Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

05/02/2014

PLANETA EMEL: Costa do Castelo




Apesar de sucessivos alertas, quase nada se fez para corrigir este - e outros problemas idênticos - em toda a extensão da COSTA DO CASTELO, um arruamento cujo estacionamento é gerido pela EMEL.
 
A fiscalização dentro desta área da Colina do Castelo é praticamente inexistente quando comparada com outras zonas da cidade. O resultado é a evidente falta de segurança dos peões com carros estacionados em cima de passeios, passadeiras e até no meio das faixas de rodagem! Durante o período nocturno a situação toma proporções graves pois em caso de incêndio, acidente, o acesso de veículos de emergência é por diversas vezes impossível! 
 
Porquê tanta apatia por parte da EMEL? Têm receio de entrar em conflito com alguns moradores, aqueles que diariamente estacionam em cima dos passeios e passadeiras em total desrespeito pelos outros?
 
O FCLX não pode deixar de protestar pela tolerância que a EMEL aparenta oferecer aos residentes com viatura particular em detrimento de todos os restantes. «Prioridade às Pessoas»?!

13 comentários:

JJ disse...

Metam pilaretes em todos os passeios, extirpem os moradores de lugares de estacionamento e testemunhem a derradeira desertificação de uma zona cujas casa já estão hiper-inflacionadas para a qualidade de vida que oferecem.

Anónimo disse...

Ninguém está a pedir isso. Simplesmente estacionem na via à beira do lancil como se faz em todos os países civilizados menos em Portugal.

JJ disse...

Então deviam saber que nas ruas retratadas nas fotos é simplesmente impossível estacionar "na via à beira do lancil" sem obstruir a mesma. Ou partem do princípio que os condutores só metem o carro em cima do passeio por maldade?

JJ disse...

E quanto a essa noção muito típica de que "só neste país", aqui vai um postal de Milão -

http://cosmicadventure.com/gallery/albums/album44/Perpendiclar_sidewalk_parking.jpg

JJ disse...

E São Francisco: http://bit.ly/N7qb6e

Unknown disse...

Acho que sim. cuidem dos popós. Que se lixem as pessoas!

JJ disse...

Dividem o post entre "residentes com viatura particular" e "os restantes". Gostava de saber que "restantes" são esses que moram em casas que custam 1000€ de renda por mês ou que custam 300 mil euros a comprar (vejam o mercado imobiliário) e que não têm carro numa zona, que pelas suas características, tem fraca cobertura de transportes públicos. Como sugerem que as pessoas que aí moram e que não têm o luxo de um lugar de parqueamento se desloquem para o trabalho, por exemplo, de madrugada?

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Mas o senhor JJ acha que está tudo bem em Lisboa? Parece a versão mais inteligente de um tal senhor de camisola verde.

Apontar o que está mal e propor soluções, retratar a imensa incúria com que se trata o património em Lisboa, constatar que esta cidade é diariamente desfigurada, emporcalhada, destruída, é uma evidência que só um néscio é que não quer ver.

Apontam-se soluções, promovem-se encontros, apontam-se orientações para um melhor ordenamente da cidade e tudo, TUDO, cai em saco roto.

Pode achar o que quiser, pode pensar que aqui são só velhos do restelo, pode não querer ver o desastre em que Lisboa está mergulhada, infelizmente, aquilo que achar é inútil para que as coisas assumam um cenário diferente.

Não sr. JJ, Lisboa tem vindo a ser paulatinamemnte desvalorizada. Doa a quem doer é esta a realidade, frisada por estrangeiros e sentida na pele por todos os lisboetas.

Anónimo disse...

E com o piso que muitas das ruas têm, andar por aquele empedrado é um tormento.

E recorde-se que muitos dos moradores são idosos e que o bairro é frequentado por inúmeros turistas...

JJ disse...

Sr. Velloso, o que lhe posso dizer é que lamento imenso.

Lamento imenso o descrédito contínuo de um blogue que acompanho desde 2007 e que poderia (se houvesse uma melhor compreensão do seu potencial) ter sido instrumental para criar uma base de cidadania activa na nossa cidade, mas que se tornou uma colecção de cromos, bordejados de um permanente discurso negativo e inflamado que roça o caricatural e que rapidamente cede à tentação da simplificação de discurso e do debate a preto e branco que é tão conveniente e sedutor nos dias que correm.

Lamento a vossa reiteração diária de estereótipos da portugalidade amargurada e triste com quase tudo o que vos rodeia - fruto da insularidade mental a que Portugal está entregue - que odeia de fundo aquilo que rejeita sequer compreender, que não aceita a mudança dos tempos e das mentes e que não reconhece o que de BOM e de POSITIVO também se faz por cá, que não quer perceber e aceitar também aquilo que mudou para melhor numa cidade que, apesar da dívida gigantesca que contraiu e de ser a capital de um país falido, ainda tem gente, ainda tem vida, ainda é visitada e sim, ainda tem futuro.

Lamento, mas nem toda a gente está parada no passado. E apesar da faixa etária deste blog ser bem óbvia, ainda há pessoas com menos de 40 anos neste país que nele querem trabalhar, prosperar e encontrar a felicidade. Sim - felicidade. Ela também existe, e todos têm direito a procurá-la. Não é esse o fito de quase todos os mortais?

Lamento que a minha atitude seja totalmente incompreensível para si, Sr. Velloso, e não, não sou cego. Também me desvio dos presentes dos cães, também moro num prédio de um bairro histórico que recentemente foi vandalizado com grafitti, também contorno passeios ocupados por automóveis. Mas recuso-me a pôr tudo no mesmo saco como aqui se faz em permanência - mesmo que seja muito mais fácil destruir do que criar, muito mais fácil apontar o dedo do que sugerir alternativas.

Poderá achar que sou nada menos que "néscio" por ainda me poder dar ao luxo de ser optimista e procurar aspectos positivos na cidade onde nasci, onde escolho diariamente viver, e que me faz falta, com todas as suas imperfeições. Pode até achar-me um espécime estranho. Mas pode crer, Sr. Velloso, que espécimes estranhos como eu existem, são muitos, e ainda cá vamos continuar.


Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Sr. JJ (já agora se desse o seu nome sempre era mais agradável do que dirigir-me a duas consoantes),

Este blogue nao advoga o preto no branco, o maniqueísmo do certo ou do errado. Sabemos que a realidade é mais complexa.

Discordo quando afirma que nao se sabe compreender os ares do tempo. Quer-se é saber o que é melhor para Lisboa NESTE tempo em que a vivemos e gostamos dela.

O argumento de se estar parado no passado vem de onde? Por aqui já se defenderam intervencoes no Cais do Sodré, no terminal de cruzeiros de Sta. Apolónia, na Colina de Sant'Ana. Uma coisa é o estaticismo que é condenável, outra é olhar para esta cidade ímpar e achar-se que se pode fazer tudo porque assim o concebem os arquitectos,assim o autorizam os autarcas, assim o permitem tantos cidadaos alheados. A evolucao é boa, só que nem tudo é evolucao.

Também eu já me empenhei e empenho na resolucao dos problemas de Lisboa, chamando a atencao, dirigindo-me aos organismos responsáveis pelo urbanismo, espacos verdes, proteccao do património, etc. Tenho obtido silêncio atrás de silêncio.

Demarco-me da posicao em que me quer colocar, a de um pessimista inveterado, de cabelos grisalhos, saudosista. A realidade actual de Lisboa é triste. Somos chamados a agir para a melhorar. É o que se faz aqui, noutros blogues, em vários movimentos de cidadaos.

Agir sim, o que nao significa que, para se estar confortável com os ventos da "actualidade", se deva engolir a generalizada permissividade com que se encara Lisboa e se trata a coisa pública.

Quem gere uma cidade como esta, tem de o fazer com o máximo dos cuidados. O que nao tem acontecido.

E este é o ÚNICO facto a lamentar.

JJ disse...

Agradeço a resposta não inflamada, ao contrário de outras que por aqui obtenho. Tem razão, mas desse "único facto a lamentar" parte uma linha editorial que já incluiu posts sobre intercomunicadores e que já tantas vezes emitiu artigos altamente subjectivos (este último sobre os quadros do Miró está aqui a fazer o quê?), falaciosos (criticam a publicidade nos tapumes sabendo que as obras de recuperação que por baixo deles sucedem também são pagas com essa publicidade, o que aliás se faz em todo o mundo) e simplistas no raciocínio (esta ideia de que "só neste país", como aliás está patente nos comentários deste post). Que imagem acha que isso dá de um blog que podia ter um alcance muito maior se compreendesse que há questões muito mais fundamentais e fracturantes? Deixo aqui uma sugestão para o futuro: quantidade não é qualidade. Não é uma barragem de denúncias que vai fazer passar a mensagem, muitas vezes correcta, sim, de que há muita coisa mal neste reino de Olisipo. Sejam mais hábeis e concentrem os vossos esforços e conteúdos a dedicarem-se aos grandes temas. De outra forma, ficam com o que aqui se apresenta: um amontoado de ruído que ainda para mais hostiliza quem não pensa da mesma forma. Obrigado mais uma vez pelo diálogo civilizado.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Sr. JJ,

Um agradecimento atrasado pelo seu útlimo comentário. Acredite que nao pretendo e, nao penso, que seja este o espírito do blogue, estar sempre na barricada do bota-abaixo (ex:está-se neste momento a preparar um encontro sobre arquitectura fim-de-século com a participacao da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, da CML,da DGPC, para, justamente, se debater solucoes para o edificado dessa altura). Se assim fosse seria o primeiro a demarcar-me.

De qualquer modo, garanto-lhe, que nos meus próximos posts (por "negros" que sejam) aquilo que disse será tido em consideracao.

Já agora, inscreva-se como contribuinte para este blogue. Poderá ajudar a mudar essa tal linha editorial com a qual nao concorda.