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16/08/2016

Santa Casa de Lisboa converte palácio em ponto de encontro entre gerações


In Público (15.8.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«Na Quinta Alegre, na Charneca do Lumiar, vão nascer um lar de idosos e uma unidade residencial para jovens. As obras já começaram, com a reabilitação do Palácio do Marquês do Alegrete, dos seus azulejos e pinturas murais.

Construído no século XVIII por iniciativa do 2.º Conde de Vilar Maior e 1.º Marquês de Alegrete, o até aqui degradado e inacessível Palácio do Marquês do Alegrete, na freguesia lisboeta de Santa Clara, está a ser reabilitado e em breve passará a estar aberto à comunidade. A iniciativa é da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que está a desenvolver no local um projecto que inclui a criação de uma residência para idosos e de uma unidade residencial para jovens.

“Este mega projecto tem por base a intergeracionalidade”, sublinha a directora do Departamento de Gestão Imobiliária e Património da SCML, durante uma visita do PÚBLICO ao local. Helena Lucas explica que estão em causa três obras diferentes, que serão executadas de forma faseada. Quando estiverem terminadas, jovens e idosos passarão a partilhar o mesmo espaço, parte do qual estará também acessível a todos os que o queiram visitar. A primeira dessas obras está já em curso e passa, como resume a dirigente da instituição, pela “reabilitação exterior e interior, na íntegra” do Palácio do Marquês do Alegrete. Está em causa um investimento de “cerca de um milhão de euros”, que contempla também a recuperação do “jardim romântico” que se desenvolve nas traseiras do palácio e do qual se avista o Aeroporto Humberto Delgado.

[...] Tanto o palácio como o jardim, que foi já limpo de todo o mato que o cobria, vão passar a estar abertos ao público, assumindo-se como algo que a SCML designa como “unidade social”. A ideia, como explica Helena Lucas, é que no interior do edifício surja um restaurante e uma cafetaria/casa de chá, bem como um conjunto de salas que permitam a realização de actividades diversas e de eventos culturais.

Já aprovada pela Câmara de Lisboa foi a segunda das obras a desenvolver na Quinta Alegre, cujo arranque se estima que possa ocorrer no início de 2017. Trata-se da construção da chamada “unidade assistida”, que terá 75 camas e se destina a acolher funcionários aposentados da SCML. Para tal vai ser construído um novo edifício, estando igualmente previsto o aproveitamento de parte dos “pavilhões agrícolas” anexos ao palácio, que actualmente se encontram praticamente em ruínas. [...]»

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Assim sim, a SCML a fazer jus ao seu estatuto. Vamos lá ver como sai a construção nova "aproveitando parte dos pavilhões agrícolas"...

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