de zona de baixa vulnerabilidade sísmica (localização do actual museu), passou imagine-se, para o extremo oposto, ou seja, para zona de muito alta vulnerabilidade.
Para além disto, a maior próximidade do rio, é mais um factor contra a localização de um museu, que contém a melhor colecção do género do mundo e que temos a obrigação de defender e preservar, da melhor forma possível.
Quero crer que a opção escolhida, não teve em conta este aspecto fundamental.
Toda a encosta da calçada da Ajuda, está situada em zona de baixa vulnerabilidade sismica, incluindo o Palácio da Ajuda, que aliás, já á altura da sua construção, teve em conta estes aspectos: Outros tempos.
Não vou tecer críticas ao aspecto formal do edifício nem ao seu autor salvo como já referi, a enormidade da escala do mesmo em relação á envolvente mas, da análise das poucas fotografias que pude observar do interior, parece-me haver uma excessiva betonização do espaço, tomando uma forma demasiado rígida e pouco adequada á colecção que vai ser exposta. A defesa será sempre que o que interessa são os coches e não o museu; eu entendo que a monumentalidade da colecção, merece um espaço mais tratado e adequado, não deixando os coches por ali espalhados, numa lógica de ultra racionalismo: O tratamento a dar a uma colecção deste género, não pode ser o mesmo que se dá á colecção Berardo, no CCB!
A criação de um ambiente mais propício, com a reunião de vários espólios num mesmo espaço e com a consequente racionalização de recursos e de meios, podia ser conseguido com a conclusão do Palácio Nacional da Ajuda (vá sr Lobo Villa, diga lá o que lhe vai na alma), e com a transferência do acervo museulógico do MC para lá.
Também ainda ninguém se pronunciou ácerca do destino do actual museu, nem sobre o espólio existente nas antigas oficinas. Será que o actual museu vai ser destinada a sala de banquetes e o espólio, irá parar a alguma arrecadação?
Não sei, mas parece-me que todo este processo ainda vai dar que falar...

Gonçalo Cornelio da Silva disse...

Todos os comentarios que não tenham haver com o assunto serão eliminados.

Anónimo disse...

"haver" ou "a ver"?

Filipe Melo Sousa disse...

tem "haver" com a censura. diz que é uma espécie de caixa de comentários. quando nao se tem argumentos é assim. diz que não foge do âmbito. a conversa já não lhe interessa

Anónimo disse...

O Novo Museu do Coches
1-Em primeiro lugar é óbviamente estranha a "censura" aqui verificada;
2-Depois,comparada a notícia do "Público"(10-7-08,pág.14)com o que vem neste "post",nada confere;
3-Este "post" é mal-escrito(e mal-criado) para além dos erros que contém;
4-Se o novo edifício tem os tais 14m de altura(equivalente a 5 andares)está fora da escala da zona e "esmagará" o Palácio de Belém,como se argumenta(mas q repito, não vem no citado jornal);
5-O citado Museu de Bilbau (do Sr Ghery,tb prémio Pritzker), é sem dúvida "uma perfeita estupidez",aí concordo com o "poster",a 100%.
Acrescentando que os Pritzker's nada têm a ver com os Nobel,como diz algum jornalismo fácil.
Mas o que o Governo (e a Ordem dos Arquitectos ) gosta e promove são estes monstros Pritzker,o novo-riquismo de Bilbau,da Casa da Música,do bunker do Largo do Rato,de Cascais(torres do Estoril-Sol)...de toda esta "all-garviada" nesta West-Coast...

12-7-08 Lobo Villa

Anónimo disse...

No publico de hoje dia 12-07-08

CDS-PP aceita repto de Roseta e submete Frente Tejo à apreciação do Parlamento

O regime de excepção instituído pelo Governo para a intervenção na frente ribeirinha de Lisboa "viola a transparência" própria da gestão da obra pública. A acusação parte da vereadora Helena Roseta, do movimento Cidadãos por Lisboa (CPL), que ontem instigou os vários grupos com assento na Assembleia da República a exigirem a apreciação parlamentar do decreto-lei que cria a entidade responsável pela requalificação e reabilitação urbana da zona ribeirinha, a sociedade Frente Tejo.
O repto foi prontamente aceite pela bancada parlamentar do CDS-PP, que garantiu entregar ainda ontem o pedido de apreciação parlamentar da decisão do executivo. Em causa está o facto de o Decreto-Lei n.º 117/2008 de 9 de Julho, invocando uma directiva comunitária, dispensar a Frente Tejo dos limites legais impostos pelo novo diploma que rege a contratação de obras públicas e serviços, permitindo-lhe fazer ajustes directos até um valor 415 por cento acima do máximo estipulado no que respeita a obras (5,15 milhões de euros em vez de um milhão). O máximo permitido pelo documento no ajuste directo de serviços é também 175 por cento superior ao do previsto pelo novo Código dos Contratos Públicos, que entrará em vigor a 30 de Julho.
Helena Roseta e o vereador António Eloy (CPL) alertaram ainda os deputados para o facto de as obras que serão lançadas pela Frente Tejo, avaliadas em cerca de 145 milhões de euros, terem sido aprovadas pelo Governo "sem qualquer debate público", ao arrepio dos "direitos à informação e à participação garantidos na lei". Na missiva que entregou aos vários grupos parlamentares, a vereadora da Câmara de Lisboa sublinha que os "procedimentos de excepção" criados "violam frontalmente o que deveriam ser as boas práticas na valorização e salvaguarda" de uma zona da cidade que "não pode deixar de ser considerada como de interesse, não apenas municipal, mas nacional".
A intervenção da Frente Tejo abrange a faixa ribeirinha da Baixa Pombalina e a zona da Ajuda-Belém. Para além da recuperação do espaço público, prevê-se a reabilitação da Av. Infante D. Henrique, a reocupação de edifícios da Praça do Comércio, a construção de um novo Museu dos Coches e o remate do Palácio Nacional da Ajuda. Catarina Prelhaz
Helena Roseta acusa Governo de propiciar a falta de transparência na intervenção da frente ribeirinha de Lisboa

Anónimo disse...

a ordem dos arquitetos não serve para nada foi transformada em maquina de propaganda de um grupinho de arquitetos amigos das revistas e do plagio dos estrangeiros

Anónimo disse...

A verdadeira cidadania exerce-se .... não vai a votos !
Helena Roseta está a tentar armazenar créditos e reunir prestigio para se candidatar ...
Não estamos perante um novo "empata" perante a dinâmica que poderá levar a que finalmente algo aconteça em Lisboa ?!
Não está Helena Roseta à procura de prestigio e potencial politico novamente à custa da cidade ?!

Anónimo disse...

Não vale a pena desviar a conversa com dejectos sobre a Ordem e má-língua sobre a Helena Roseta.

Sobre o projecto: é uma bisarma medíocre, ponto. E até podia ser o Papa o autor do projecto, que ele não deixava de ser o que é: um mau projecto, sob todos os pontos de vista.

conceito expositivo: zero.

eficiência térmica: zero (para as contas de electricidade, um zero à direita, bem entendido).

conforto para os visitantes: zero.

funcionalidade do espaço: zero.

inovação: zero.

adequação ao local: zero.

transparência em todo o processo de contratação: zero.

só uma pergunta: COMO é que é possível que as coisas neste País aconteçam assim? sem concurso, sem consulta pública, sem NADA?

não vale a pena estar a dourar a pílula com maquetes e fotos dos ministros ao lado... o projecto permanecerá um zero, e quando for construído o zero ainda vai ser mais evidente.

Anónimo disse...

No Sol esta bem claro!
São 14 metros de altura, a "praça" tem 4,5 metros de altura os argumentos, são vergonhosos e os só os imbecis acreditam-
Guardar o tesouro, bla bla bla conversa de velha puta brasileira.
É disto que se trata e o "tuga" estupido e ignorante vai na conversa de um esclerosado.
O hipotetico projecto é na realidade vergonhoso.

Nuno disse...

Concordo com o anónimo de dois comentários acima- objectivamente o edifício está totalmente fora de escala como causa ou efeito do programa ser flagrantemente sobredimensionado e não existir uma ideia clara para utilização daquele espaço enorme que não é sequer polivalente. Nem comento os aspectos de desempenho ambiental e energético que serão evidentes a qualquer senso comum.

Chamo a atenção para uma situação recorrente no blogue- o retrato dos arquitectos como uma massa homogénea de incompetência. Todos os casos apresentados são negativos definitivamente mas não há espaço para objectividade ao retratar o geral através do particular!

Os arquitectos, como em qualquer outra profissão, serão uma classe complexa onde cabem de certeza o mediocre glorificado e o incompetente politizado. Acreditem ou não sou arquitecto e, como muitos colegas, procuro lutar diariamente contra o alheamento do público das decisões acerca da cidade e a ausencia de concursos e transparência em geral. Na história da medicina, p.e., cabem um Dr. Mengele e um Dr. Schweitzer.

É desencorajador lutar contra duas frentes, em que uma é a sociedade para a qual procuramos contribuir e que está farta do chato do arquitecto...
Em muitos casos (como este) somos uma sonsa ferramenta de engrandecimento político á procura das "grandes obras" mas muitas vezes estamos deste lado da barricada!

Arq. Luís Marques da silva disse...

Ora muito bem, mas prepare-se que o vão acusar de ser invejoso por não ter projectos destes para fazer...