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18/05/2016

Ajuntamento massivo de jovens obriga a “redesenhar” o Jardim do Arco do Cego


POR O CORVO (18.5.2016)
Texto de Samuel Alemão

«O Jardim do Arco do Cego vai sofrer diversas modificações que o prepararão para melhor acolher a sempre crescente vaga de jovens universitários que ali se reúnem para conviver, ao final do dia, quase sempre com um copo de cerveja na mão. O espaço público será redesenhado, de forma a que os muitos frequentadores daquela zona passem a ocupar menos os passeios junto aos prédios e mais o amplo espaço do jardim. Em simultâneo, serão colocados mais bancos de jardim e mais contentores do lixo. O anúncio foi feito por Duarte Cordeiro, vereador com os pelouros da Higiene e do Espaço Público, na tarde desta terça-feira (17 de maio), perante a Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

O trabalho da câmara será feito em parceria com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, explicou o autarca, dando conta que “até já existe um cronograma de intervenção”, no qual as alterações serão realizadas. A intenção é que os ajuntamentos massivos de universitários se realizem com o mínimo de incómodo – tanto ao nível do ruído, como da produção de detritos, da restante salubridade do espaço público e até da mobilidade – para os moradores e restante comunidade daquela área central da cidade. A autarquia dá assim ouvidos às constantes reclamações, já de há alguns anos, por parte dos residentes, tendo mesmo reunido com eles. [...]»

7 comentários:

MrX disse...

Com um relvado tão grande do outro lado do IST, na Alameda D.Afonso Henriques, bem que ajuntamentos se podiam mudar para lá.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Não podem, porque nesse sítio não há imperiais ha 50 cêntimos, happy-hpurs em que ao beber várias paga só uma e por aí fora.

Que se ousem pôr limites à impunidade no espaço público, é coisa que não passa pela cabeça deste executivo. Mude-se o jardim e o seu traçado, para que se acolham mais jovens, os quais, na sua esmagadora maioria deixam o copo onde lhes dá na real gana, usam tudo como casa de banho e mais um rol extenso de liberdades fundamentais exercidas com gosto e exclusivo proveito por estes grupos de alegres foliões.

Anónimo disse...

O central park de NY está sempre cheio de jovens e velhos nos relvados. E lá ninguém vê problema nisso.

Anónimo disse...

Pessoas nas ruas? Jovens a divertirem-se? Gente a rir e a descontrair? Vade retro! O que precisamos é de peso nos ombros, semblante carregado, trejeito saudosista e suspiros pela velha senhora, "que nesse tempo havia respeito".

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Aos dois anónimos que gostam muito de ver aqui só velhos saudosistas e escribas da maledicência, o Central park de NY está sempre cheio de gente, tal como as Tulherias em Paris, os Hyde Park em Londres, o Prater em Viena, o Retiro em Madrid e muitos mais.

Cheio de gente e ainda bem que o estão, a diferença é que nesses grandes parques há espaço, não estão colados a prédios de habitação, fiscaliza-se e o civismo é, porventura superior ao que acontece em Lisboa.

Os anónimos que gostam tanto de se divertir e acham que têm a única definição possível de divertimento como bitola, ou seja, conspurcar tudo o que estiver à volta, abancar em portas de entrada de prédios como se fossem meros bancos de bares, urinar onde podem e querem com a eterna desculpa da falta de WC's, grafitarem muros, janelas, prédios, carros como se tudo fosse uma galeria de arte urbana, poderão defender o indefensável: mas divertimento não é sinónimo de selvajaria. E não o é aqui, nem em lado nenhum.

O que há em Lisboa é uma autoridade permissiva que actua com base nessa leitura pueril e simplista: são jovens, tem que se divertir. O que os relatos dos moradores nos deixa e as fotografias mostram ,está bem longe dessa imagem bucólica.

Há cidades onde os bares e os utilizadores são multados se depois da magna-farra não procederem à limpeza cabal dos espaços. Há cidades onde as pessoas são multadas se impedirem os moradores de dormirem, de estarem em sossego nas suas casas, de verem as suas ruas invadidas por grupos ruidosos , há cidades onde o que acontece em Lisboa seria impossível, travado até pelos próprios habitantes.

E são cidades consideradas, cidades globais. Curiosamente, Nova-Iorque faz parte desse grupo.


Para uma ideia mais clara do que acontece cá pelo burgo, aconselho a consulta frequente do FB da associação Aqui Mora Gente. Até lá abstenham-se de comentários superficiais e escritos numa base de escandaloso desconhecimento.

Anónimo disse...

Ah, que saudades de ver o Velloso a referir a urina pela 59ª vez.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

ao caro anonimo que deve ter um nome mas prefere a cómoda capa do anonimato para vir aqui deixar o seu humor de pacotilha.

O facto de assinar seria útil, poupar-me-ia tempo. Ao ver o seu nome, deixaria cair qq resposta e troca de ideias.

Afinal o sr. anonimo que nao é um velho retrógrado, mas um jovem cheio de energia e graca, com a capacidade de deixar aqui observacoes pertinentes e de um elevado nível, tb usa termos como saudade. É bonito.

Boas saídas e boa diversao.

Da próxima já sabe, assine para tb eu poder escrever lá vem o fulano debitar disparates.