22/09/2016

Nada contra o museu judaico, tudo contra aquela fachada da esquerda


Que é feia para caramba, propositadamente chocante e dissonante. Para quê? E é aprovada pelas instâncias encarregues de salvaguardar o local? Lindo.

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In Público (21.9.2016)
Por Inês Boaventura


«Museu Judaico de Lisboa quer ser "um espaço de memória", "pela positiva"

O novo equipamento cultural da Câmara de Lisboa deve abrir daqui a um ano, em Alfama.


O Museu Judaico de Lisboa, cuja abertura de portas está prevista para daqui a um ano, quer ser “um espaço de memória” e “um museu pela positiva”. A ideia, explica Ester Mucznik, é que nele se conte “a história dos quase mil anos da presença judaica em Portugal” sem esquecer as suas “sombras” mas destacando aquilo que de bom os judeus trouxeram ao país.

“Este museu será um museu pela positiva. Obviamente que não vai deixar de falar no período da Inquisição, das conversões forçadas, tudo isso, mas vai sobretudo centrar-se no contributo positivo da comunidade judaica ao país” [...] O projecto de arquitectura do Museu Judaico de Lisboa, que além de uma área para exposições e do núcleo expositivo incluirá um centro de documentação, foi desenvolvido por Graça Bachmann, em colaboração com Luís Neuparth e Pedro Cunha. Segundo Fernando Medina, o novo equipamento representa um investimento próximo dos cinco milhões de euros.»

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21/09/2016

Caldeiras vazias de Lisboa




Avenida Almirante Reis no cruzamento com a Rua Maria Andrade: ano de 1938

















A placa central arborizada na Avenida Almirante Reis no cruzamento com a Rua Maria Andrade. Fotografia de 1938, Eduardo Portugal. Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa.

20/09/2016

O remate "ao" Palácio da Ajuda


Sobre este remate “ao” Palácio Nacional da Ajuda, apenas algumas notas (valem o que valem) do que acho estar bem e estar mal, para quem as quiser ler (aviso que é grandote):

1. Há que dar os parabéns (sinceros) ao Governo e à CML por demonstrarem afã e coragem (o tema, inexplicavelmente, sempre foi reclamação exclusiva dos tendencialmente monárquicos) em querer solucionar este assunto da ala inacabada da Ajuda, uma verdadeira VERGONHA nacional.

2. Contudo, acho que o que está aqui em causa merece um DEBATE PÚBLICO (por mais tempo que demore, desde que seja conclusivo) com consulta pública, divulgação de todos os projectos de remate (ou estudos prévios, como é o caso mais recente) feitos até hoje, enunciando-se os prós e contras de cada um deles, desde o impacte visual ao custo financeiro e tempo de obra (para se evitar que tudo seja para inaugurar à pressa…), passando por uma questão essencial: é melhor terminar-se a ala poente ou mantê-la inacabada, desde que com arranjo paisagístico adequado?

3. Depois, um projecto desta natureza deve ser objecto de um CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL (CCB, lembram-se?). Estamos no século XXI e não propriamente no tempo das adjudicações por despacho. E este remate não é a um simples prédio de esquina nem ao estaminé de junta de freguesia mas a um palácio nacional, por acaso talvez o mais importante do país.

4. A forma encontrada para o FINANCIAMENTO do projecto parece-me boa e muito bem achada, e justa, se por via directa das receitas das taxas criadas recentemente. Nada a opor, portanto, e tudo a aplaudir, ainda que me pareça que o custo final será muitíssimo superior ao agora estimado, como tudo o que é feito neste país. Mas custa-me que seja a CML a ter o grosso do esforço financeiro, quando o palácio é NACIONAL, mas já estamos habituados, vide o Arco da Rua Augusta, outro dos símbolos maiores do Poder Central (e não há que ter medo das palavras) está entregue à CML desde 2012 e com bons resultados (não é disso que se trata), enfim, sinal dos tempos.

5. Muito menos há algo a opor ao programa encontrado para exploração da ala poente: as JÓIAS, as pratas e os tesouros escondidos ou mal expostos na Ajuda merecem estar expostos e bem expostos ainda que o ideal fosse usar toda a ala Norte para o efeito, fazendo sair dali os serviços vários que ali estão. Ainda que nunca tenha percebido como é que havendo ali a Galeria D. Luís I, claramente subvalorizada bastas vezes sem saberem o que lhe hão-de fazer, não seja transformada em exposição permanente dessas mesmas jóias.

6. Sobre o estudo prévio agora apresentado, e independentemente da bondade e da originalidade da sua autoria (o seu autor é dos próprios quadros, dirigentes, da DGPC), acho aquela SOLUÇÃO ESTÉTICA no mínimo decepcionante, e no máximo horrorosa. Não havia outra forma de dar um tratamento moderno, asséptico, limpo à fachada (eu sei que detestam o pastiche…) mantendo a pedra (lioz?) sem ser transformando-a naquela grelha de barbebue? Num “estore” monumental? E déjà vu ainda por cima – vide a ceaucescuniana CGD, a sede paquidérmica da EDP ou até à mirrada fachada do museu antoniano à Sé.

7. Por fim, só se fala no remate e nos milhões para o remate. Mas um projecto que vise, e bem, terminar com a vergonha da Ajuda, acabando ou mantendo a ruína existente, não é projecto a valer se se esquecer das DEMAIS VERGONHAS FÍSICAS da Ajuda: o estado calamitoso do belo torreão Sul, o torreão Norte à espera não sei bem do quê, os Serenins cheios de computadores e com água a entrar pela cobertura, a Torre do Galo com rachas monumentais e com sinos presos por milagre, e a praça miserável em que está, e, por fim, o Jardim das Damas, exemplo maior da não cooperação entre a Ajuda e a CML, pois continua por abrir ao público e com problemas técnicos por resolver...

17/09/2016

Envio à CML de proposta sobre higiene urbana


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vice-Presidente da CML
Dr. Duarte Cordeiro


CC. AML , JF e media

Em 2012 o Fórum Cidadania Lx produziu um documento que enviou à CML, sobre o estado da cidade quanto a vários aspectos da higiene urbana, apontando falhas mas apresentando propostas. Infelizmente, não obtivemos resposta nem, mais importante, vemos que a situação tenha melhorado, antes pelo contrário, mau grado a transferência de competências da CML para as Juntas de Freguesia.

A verdade é que, atrevemo-nos a dizer, o estado da higiene de Lisboa é hoje pior do que há quatro anos, dada a multiplicação de grandes lixeiras em quase todas as freguesias, com ênfase nas do centro.

Há ainda a registar a incapacidade da cidade em dar resposta à produção de lixo associada ao fenómeno do turismo de massas nos bairros históricos. Por exemplo, na freguesia de Santa Maria Maior assistimos à colocação de contentores - sem tampa - na via pública numa tentativa improvisada de controlar os lixos produzidos pela explosão do número de turistas. Esta situação é inaceitável numa cidade civilizada.

Parece-nos também que o problema principal continua a residir não tanto na recolha do lixo mas antes na incapacidade de controlar a sua produção e/ou disciplinar a deposição na via pública. Há cada vez mais casos de deposição selvagem de lixo nas ruas.

Tudo isto era já abordado no referido documento, que agora voltamos a remeter a V. Exas. por nos parecer integralmente actual, na esperança de que possa ser útil à reflexão em prol da cidade e do bem estar comum.

O Fórum Cidadania Lx continua inteiramente disponível para cooperar com a CML nesta matéria, como em todas as outras.

Melhores cumprimentos

Nuno Caiado, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Mariana Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Carlos Moura-Carvalho, Luís Serpa, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, Jorge Lopes, João Filipe Guerreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fátima Castanheira, Jorge Teixeira Pinto

Palácio da Ajuda


Chegado por e-mail:

«Boa tarde


Hoje, 17 de Setembro, apareceu na primeira página do "Expresso" um projecto para concluir o Palácio da Ajuda. Ora, o que eu vi foi um verdadeiro CRIME: em vez de fazerem segundo o projecto original, vão fazer à maneira moderna! Não tem lógica nenhuma fazer uma parte do Palácio segundo a arquitectura contemporânea, quando o Palácio é em estilo neoclássico!

Se quiserem ver como está projectado, é só ver a primeira página do "Expresso"! Quanto a mim, aquele "remendo" é uma verdadeira ABERRAÇÃO!

Cada vez que eu me lembro que em Berlim estão a reconstruir o Palácio Real, segundo o projecto original...

Mas, melhor que as palavras, falam as imagens; que eu envio!

Concluir o Palácio da Ajuda,sim. Mas desta maneira, NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM!!!!!

Cumprimentos!

Álvaro Pereira»

15/09/2016

E lá vai furando até à Sé...


Não bastava ao elevador que vai ligar as traseiras do Campo das Cebolas à Sé NÃO ser preciso (o percurso faz-se perfeitamente bem a pé) e a caixa de elevador à superfície violar claramente a ZEP de um MN chamado Sé de Lisboa, para agora ainda serem abatidas 1-2 das árvores que lá estão?! Mas que é isto?


Fotos: Inês Beleza Barreiros

13/09/2016

Av. Almirante Reis 24: a praga dos estores nas janelas

Este imóvel do princípio do século XX, que tinha caixilharias originais de madeira bem desenhadas e cuidadas, foi recentemente alvo de obras descuidadas e que desvalorizaram o valor patrimonial. Tectos de estuques trabalhados originais foram tapados com tectos falsos e nas janelas foram aplicados estes estores de plástico brancos que se vêm na imagem depois de arrancadas todas as caixilharias originais assim como as portadas de madeira dos interiores.  

Querem e querem muito bem! Apoiado a 100%

In Diário de Notícias (13.9.2016)
Por Susete Francisco


«Moradores querem novo jardim entre Arroios e Penha de França

Movimento entrega hoje petição com 2500 assinaturas na Assembleia Municipal, a pedir criação de Jardim do Caracol da Penha

Um jardim a sério, em vez do que dizem ser um parque de estacionamento com árvores - esta é a exigência de um grupo de moradores das freguesias da Penha de França e de Arroios, que hoje entrega na Assembleia Municipal de Lisboa uma petição com 2500 assinaturas, em defesa da criação do Jardim do Caracol da Penha. [...]»

Obrigado por incorporar no projecto do Cp. Cebolas a escada encontrada recentemente

Exmo. Sr. Arq. João Carrilho da Graça


Somos a enviar os nossos mais sinceros agradecimento por ter decidido incorporar a escadaria recentemente encontrada no Campo das Cebolas, no seu projecto de requalificação daquele local, conforme notícia vinda a público a 9 de Setembro.

É uma decisão muito bem-vinda, face à prática corrente em tantos outros projectos de outros autores, desenvolvidos ali bem perto do Campo das Cebolas, inclusivamente, noutras zonas históricas de Lisboa, como a Praça do Município ou o Largo do Contador-Mor, só para citarmos alguns maus exemplos.

Fazemos votos para que mais arquitectos sigam o seu bom exemplo. Lisboa agradece!

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, João Filipe Guerreiro, Maria de Morais Oliveira, Rui Martins, Nuno Vasco Franco, João Oliveira Leonardo, Rosa Casimiro, António Araújo, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Amador, Odete Pinto, Maria do Rosário Reiche e Pedro Henrique Aparício

12/09/2016

Continuação das Comemorações dos 150 Anos de Ventura Terra, Sábado, às 11H00:


Passeios de Lisboa: Rua de Dona Estefânia







Palácio da Anunciada, hoje


Será hotel e, para memória futura, fica o registo: só restam as fachadas e o interior do corpo central, e o dragoeiro a ver vamos.

Fotos (e alerta): Inês Beleza Barreiros

Aplauso para Carrilho da Graça por esta decisão!

In Diário de Notícias (9.9.2016)
Por Lina Santos

«Obras na frente ribeirinha integram relíquias do passado


As escavações no Campo de Cebolas revelaram uma escadaria que o arquiteto vai incorporar no projeto.

"Descobrimos uma escada durante as escavações, que estamos a ver como vamos integrar", conta Carrilho da Graça na sua apresentação do Terminal dos Cruzeiros e outros projetos lisboetas para a plateia de investigadores que participa até amanhã na 14.ª conferencia internacional Docomomo. Uma fotografia dessa descoberta acompanha as palavras do arquiteto. Será conservada, tal como a muralha do porto que foi posta à vista pelas escavações arqueológicas que foram feitas ali no Campo das Cebolas, antiga zona de feiras da cidade de Lisboa. [...]»

08/09/2016

Há 2 anos o Fórum Cidadania Lx colaborou com os autores do projecto de investigação IAAPE relacionado com o estudo da “walkability” / caminhabilidade, hoje publicado na revista “Landscape and Urban Planning”: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169204616301268

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Measuring walkability for distinct pedestrian groups with a participatory assessment method: A case study in Lisbon

Filipe Moura, Paulo Cambra, Alexandre B. Gonçalves,
http://dx.doi.org/10.1016/j.landurbplan.2016.07.002

Highlights

• A walkability assessment method suitable for various pedestrian groups is presented.
• Stakeholders and decision-makers were involved in indicator selection and weighting.
• Application to a case-study produced detailed walkability score analytics.
• Results show clear differences in walkability scores for distinct pedestrian groups.
• The tool can support policies/actions towards more inclusive pedestrian environment.

Excelente notícia! Fico mto. mas mto.contente!

In Público (7.9.2016)
Por Inês Boaventura

«Investimento de sete milhões vai converter Estação Sul e Sueste num terminal turístico

O presidente da Câmara de Lisboa fala no “início do fim do processo de renovação” da frente ribeirinha e lamenta os “dez anos” em que o espaço esteve “subtraído à cidade”. A obra inclui o “completar da requalificação do Cais das Colunas”.

O há muito ambicionado projecto da Câmara de Lisboa de converter a Estação Sul e Sueste num “terminal de actividade marítimo-turística” vai finalmente concretizar-se. Segundo o director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vítor Costa, está em causa um investimento de cerca de sete milhões de euros, que deverá estar concluído “no final do próximo ano”.

“É a peça que faltava no amplo projecto de requalificação da frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia”, frisou o presidente da Câmara de Lisboa. Para Fernando Medina a cedência do imóvel do Estado à autarquia, que foi formalizada numa cerimónia pública que teve lugar esta quarta-feira, representa “o início do fim do processo de renovação integral de vários quilómetros de frente ribeirinha”.

No seu discurso, o autarca referiu-se à Estação Sul e Sueste, que estava até aqui nas mãos da CP e que se encontrava há muito fechada e sem qualquer utilização, como “uma mancha, uma nódoa, uma ferida”. Há dois anos, também o seu antecessor se tinha referido à obra de Cottinelli Telmo em termos idênticos: “É uma nódoa negra que persiste no Terreiro do Paço. É uma vergonha para a cidade o estado em que o Estado está a manter este imóvel de grande valor arquitectónico”, afirmou António Costa em Novembro de 2014, altura em que fez saber que era sua intenção financiar a criação no local de uma “gare marítimo-turística” com verbas da Taxa Municipal Turísticas.

Esta quarta-feira, o único a falar sobre o investimento que vai ser realizado na requalificação do edifício inaugurado em 1932 foi o director-geral da ATL, a entidade à qual vai ser confiada a gestão do novo “terminal de actividade marítimo-turística”. Segundo adiantou Vítor Costa, está em causa um montante de sete milhões de euros que a associação, “por incumbência da câmara, irá reunir e mobilizar”.

O director-geral da ATL sublinhou que esse valor engloba não só a intervenção no imóvel (de acordo com um projecto de Ana Costa, neta de Cottinelli Telmo), mas também a requalificação do espaço público envolvente (“até ao enfiamento do Torreão Nascente”) e da área entre o rio e a estação. O arquitecto Bruno Soares, autor da polémica proposta que foi concretizada no Terreiro do Paço e daquela que está a ser executada no Cais do Sodré, será o responsável pelo projecto de espaço público.

Segundo explicou Vítor Costa, no interior do edifício, que está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público, aquilo que se pretende é promover um restauro de acordo com o projecto original, operação que incluirá a remoção de “todos os acrescentos de épocas posteriores”. Os azulejos serão devolvidos às paredes que hoje se encontram despidas e será ainda feita a “consolidação estrutural” da antiga estação fluvial.

O programa de ocupação futura do espaço inclui a instalação no local de dois restaurantes e das bilheteiras das empresas que aí pretendam desenvolver a sua actividade marítimo-turística. Vai também ser criada uma loja de “produtos regionais de Lisboa” e no exterior haverá esplanadas, que como notou Vítor Costa serão objecto de “um projecto de equipamento e mobiliário específico”.

O director-geral da ATL explicou ainda que vão ser mantidos, depois de “recuperados”, os dois pontões já existentes, que poderão ser utilizados por “embarcações de maior porte, como cacilheiros”. Prevista está a construção de um terceiro pontão, dedicado a “embarcações menores”, como “barcos tradicionais ou à vela”.

Também contemplada nesta intervenção, que Vítor Costa acredita que poderá estar concluída “no final do próximo ano”, estão o “completar da requalificação do Cais das Colunas”, com o “retirar” do aterro hoje existente e com a “reconstrução do muro das namoradeiras”. A ATL pretende também “aumentar o espaço verde” e apostar em “percursos pedonais e cicláveis” que promovam a ligação do Terreiro do Paço ao Campo das Cebolas e ao novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, a transformação da Estação Sul e Sueste num “terminal de actividade marítimo-turística” é um investimento com “uma importância estratégica”. “Vai nascer aqui uma nova polaridade para o rio”, sintetizou Fernando Medina, notando que do novo equipamento poderão partir embarcações que percorram a frente ribeirinha até Belém e ao Parque das Nações, bem como embarcações que unam as duas margens do Tejo. [...]»

07/09/2016

CML prepara-se para indemnizar empresa que fazia obras na 2.ª Circular

Vêm aí os primeiros custos à suspensão dos trabalhos. Júri do concurso diz que todo o processo é nulo.

Pode ler o resto aqui no DN de hoje
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Portanto o bolinho das indemnizações que deve ser especialidade desta CML vai perder mais umas fatias. Depois fala-se das faltas de verbas para isto e aquilo !? Quanto dinheiro é que saiu dos cofres da cidade nos últimos dez anos para pagar indemnizações ? Se estes custos são normalmente resultado da incompetência de alguns, não estará na hora de apurar responsabilidades e contratar gente competente ?

Petição por um Regulamento Municipal do Grafito - Assine e divulgue, por favor!

Petição por um Regulamento Municipal do Grafito: AQUI

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À Câmara Municipal de Lisboa e Assembleia Municipal de Lisboa e Juntas de Freguesia


Considerando que, segundo a Lei nº 61/2013, de 23 de Agosto, os grafitos são «todos os desenhos de pinturas ou inscrições, designadamente de palavras, frases, símbolos ou códigos, ainda que tenham caráter artístico, decorativo, informativo, ou outro (…) apostos nas superfícies exteriores de edifícios, pavimentos, passeios, muros e outras infraestruturas, nomeadamente rodoviárias e ferroviárias, vedações, mobiliário e equipamento urbanos, bem como de superfícies interiores e ou exteriores de material circulante de passageiros ou de mercadorias (…) de forma autorizada pelos respetivos proprietários e não licenciada pelas entidades competentes», daqui decorrendo uma certa indefinição em relação ao que é de facto “tag”, “graffito” e mural;

Considerando que do articulado da Lei nº 61/2013, de 23 de Agosto, se infere que compete às autarquias regulamentarem subsequentemente sobre o assunto em apreço, designadamente em matérias como o licenciamento, legalidade, localização, fiscalização, contra-ordenação e aplicação de outras sanções aos autores dos grafitos considerados ilegais;

Considerando a inexistência em Lisboa de um Regulamento Municipal sobre os grafitos e que, relativamente a esta matéria, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem focado a sua acção no combate anti-grafito, ainda que de forma casuística e/ou voluntarista;


​​Os abaixo assinados propõem à CML a elaboração urgente de um Regulamento Municipal do Grafito, de modo a que os serviços municipais possam, em conjunto com as Juntas de Freguesia (JF),

1 Estabelecer de forma inequívoca o que é considerado como “tag”, “graffiti” e mural.

2. A partir daí proceder à inventariação sistemática dos grafitos, em espaço público e privado, destrinçando os legais dos ilegais, desde logo estes últimos porque executados sem a autorização expressa dos proprietários dos edifícios grafitados.

3. Inventariar por geo-referenciação, nível de concentração do grafito, frequência da grafitagem, indicação do proprietário, prova fotográfica e custo estimado da reparação, se o grafito for considerado ilegal.

4. Estabelecer prioridades e organizar acções periódicas de remoção dos grafitos ilegais, com prioridade para os que se localizem perto escolas/liceus, monumentos/edifícios públicos/espaços públicos, zonas pedonais e zonas turísticas.

5. Assegurar uma "resposta em 24 horas" nas zonas consideradas prioritárias, o que desincentivará novos grafitos ilegais a médio-prazo e possibilitará aos cidadãos avaliarem de forma eficaz a acção da CML/JF.

6. Remover todos os grafitos ilegais inventariados num prazo nunca superior a 10 dias úteis.

7. Responsabilizar criminalmente os autores dos grafitos considerados ilegais, conforme previsto na Lei nº 61/2013, de 23 de Agosto, para o que deveria ser estabelecido com as polícias e o Ministério Público um protocolo apropriado.

8. Responsabilizar os proprietários das superfícies afectadas, para que alertem atempadamente a CML/JF sempre que os seus edifícios forem grafitados e, no caso de não o fazerem, instaurar-lhes coimas por serem coniventes com actos ilegais.

9. Aplicar preventivamente produtos anti-grafito nas superfícies especialmente “atractivas” e nos edifícios que sejam alvo de grafitagem de forma recorrente. A CML/JF deve adquirir esses produtos e poderá fornecê-los a título gratuito aos proprietários que façam prova de insuficiência económica, ou fornecê-los a baixo preço por via da criação de “compras colectivas”.

10. Criar um Fundo Municipal para a aquisição de produtos anti-grafito.

11. Reforçar o policiamento nocturno da Policia Municipal nos locais em que o fenómeno seja mais intenso.

12. Apoiar grupos de cidadãos que queiram executar acções pontuais de limpeza na sua zona de residência, disponibilizando-lhes apoio técnico e logístico.

13. Criar um número de telefone específico na Polícia Municipal, para efeitos de denúncia do crime.

14. Estudar a viabilidade de colocação de câmaras de videovigilância nos edifícios e locais prioritários.

15. Divulgar pública e adequadamente os termos do Regulamento Municipal do Grafito, bem como as acções desenvolvidas pela CML/JF e Polícia Municipal e os resultados práticos daí decorrentes.


Os abaixo assinados
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03/09/2016

Segunda Circular passa de grandes obras a intervenção de "emergência"....

Câmara de Lisboa anulou concursos públicos, um em fase de obras (na zona do Nó de Ralis e Av. de Berlim), o segundo já adjudicado. O primeiro pára, o segundo não avança.

Pode ler o resto aqui no DN de hoje
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Portanto tempo e dinheiro perdido (contribuinte paga), depois chegam os tais pedidos de indemnização (?), mais trabalho para tribunais que têm pouco que fazer....e lá vamos nós mais uma vez com a carroça à frente dos bois. Porque raio é que não se conseguem fazer as coisas correctamente de início ?

01/09/2016

Av. E.U.A., 110-112, um caso de estudo:


O bom exemplo do 110:

Onde a porta de entrada foi recentemente devolvida ao belo projecto original, e até a porta das traseiras foi recuperada

...

O péssimo exemplo do 112:

Ampliando-se a parede de TIJOLO em cima da laje da varanda, imagina-se que não possa suportar as mesmas cargas do piso pois é uma varanda ..., imagina-se as cantarias de pedra no contentor do entulho, mais um prolongamento "à maneira" da casa, tudo revestido certamente com um maravilhoso soalho flutuante, vidros duplos e estore, claro, não vá o diabo tecê-las, pelo pó das árvores e o eco do túnel. Um clássico, este 112 da Av. E.U.A. Ao lado há mais...