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30/01/2018

Afinal, cadê o D. Sebastião?


(alerta via Pedro Bugarin; fotos: Público e Infraestruturas de Portugal)

22/06/2017

O que será que vem aí?


Hoje 14.30h no Palácio Almada-Carvalhais, Largo Conde-Barão, os projetos reabilitação urbana apresentados pelo Fundo Sete Colinas com a presença do Ver. Manuel Salgado.

NB: Sessão privada, só aberta a convidados. Será que deixam entrar o Conde-Barão do Alvito? É vizinho e directamente interessado! :-)

02/11/2016

Apelo à DGPC sobre o Cruzeiro do Largo de Jesus (Setúbal)


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.C. PCM Setúbal

Serve o presente para apelarmos à Direcção-Geral do Património Cultural para intervir no Cruzeiro de Setúbal, também conhecido como Cruzeiro do Largo de Jesus e sito no terreiro fronteiro à Igreja e Convento de Jesus (MN), rodeado que está por muro grafitado e lixo, terreiro esse bastas vezes utilizado por "skaters", servindo o Cruzeiro de "baliza" aos adolescentes que ali continuam a jogar futebol, etc.

V. Exa. concordará connosco que este é um tratamento indigno de um Monumento Nacional, a que urge pôr cobro, sendo a DGPC e a Câmara Municipal de Setúbal as entidades a quem cabe não só a sua salvaguarda como a garantir a dignidade do conjunto monumental.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Ana Alves de Sousa e Bernardo Ferreira de Carvalho

20/06/2016

Elevador do Lavra vandalizado - Protesto à CARRIS


Exmos. Senhores


Serve o presente para renovarmos o nosso protesto periódico junto de V. Exas. sobre o estado lastimável do Elevador do Lavra, conforme documentam fotos em anexo, e, do mesmo modo, solicitar que nos esclareçam sobre quando e como pretendem resolver este vergonhoso estado de coisa.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Miguel de Sepúlveda Velloso

27/05/2016

E os chafarizes? Que seca.


Enquanto isso, dos chafarizes de Lisboa (e são mtos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_chafarizes_de_Lisboa), na sua maioria esmagadora profundamente escavacados e vandalizados (como o do Rato, na imagem - foto de João Carvalho), um doce a quem indicar algum que deite água... credo, que raio de cidade. Para rir são todas as promessas de que tudo iria mudar. Bah!

22/12/2015

Palácio sob tutela militar vandalizado e a cair aos bocados em Caxias


In Público Online (22.12.2015)
Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO

«Milhares de azulejos do século XVIII foram roubados nos últimos anos de um palácio mandado construir por um irmão de D. João VI. Paço Real de Caxias está à beira da ruína e depende do Ministério da Defesa.

O salão nobre está neste estado. O chão está-se a desfazer e os azulejos foram todos roubados. As pinturas do tecto estão a desaparecerRICARDO CAMPOS

Visto de fora não é particularmente imponente, embora o soberbo painel de azulejos azuis e brancos que cobre a parte superior da sua fachada chame a atenção em frente à estação ferroviária de Caxias. Também visto de fora, o Paço Real de Caxias está há muitos anos em adiantado estado de degradação, com janelas e portas emparedadas. E a definição de “paço modesto” que lhe é dada pelos especialistas, por oposição à monumentalidade dos seus jardins, faz pensar que por trás daquelas paredes não há grande coisa.

Talvez por isto tudo, e por estar há muitas décadas em mãos militares, ninguém adivinhava que, escondido na aparente modéstia da habitação que foi residência de Verão da família real desde 1834, ali havia um pequeno palácio repleto de azulejos semelhantes aos do Palácio de Queluz. Um pequeno palácio com tectos e paredes pintadas de grinaldas de flores e outros ornamentos e mandado construir, antes do terramoto de 1755, por D. Francisco de Bragança, irmão de D. João VI. Quem sabia o que lá estava eram os responsáveis dos monumentos nacionais que em 1953 o classificaram como imóvel de interesse público.

Mas se em 1953 e mesmo no final do século passado ainda lá havia um pequeno palácio, agora está lá um casebre imundo, abandonado, vandalizado, saqueado, à beira da ruína.

Os azulejos, azuis e brancos e polícromos, que cobriam parte das suas paredes foram arrancados à bruta, sistematicamente. Ficaram restos partidos no chão, misturados com o reboco caído. Ficou um ou outro que não se deixou levar, assim como as pinturas que não há maneira de roubar e que a humidade das infiltrações praticamente já apagou.

Nos tectos, sobretudo do salão nobre, a água e a incúria, as tempestades que vêm do mar e entram pelas janelas partidas do primeiro andar, deram cabo das pinturas e das madeiras. No chão, onde ainda se consegue caminhar, o soalho ameaça desfazer-se debaixo dos pés. Nalgumas salas, as árvores do pátio interior do edifício entram pelas janelas dentro. Aqui e ali uma enxerga, trapos velhos e garrafas vazias mostram que por ali passaram pessoas sem abrigo.

Num vão de escada vê-se um monte de papéis velhos que sobraram de um fogo ateado que só não reduziu tudo a cinzas porque não calhou. Mais do que papéis velhos há documentos e livros chamuscados. Alguns com datas do princípio do século passado e até mais de trás.

No rés-do-chão há uma sala inteira em cujo solo apodrecem milhares de documentos a monte. Documentos que identificam quem por ali passou pelo menos desde meados do século passado: Conservatória da Propriedade Científica, Literária e Artística e Instituto de Altos Estudos Militares (que de lá saiu em 1956).

Disto tudo, daquilo que não se vê da rua, soube há dias o Fórum Cidadania Lisboa. Numa carta enviada ontem mesmo ao ministro da Defesa, aquele movimento cívico pede a Azeredo Lopes que o esclareça sobre “quais os procedimentos urgentes que o Ministério da Defesa pode encetar de modo a, numa primeira fase, colocar um ponto final ao saque e destruição, e, num segundo tempo, lançar um programa de restauro e utilização apropriada do edifício”.

Em resposta ao PÚBLICO ao fim do dia, o gabinete do ministro informou que “ainda não houve tempo para analisar a situação dos imóveis que são propriedade do Ministério da Defesa, e deste em concreto”. O porta-voz de Azeredo Lopes acrescentou que vai ser pedida informação aos serviços por forma a tomar as medidas que for possível.

Em 2012, o anterior Governo decidiu vender em hasta pública o Paço Real de Caxias, bem como outros imóveis militares, intenção que não se concretizou até agora.

Os jardins do paço foram recuperados pela Câmara de Oeiras, com base num protocolo celebrado com o Ministério da Defesa em 1986, mas a sua pretensão de ficar com o palácio não foi atendida pelo Governo. Embora também já revelem sinais de algum abandono por parte do município, os jardins estão abertos ao público desde há vários anos.»

02/07/2015

Quinta das Águias (Junqueira), pedido de esclarecimentos à CML e DGPC


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Doutor Nuno Vassallo e Silva


Considerando que existem cerca de 30 palácios e quintas de recreio em Lisboa que se encontram num estado de incúria e degradação incompatível com o seu grau de classificação e/ou importância histórica;

E que a Direcção-Geral do Património Cultural e a Câmara Municipal de Lisboa têm demonstrado muita dificuldade em mobilizar vontades, encontrar apoios, sensibilizar ou sancionar os proprietários, quando necessário, confessando-se a segunda impotente no que toca aos palácios de sua propriedade, eximindo-se até da imposição de cadernos de encargos claros quando procede a hastas públicas de modo a garantir-se que futuras alterações não sejam intrusivas em termos do património em presença;

Considerando que o Palácio da Quinta das Águias, à Junqueira, é o espelho do que acima se refere, i.e., uma notável quinta de recreio setecentista, ex-residência de patriarcas de Lisboa, com projecto atribuído a Lodi e a Carlos Mardel, Imóvel de Interesse Público (https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/1996/03/056B00/04480457.pdf) desde 1996 e abrangido por nada menos do que seis Zonas Especiais de Protecção (!), e que se encontra em estado de pré-ruína galopante, fruto do abandono a que foi votado desde que entrou em processo de especulação imobiliária;

E no seguimento do que apelámos à então Directora-Geral (http://cidadanialx.blogspot.pt/2013/10/apelamos-dgpc-para-agir-sobre-quinta.html) , em 2013, de que nunca obtivemos qualquer resposta, solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam sobre:

1) Qual é o ponto da situação em relação ao projecto que pretendia transformar este palácio histórico num hotel?
2) Em caso de afastamento do promotor por razões de falência e/ou desinteresse, o que pensam a DGPC e a CML fazer para pôr cobro à situação de pré-ruína a que está votada esta singularíssima casa de Lisboa?
3) Podem a DGPC e a CML dizer o que foi feito dos painéis de azulejos setecentistas do jardim, da entrada, da varanda que têm sido roubados ao longo destes longos anos de conivência no abandono?
4) Por que razão nem a DGPC nem a CML parecem não tomar medidas de facto para se evitar um incêndio de consequências previsivelmente desastrosas? A permanência de inúmeros vãos abertos, apesar dos nossos alertas, ano após ano, convida ao vandalismo e ao roubo do que ainda resta.
5) Como medidas se propõem tomar a DGPC e a CML para impedir doravante a intrusão no palácio?
6) Como justificam a DGPC e a CML (via Unidade Territorial de Lisboa Ocidental) ainda não terem que os proprietários procedam ao entaipamento dos vãos, única forma de impedir que o mesmo seja vítima de vandalismo e furto constantes?
7) Em relação ao jardim, pode a DGPC dizer qual o plano que certamente terá elaborado para a sua renaturalização? Convém relembrar que se trata de um dos poucos exemplos de jardins setecentistas de carácter privado existentes em Lisboa.

O Fórum Cidadania Lx, consciente do valor patrimonial deste palácio único de Lisboa, não pode deixar de manifestar indignação por verificar a incapacidade de quem de direito em salvaguardar os bens culturais classificados de interesse Nacional, Público e Municipal.

Com os melhores cumprimentos,


Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, João Oliveira Leonardo, Cristiana Rodrigues, Ricardo Mendes Ferreira, Ana Celeste Glória, António Araújo, Pedro Henrique Aparício, Inês Beleza Barreiros, Gonçalo Cornélio da Silva, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Jorge Pinto e Beatriz Empis


Fotos (2015)