26/07/2014

Lá Vai Uma, Lá Vão Duas...

A Avenida António Augusto Aguiar faz parte de um eixo importante de Lisboa e na zona encontram-se pontos de interesse que incluem património cultural e arquitetónico de monta para a cidade: o Bairro Azul, um conjunto interessantíssimo de edifícios do Art-Déco tardio ao modernismo só por si dignos de visita, a Fundação Gulbenkian, vários palácios como o palacete Leitão ou o do exército mesmo ao lado do dos Marqueses de Sá da Bandeira, a Igreja de São Sebastião com a sua talha e interiores impecavelmente restaurados, o conhecido armazém El Corte Inglés e várias (muitas) referências.
Mas esta avenida, que ainda conserva edifícios de muita representatividade e de qualidade, está paulatinamente a ser tomada por essa doença rastejante de demolições e substituição.
Aqui ficam as duas últimas entradas no livro Lisboa Desaparecida, concordem assim os seus brilhantes autores que espero que continuem a trabalhar em novas edições revistas já que material não tem parado de ser oferecido para que estas obras sejam o sucesso que foram.
Já Não Existem!
 Então cá vão os meus parabéns públicos ao Sr. Presidente da CML que como vêem será um excelente PM, ao Vereador Salgado por não ter salvado mais umas "pedrinhas"e que é um excelente arquiteto, aos proprietários pela ganância grosseira, às instituições de salvaguarda de património pela não preservação destes que estão (ou deveriam) estar na área de proteção do Bairro Azul e da Gulbenkian, pelos projetistas que vão, com certeza, dar aos edifícios novos desta artéria um vizinho com a mesma qualidade.

6 comentários:

Anónimo disse...

"três pombinhas a voar, uma é minha, outra é tua, outra é do zé que a apanhar..."

Anónimo disse...

Pérolas a porcos, pérolas a porcos...

Filipe Melo Sousa disse...

O autor do post é livre de adquirir um edifício com poucos pisos no centro de Lisboa e reabilitá-lo da forma que achar esteticamente agradável. Fico também curioso sobre a rentabilidade do projecto. Depois diga-me. Mas com certeza que a sua inteligência empresarial e sensibilidade patrimonial valerão mais do que a ganância e grosseria daqueles que, ao contrario de si, empreendem.

JR disse...

Mas com certeza que a sua inteligência empresarial e sensibilidade patrimonial valerão mais do que a ganância e grosseria daqueles que, ao contrario de si, empreendem."

Por acaso esses da tal "inteligência empresarial e sensibilidade patrimonial" também empreendem.
Tanto que têm sempre casa cheia e alguns até já foram eleitos como melhores hostéis do mundo!

Filipe disse...

Podemos ser empreendedores sem danificar o património.

A. M.C. disse...

Caro leitor assíduo do blog,

o autor do post sabe quais são as possibilidades que lhe assistem em relação a todos os aspectos da sua vida.
A viabilidade financeira, deste e de qualquer projeto imobiliário, é uma apreciação complexa muito determinada por expectativas; essas, sim, podem ser ganaciosas, grosseiras e inaceitáveis.
Aviso-o, já, que não vai ter mais tempo-de-antena às minhas expensas se continuar a ter uma atitude de não discussão mas antes uma cega, de contra-sistema, não porque condene a última, mas porque é uma postura totalmente falsa em si porque o único sistema que contra o qual está a lutar é o que não existe, porque o que existe combina na perfeição consigo. Talvez o sistema que deveria lutar é o do país a quem paga impostos. Tente. Proteste. Cubra-se de ridículo por lá, que por cá já conseguiu.