Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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06/02/2014

Largos de Lisboa - Largo da Anunciada AKA Parque de estacionamento do restaurante mais famoso da zona.

Diariamente, por volta da hora de almoço, este é o panorama que encontramos neste largo. Interpelado o funcionário do restaurante, responsável pela garagem privativa do mesmo, este respondeu que "a malta tem que trabalhar".
Os passeios são usados como plataforma de movimentação de viaturas. O estacionamento destinado a motociclos tão-pouco escapa. As viaturas estacionadas em segunda fila normalmente têm os motoristas lá dentro, à espera dos Srs. doutores.






17 comentários:

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Onde há drs. e políticos a almoçar, é sempre este o aspecto dos passeios, jardins. Tudo é aproveitado para que esses seres superiores não se tenham que incomodar a andar na rua como e com o resto dos mortais. A paragem em frente ao Tico-Tico, Alvalade, Largo da Igreja de S. João de Brito, pura e simplesmente deixou de existir. Aí é o tuga sem dr. que estaciona. é mesmo uma mania do indígena

Carlos Medina Ribeiro disse...

O meu filho e a minha nora, que moram em Lagos, estão sempre a convidar-me para ir até lá - e, sempre que posso, é isso que faço.

Mas mais: actualmente, penso mesmo em ir para lá morar em definitivo, graças à degradação da qualidade de vida em Lisboa: cada vez mais gosto de virar costas ao lixo, ao estacionamento selvagem, à caca de cão, aos grafitos, à mendicidade profissional, às ruas esventradas...

Ao fim de 65 anos a morar em Lisboa, nunca vi a cidade tão porca, tão caótica e tão desumana.

António C. disse...

"Largos Apertados" ou "Largos em Aperto" dava uma boa rubrica para o blog, com dezenas de largos de Lisboa que não são mais que o estacionamento privado de meia dúzia de felizes contemplados com um automóvel.

Anónimo disse...

o comentário dos "srs doutores" é completamente dispensável. Basta mostrar carros estacionados selvaticamente para demonstrar o problema. Seja de Srs doutores seja Srs não doutores.

José Ramos disse...

Esta gente estaciona onde quer, o presidente da republica tem belas marquises, o cidadão suja chão e paredes e o turista observa!

Anónimo disse...

Meu deus do céu....
Parece que "abriram" um novo parque de estacionamento!

Anónimo disse...

e no largo do regedor é o mesmo...
podia a câmara para não levar ao fecho das empresas (que empregam muita gente)ordenar o estacionamento e cobrar pelo uso elevadas maquias.

Anónimo disse...

Após tantas promessas, este executivo move-se a passo de caracol na restrição do estacionamento, controlo do estacionamento ilegal e criação de espaço público mais amigo do peão.

Gasta-se tanto dinheiro em tantas rubricas sem real utilidade para os cidadãos que a CML deveria representar e tão pouco na execução de simples obras que poderiam fazer uma enorme diferença.

Anónimo disse...

Ninguém envia estas fotos à EMEL?

Anónimo disse...

Caro CMR
Se uns abandonam a Capital, outros foram empurrados para a periferia, outros desapareceram, há velhos, há os marginais, há os indiferentes, há os vencidos, não há F.Pessoa, não há Natália Correia,não há Ary, não há Mário Viegas, outros emigraram.
Caro CMR, costuma ir às reuniões de Câmara?
O António Costa tem que saber.
Se aparecesse muitos mais munícipes, bem como às assembleias municipais, Lisboa mudaria alguma coisa para melhor.
Precisa-se Cidadania activa.

Julio Amorim disse...

Mas caro Medina....todos esses problemas foram tão falados por todos os candidatos durante a passada campanha eleitoral.

Na minha última visita a Lisboa (que já deixei há 40 anos), tentei identificar o que é que verdadeiramente havia melhorado na cidade desde as décadas de 60-70.
E tentando não ser velhinho do Restelo....sinceramente não sei.

JJ disse...

Lamento, Carlos Medina Ribeiro, mas eu lembro-me bem do que era Lisboa nos anos 80, e não pode dizer, de forma consciente, que a cidade estava mais limpa e melhor. Sim, tinha mais gente, mas lembre-se bem do que eram os autocarros, do que era a baixa, do que era o Terreiro do Paço, do estado em que estava o Metro, do estacionamento caótico e desregulado, bem pior do que estava hoje em virtude de não haver um único parque, parquímetro ou pilarete. Lembro-me bem das barracas, do casal ventoso, de Alcântara, do Bairro Alto, das antenas em Alfama, do Chiado decrépito e ligado à máquina. Pode considerar o que quiser já que a opinião é sua, mas os tempos são outros e Lisboa, também o fez. Muito há para melhorar, claro, mas não vivam no passado e aceitem a marxa inexorável do tempo.

Bruno Santos disse...

Inteiramente de acordo com o comentário do JJ.

Anónimo disse...

JJ disse:
" e não pode dizer, de forma consciente, que a cidade estava mais limpa e melhor"

----///----
lol

Sim, naquela altura o que não faltava eram ruas pejadas de tags, passeios e calçada esburacados( devido à colocação incompetente e ao estacionamento indevido) poluição, arboricídios em largos ruas e jardins, uma cidade deserta com cada vez menos habitantes, famílias e comércio..
Vá vender essa demagocia aos turistas e aos tolinhos...



JJ disse:

"mas não vivam no passado e aceitem a marxa inexorável do tempo."

---///---

lol, outra vez...

Aceitar? Que tempo?
O tempo dos parques de estacionamentos em largos, ruas e passeios, como este post comprova...

Não obrigado.

JJ disse...

Demagogia é prender por ter cão e prender por não ter. Demagogia é estar permanentemente do confortável lado da oposição, sem nunca estar do lado da responsabilidade. Demagogia é reduzir o debate ao "sim ou sopas", ao "connosco ou contra nós". Demagogia é achar que tudo o que se passa nesta cidade depende de decisões políticas. Exemplos há vários, basta folhear as páginas deste estaminé.

JJ disse...

E mais acrescento: se a vossa resposta a qualquer tipo de contraditório é um tão subtil "vá vender essa demagogia aos turistas e aos tolinhos", ficam os visitantes deste blog bem esclarecidos sobre o nível do pouco debate que por aqui acontece.

Anónimo disse...

"Confortável lado da oposição sem nunca estar do lado da responsabilidade." ?

" é reduzir o debate ao sim ou sopas, connosco ou contra nós" ?

"A "vossa" resposta" ?

-----///-----

JJ, assim é fácil, não é?
Cita um comentário que não lhe agrada e assim deturpa e menospreza o interveniente que diz a verdade e descreve os problemas que estão à vista de todos, como as fotos comprovam.
Poupe-me. Está simplesmente a praticar tão activamente aquilo que eu referi.

Pode atribuir-me os rótulos que quiser:
De direita, de esquerda, de cima, de baixo, de não ter responsabilidades, de estar associado a este blog...
Esses argumentos só o fazem cair no ridículo, pois não só está a falar daquilo que não sabe, e a dizer um monte de mentiras, como também está a distorcer a realidade que este artigo relata e a menosprezar quem o ousa contradizer.

Mais:

Não tenho cores partidárias.
Sim, sou um habitual leitor deste blog mas nem sempre concordo com certas posições aqui tomadas.
E mais importante: Felizmente tenho dois olhos na cara e um palmo de testa para ver com olhos de ver o que este artigo comunica.

Quanto ao seu argumento "Confortável lado da oposição sem nunca estar do lado da responsabilidade."
Simplesmente não lhe admito que ponha em causa a minha.
Especialmente quando falamos em cidadania e participação cívica.
Não me conhece de lado nenhum e não faz ideia do que me cabe e do "muito" que já saiu do meu próprio bolso.
Desde tintas e rolos para pintar fachadas cheias de grafites.
Luvas, sacos de plástico e mangueiras, para limpar ruas cheias de papeis, copos de plástico, garrafas, dejectos dos animais, assim como outros fluídos..
Luvas e tesouras de poda, para cortar ervas daninhas...
Baldes, contas de água; enfim...

Daqui a nada está a dizer que "aqui" o contribuinte também é culpado por os serviços da câmara não fazerem o seu trabalho.
O meu baixo nível também é afectado por partilhar situações como esta neste blog?

Quanto à minha pseudo subtileza, a tal de que me acusa, por ter simplesmente utilizado aquela frase como forma de resposta a um comentário seu, como a minha avó costumava dizer: se não queres ser tratado como um pató não te comportes como um.

Mas se o JJ tem uma justificação para o que este artigo revela, então está tudo bem, e de facto o seu nível é bem diferente do meu. Tanto que o permite condescender com certos hábitos e práticas, assim como menosprezar a realidade e as pessoas que a relatam.