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In Público (21.9.2016)
Por Inês Boaventura
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Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
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In Público (21.9.2016)
Por Inês Boaventura
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1. Há que dar os parabéns (sinceros) ao Governo e à CML por demonstrarem afã e coragem (o tema, inexplicavelmente, sempre foi reclamação exclusiva dos tendencialmente monárquicos) em querer solucionar este assunto da ala inacabada da Ajuda, uma verdadeira VERGONHA nacional.
2. Contudo, acho que o que está aqui em causa merece um DEBATE PÚBLICO (por mais tempo que demore, desde que seja conclusivo) com consulta pública, divulgação de todos os projectos de remate (ou estudos prévios, como é o caso mais recente) feitos até hoje, enunciando-se os prós e contras de cada um deles, desde o impacte visual ao custo financeiro e tempo de obra (para se evitar que tudo seja para inaugurar à pressa…), passando por uma questão essencial: é melhor terminar-se a ala poente ou mantê-la inacabada, desde que com arranjo paisagístico adequado?
3. Depois, um projecto desta natureza deve ser objecto de um CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL (CCB, lembram-se?). Estamos no século XXI e não propriamente no tempo das adjudicações por despacho. E este remate não é a um simples prédio de esquina nem ao estaminé de junta de freguesia mas a um palácio nacional, por acaso talvez o mais importante do país.
4. A forma encontrada para o FINANCIAMENTO do projecto parece-me boa e muito bem achada, e justa, se por via directa das receitas das taxas criadas recentemente. Nada a opor, portanto, e tudo a aplaudir, ainda que me pareça que o custo final será muitíssimo superior ao agora estimado, como tudo o que é feito neste país. Mas custa-me que seja a CML a ter o grosso do esforço financeiro, quando o palácio é NACIONAL, mas já estamos habituados, vide o Arco da Rua Augusta, outro dos símbolos maiores do Poder Central (e não há que ter medo das palavras) está entregue à CML desde 2012 e com bons resultados (não é disso que se trata), enfim, sinal dos tempos.
5. Muito menos há algo a opor ao programa encontrado para exploração da ala poente: as JÓIAS, as pratas e os tesouros escondidos ou mal expostos na Ajuda merecem estar expostos e bem expostos ainda que o ideal fosse usar toda a ala Norte para o efeito, fazendo sair dali os serviços vários que ali estão. Ainda que nunca tenha percebido como é que havendo ali a Galeria D. Luís I, claramente subvalorizada bastas vezes sem saberem o que lhe hão-de fazer, não seja transformada em exposição permanente dessas mesmas jóias.
6. Sobre o estudo prévio agora apresentado, e independentemente da bondade e da originalidade da sua autoria (o seu autor é dos próprios quadros, dirigentes, da DGPC), acho aquela SOLUÇÃO ESTÉTICA no mínimo decepcionante, e no máximo horrorosa. Não havia outra forma de dar um tratamento moderno, asséptico, limpo à fachada (eu sei que detestam o pastiche…) mantendo a pedra (lioz?) sem ser transformando-a naquela grelha de barbebue? Num “estore” monumental? E déjà vu ainda por cima – vide a ceaucescuniana CGD, a sede paquidérmica da EDP ou até à mirrada fachada do museu antoniano à Sé.
7. Por fim, só se fala no remate e nos milhões para o remate. Mas um projecto que vise, e bem, terminar com a vergonha da Ajuda, acabando ou mantendo a ruína existente, não é projecto a valer se se esquecer das DEMAIS VERGONHAS FÍSICAS da Ajuda: o estado calamitoso do belo torreão Sul, o torreão Norte à espera não sei bem do quê, os Serenins cheios de computadores e com água a entrar pela cobertura, a Torre do Galo com rachas monumentais e com sinos presos por milagre, e a praça miserável em que está, e, por fim, o Jardim das Damas, exemplo maior da não cooperação entre a Ajuda e a CML, pois continua por abrir ao público e com problemas técnicos por resolver...
CC. AML , JF e media
Em 2012 o Fórum Cidadania Lx produziu um documento que enviou à CML, sobre o estado da cidade quanto a vários aspectos da higiene urbana, apontando falhas mas apresentando propostas. Infelizmente, não obtivemos resposta nem, mais importante, vemos que a situação tenha melhorado, antes pelo contrário, mau grado a transferência de competências da CML para as Juntas de Freguesia.
A verdade é que, atrevemo-nos a dizer, o estado da higiene de Lisboa é hoje pior do que há quatro anos, dada a multiplicação de grandes lixeiras em quase todas as freguesias, com ênfase nas do centro.
Há ainda a registar a incapacidade da cidade em dar resposta à produção de lixo associada ao fenómeno do turismo de massas nos bairros históricos. Por exemplo, na freguesia de Santa Maria Maior assistimos à colocação de contentores - sem tampa - na via pública numa tentativa improvisada de controlar os lixos produzidos pela explosão do número de turistas. Esta situação é inaceitável numa cidade civilizada.
Parece-nos também que o problema principal continua a residir não tanto na recolha do lixo mas antes na incapacidade de controlar a sua produção e/ou disciplinar a deposição na via pública. Há cada vez mais casos de deposição selvagem de lixo nas ruas.
Tudo isto era já abordado no referido documento, que agora voltamos a remeter a V. Exas. por nos parecer integralmente actual, na esperança de que possa ser útil à reflexão em prol da cidade e do bem estar comum.
O Fórum Cidadania Lx continua inteiramente disponível para cooperar com a CML nesta matéria, como em todas as outras.
Melhores cumprimentos
Nuno Caiado, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Mariana Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Carlos Moura-Carvalho, Luís Serpa, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, Jorge Lopes, João Filipe Guerreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fátima Castanheira, Jorge Teixeira Pinto
«Boa tarde
Hoje, 17 de Setembro, apareceu na primeira página do "Expresso" um projecto para concluir o Palácio da Ajuda. Ora, o que eu vi foi um verdadeiro CRIME: em vez de fazerem segundo o projecto original, vão fazer à maneira moderna! Não tem lógica nenhuma fazer uma parte do Palácio segundo a arquitectura contemporânea, quando o Palácio é em estilo neoclássico!
Se quiserem ver como está projectado, é só ver a primeira página do "Expresso"! Quanto a mim, aquele "remendo" é uma verdadeira ABERRAÇÃO!
Cada vez que eu me lembro que em Berlim estão a reconstruir o Palácio Real, segundo o projecto original...
Mas, melhor que as palavras, falam as imagens; que eu envio!
Concluir o Palácio da Ajuda,sim. Mas desta maneira, NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM!!!!!
Cumprimentos!
Álvaro Pereira»
Somos a enviar os nossos mais sinceros agradecimento por ter decidido incorporar a escadaria recentemente encontrada no Campo das Cebolas, no seu projecto de requalificação daquele local, conforme notícia vinda a público a 9 de Setembro.
É uma decisão muito bem-vinda, face à prática corrente em tantos outros projectos de outros autores, desenvolvidos ali bem perto do Campo das Cebolas, inclusivamente, noutras zonas históricas de Lisboa, como a Praça do Município ou o Largo do Contador-Mor, só para citarmos alguns maus exemplos.
Fazemos votos para que mais arquitectos sigam o seu bom exemplo. Lisboa agradece!
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, João Filipe Guerreiro, Maria de Morais Oliveira, Rui Martins, Nuno Vasco Franco, João Oliveira Leonardo, Rosa Casimiro, António Araújo, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Amador, Odete Pinto, Maria do Rosário Reiche e Pedro Henrique Aparício
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Measuring walkability for distinct pedestrian groups with a participatory assessment method: A case study in Lisbon
Filipe Moura, Paulo Cambra, Alexandre B. Gonçalves,
http://dx.doi.org/10.1016/j.landurbplan.2016.07.002
Highlights
• A walkability assessment method suitable for various pedestrian groups is presented.
• Stakeholders and decision-makers were involved in indicator selection and weighting.
• Application to a case-study produced detailed walkability score analytics.
• Results show clear differences in walkability scores for distinct pedestrian groups.
• The tool can support policies/actions towards more inclusive pedestrian environment.
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À Câmara Municipal de Lisboa e Assembleia Municipal de Lisboa e Juntas de Freguesia
Considerando que, segundo a Lei nº 61/2013, de 23 de Agosto, os grafitos são «todos os desenhos de pinturas ou inscrições, designadamente de palavras, frases, símbolos ou códigos, ainda que tenham caráter artístico, decorativo, informativo, ou outro (…) apostos nas superfícies exteriores de edifícios, pavimentos, passeios, muros e outras infraestruturas, nomeadamente rodoviárias e ferroviárias, vedações, mobiliário e equipamento urbanos, bem como de superfícies interiores e ou exteriores de material circulante de passageiros ou de mercadorias (…) de forma autorizada pelos respetivos proprietários e não licenciada pelas entidades competentes», daqui decorrendo uma certa indefinição em relação ao que é de facto “tag”, “graffito” e mural;
Considerando que do articulado da Lei nº 61/2013, de 23 de Agosto, se infere que compete às autarquias regulamentarem subsequentemente sobre o assunto em apreço, designadamente em matérias como o licenciamento, legalidade, localização, fiscalização, contra-ordenação e aplicação de outras sanções aos autores dos grafitos considerados ilegais;
Considerando a inexistência em Lisboa de um Regulamento Municipal sobre os grafitos e que, relativamente a esta matéria, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem focado a sua acção no combate anti-grafito, ainda que de forma casuística e/ou voluntarista;
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O péssimo exemplo do 112: