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12/06/2015

Esplanadas: Os "novos carros" do espaço público?

















O Largo Rafael Bordalo Pinheiro ficou pouco tempo "bonito, simples e sem carros" O vazio é cada vez menos valorizado em Lisboa; Ontem já estavam a montar estruturas metálicas fixas para esplanadas; em breve este largo vai ficar com a mesma patologia do vizinho Largo do Carmo: sem 1cm livre para o cidadão comum, máxima ocupação abusiva pelas esplandas de cafés, restaurantes, quiosques, etc.

As esplanadas são os "novos carros do espaço público": estão a aparecer em todo o lado, em cima dos passeios, nos jardins, nas faixas de rodagem! Em Barcelona já há movimentos de moradores que se organizam contra esta ocupação sistematica do espaço livre dos bairros pelas esplanadas... mas nós aqui continuamos a assistir, passivamente, a todo este fenómeno da progressiva privatização do espaço publico. Não teremos direito a espaços de silêncio e de vazio?

12 comentários:

Anónimo disse...

Fomos bem enganados. Devolução do espaço público aos transeuntes?

LOL! Devolução do espaço público aos comerciantes e aos seus fregueses - queriam eles dizer..

Vítor disse...

É que o espaço parece não ser público. As autarquias arrogam-se como proprietárias do espaço público para nele permitirem toda a espécie de atrocidades. Os habitantes dessas ruas, largos, praças não são consultados previamente à instalação dessas ocupações. Onde é que está cumprido o direito de audiência prévia previsto no Código do Procedimento Administrativo?

Vítor disse...

Pelo direito ao silêncio e ao vazio!

Anónimo disse...

Se não fossem as esplanadas eram as cagadelas de pombo. Nunca nada está bem até restar uma cidade vazia e sossegadinha.

Anónimo disse...

Quem quer silêncio e vazio não deve viver numa capital. Mude-se para o campo ou para o Alentejo.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 2:10/25:

Obrigado pela participação, pela demagogia barata e pela desonestidade intelectual.

Só mais uma coisa: Esse é o mesmo tipo de argumento que costuma utilizar e atirar à cara de quem reside em certos locais do centro histórico e que não só não consegue dormir à noite como tem, constantemente, o espaço público do bairro onde reside transformado numa lixeira?

Anónimo disse...

"Chiado in a mess" é provavelmente das melhores tags alguma vez cozinhadas por estes arautos da luta caviar. In a mess estava esse largo ainda há pouco tempo, e antes de arder. Tenham dó.

Anónimo disse...

O que é que a existência de esplanadas tem a ver com o espaço público transformado em lixeira? No largo do carmo, no largo do são carlos, as esplanadas estão transformadas em lixeiras? As pessoas não dormem por causa delas? Que argumentos caducos, credo!

Anónimo disse...

Não desconverse anónimo das 5:04 que foi o senhor o primeiro a tirar conclusões precipitada e a insinuar que quem não defendia a colocação das respectivas infraestruturas queria uma cidade vazia.
Isto só para mostrar o a desonestidade com que vêm para aqui argumentar!

Quanto à relação das esplanadas com as lixeiras: Bem; quem está a tirar fora do contexto as palavras de outros intervenientes e a co-relacionar esplanadas com lixeiras é o Sr.! Até porque relembro-lhe que foi você que disse, e passo a citar, a seguinte frase:

"Quem quer silêncio e vazio não deve viver numa capital"

Por isso presumi que também estivesse a falar dos pobres coitados que passam todas as semanas pelas situações infernais que eu referi e que em muitos dos casos se vêem privadas do silêncio que merecem e têm por direito.

Enfim, continue lá na sua desonestidade e a escrever textos com argumentos baseados em má fé que eu tenho mais que fazer.

PS: O homem que o Sr. acusou de querer uma cidade vazia vai agora para as marchas!


Anónimo disse...

Não acho nada mal terem colocado lá esplanadas. O espaço estava vazio e sem graça (só se via pauzitos de ferro cinzentos). Não devem é ocupar todo o espaço com esplanadas, isso não. O exagero é sempre feio.

Anónimo disse...

Também instalaram uma esplanada no lado oposto!

Por isso são ao todo 3 as estruturas que roubam o espaço da maior parte do Largo que foi requalificado.

mouro disse...

Não me chateiam de forma alguma uma esplanada ou um quiosque no largo. Acaba por dinamizar a zona.
No entanto o fenómeno das esplanadas está completamente descontrolado. Quase que temos que pedir licença para subir a calçada do Duque; o largo do Carmo mal tem espaço para os transeuntes tal o açambarcamento das esplanadas.

O que me chateia particularmente nestas obras do Largo Rafael Bordalo Pinheiro, é o facto de terem terminado as obras de reabilitação à poucos meses e não terem comtemplado as esplanadas logo de inicio. É o facto de terem escavacado a calçada portuguesa para colocarem estruturas metalicas permanentes. É a falta de cuidado e atenção aos detalhes de quem está a fazer a obra.
Se olharem com atenção para estas esplanadas vão ver a calçada esburacada junto às vigas de suporte destas estruturas (se assim ficar, daqui a uns meses será maior o estrago). Já estão a colocar o deque, mas não remendaram a calçada por baixo que ficou estragada.
São coisas feitas às três pancadas sem qualquer brio.

E subscrevo o comentário do sr. vitor, quando diz :
"Onde é que está cumprido o direito de audiência prévia previsto no Código do Procedimento Administrativo?"

Os residentes da zona não terão direito a opinar sobre o espaço no qual residem?