25/09/2014

Lisboa Ilegal: Rua do Chão da Feira

Mais um mau exemplo, já por nós denunciado mas sem qualquer efeito, num bairro histórico emblemático de Lisboa: Castelo. Até quando se vai tolerar este tipo de abusos em descarada ilegalidade? Porque se convidam os munícipes a participar no Portal "Na Minha Rua" se depois os serviços municipais não actuam?! Aqueles dois armários colados ao cunhal deste edifício devem ser retirados coercivamente caso o proprietário da loja não o faça de livre vontade em obediência da lei.

24/09/2014

Lisboa, Capital Europeia da Demolição: Rua Vale do Pereiro 7 e 9

antes (foto LAJB)



Na Rua Vale do Pereiro 7 e 9 (perpendicular à Rua Braamcamp) existia um imóvel pombalino tardio conforme se vê nestas imagen s do antes. Foi demolido e agora já está lá uma nova construção - que talvez venha a integrar as estatística de "reabilitação urbana". Na verdade, em linguagem corrente do urbanismo lisboeta a isto de se chama «alinhar cerceas e «reabilitação urbanística». E como se chama a empresa promotora da demolição do imóvel do séc. XVIII e da nova construção de 5 pisos? O nome é «Legado de Memórias» (!!!). Escusado será dizer que o logradouro com jardim está 100% impermeabilizado para as caves de estacionamento. Lisboa, a fazer mal.

23/09/2014

Lisboa "turistificada"


Lisboa, Capital do Azulejo: Rua da Graça

 Na Rua da Graça...
...e ambos os imóveis são propriedade municipal! E os azulejos estão neste estado há vários anos - uns vão caindo, outros são furtados... e quem sabe se azulejos destas fachadas já foram vendidos na Feira da Ladra a um turista suiço ou francês.

As inundações de Lisboa (ontem) e a proposta 488/CM/2014 (hoje na AML)


From: Pedro Henrique Tavares Pereira Aparício 
Sent: terça-feira, 23 de Setembro de 2014 11:51
To: presidente@am-lisboa.pt; aml@cm-lisboa.pt
Cc: aml.ps@cm-lisboa.pt; aml.ppd_psd@cm-lisboa.pt; aml.cds_pp@cm-lisboa.pt; aml.pcp@cm-lisboa.pt; aml.be@cm-lisboa.pt; aml.indepentes@am-lisboa.pt; aml.mpt@cm-lisboa.pt; aml.osverdes@cm-lisboa.pt; aml.pan@am-lisboa.pt; aml.pnpn@am-lisboa.pt
Subject: Considerandos de um cidadão sobre as inundações de Lisboa (ontem) e a proposta 488/CM/2014 (hoje na AML)
Exma. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa;
Exmos. (as) Membros da Assembleia Municipal de Lisboa, representantes dos partidos políticos e grupos de cidadãos;
Sou um simples cidadão de Lisboa, ainda algo perplexo pela exposição da fragilidade que a nossa cidade de Lisboa e todo o sistema de prevenção e proteção de bens, pessoas e património atesta pelas imagens que vimos e pelas experiências perigosas e perturbantes que ontem experienciámos na primeira pessoa numa quantidade avultada de locais da cidade de Lisboa.
Hoje não posso deixar de registar o infeliz sucedido no dia de ontem, ocasião coincidente com o Dia Europeu sem Carros, onde de facto o trânsito automóvel de Lisboa quase foi substituído por meios de menor impacto como os barcos a remos.
Estimo que os prejuízos sejam elevados, entre reparações de via pública e intervenções de urgência será também uma fatura cara os danos de imagem, as perdas de receitas de comerciantes e a constatação prática que a operacionalidade do nosso sistema de proteção civil carece de melhorias urgentes.
Da sessão que hoje haverá lugar na nossa Assembleia Municipal de Lisboa noto, com especial atenção, a inclusão nesta ordem de trabalhos da proposta 488/CM/2014 - Compromisso plurianual relativo à aquisição de serviços de “Limpeza, desobstrução e inspecção de colectores do Município de Lisboa” e consequente repartição de encargos.
Bem sei que Lisboa tem sofrido diversas alterações no seu modelo organizacional e da própria rede de competências, fruto da implementação da reforma administrativa que veio trazer a partilha de competências com as novas Freguesias criadas neste quadro, uma nova realidade que aos poucos mostra as suas potencialidades e fragilidades.
Sobre esta reforma administrativa, não querendo desviar-me do tema das inundações, atrevo-me a pensar que estaremos demasiado otimistas e pouco vigilantes sobre o processo. Digo isto ao ler o 1º Relatório de Monitorização do Processo da Reforma Administrativa, aprovado por maioria no passado 15 de Julho de 2014, pese embora este fique aquém do que pessoalmente esperava ver refletido sobre as novas 24 realidades da nossa Capital Portuguesa.
Sobre as inundações do dia de ontem noto que um dos papéis fundamentais da nossa Assembleia Municipal é precisamente a fiscalização política da ação do nosso executivo camarário que, ao que julgo saber, continuará a assegurar em toda a Lisboa a necessária limpeza e manutenção dos sistemas de escoamento de águas residuais.
Poderá ser desconhecimento técnico ou falta de rigor meu, admito, mas a discussão desta proposta de compromisso plurianual peca por falta de temporalidade e julgo que a mesma deveria figurar como ponto de partida para um mandato. Afinal de contas o pontapé de partida para este procedimento é feito ainda em 2013, ou estará em falta na nossa memória coletiva as cheias de Lisboa em Outubro 2013?
Alerto-vos que a sobrecarga de chuvas de ontem é em tudo idêntica à do ano anterior, pois estas mesmas impediram a boa concretização de calendários de obras públicas como são exemplo: a cobertura dos buracos no asfalto lisboeta de muitas vias públicas, a repavimentação da Rua do Ouro, A realização das Zonas 30 em toda a Freguesia de Alvalade e estou certo que inúmeras outras serão do vosso conhecimento.
Agora interrogo-me e procuro um devido esclarecimento: Será o objeto desta proposta o suficiente para garantir que dias caóticos com o de ontem não voltam a acontecer?
Aproveito ainda para partilhar convosco que espero que esta proposta seja de facto aprovada, permitindo que durante as Jornadas Europeias do Património, já esta semana, as Galerias Romanas da Rua da Prata possam de facto ser visitadas.
Peço a todos e todas uma ação urgente, concertada e direcionada ao bem comum, procurando que a simples limpeza de sarjetas deixe de ser uma política de marés de simpatia ou sazonalidade – é hoje, mais do que nunca, urgente garantir que a segurança, a saúde e a salubridade das nossas ruas assentem verdadeiramente em políticas públicas de prevenção de riscos.
Com melhores cumprimentos
Pedro Henrique Aparício
NOTA: Este texto, de minha autoria, foi também publicado em http://overacidade.blogspot.pt

22/09/2014

Museu Santo António: Não havia necessidade...

...de usar mão tão pesada. Isto talvez não seja muito mais do que um imaturo manifesto de modernidade, extemporâneo. Pelo menos a obra parece ser reversível. E se a intenção, de tão audaz gesto, era esconder as miseráveis caixas de ar-condicionado, o acto parece-nos falhado porque ainda lá estão os caixotes bem visiveis por cima do arco em querena do Arq. Mateus Vicente! Também parecem querer justificar o mega dispositivo publicitário que cobre a fachada e portal com a necessidade de atrair mais visitantes - mas nós somos da opinião que os visitantes vão aos lugares porque os conteudos são de qualidade e não porque nos "gritam" para entrar qual supermercado ou mega store.  

Imagens da Semana da Mobilidade na Praça Manuel Cerveira Pereira




Passeios de Lisboa: na passadeira e passeios da Praça Manuel Cerveira Pereira / Rua Dr. Faria Vasconcelos é assim há décadas. Apesar dos pedidos de pilaretes a CML e a J. F. do Beato nada fizeram até à data em defesa dos peões e da sua segurança. Porquê Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Beato? Fotos: enviadas por uma municipe identificada.

Requiem pela arquitectura industrial em Lisboa






Lisboa é, decididamente uma cidade que cnvive mal com a sua herança arquitectónica. Um pouco por todo o lado a arquitectura industrial tem sido vítima de uma completa incúria que tem conduzido à sua destruição, ora para construção de condomínios de luxo, a Fábrica de Vidros na Rua das Gaivotas e  a Fábrica Constância na antiga cerca do Convento dos Marianos às Janelas Verdes são dois exemplos, ora para novos planos de urbanização que arrasam na totalidade as unidades fabris de arquitectura industrial, Arco do Cego, e Alcãntara. Louvor ao trabalho da Lx factory e da Fábrica de Braço de Prata que souberam encontrar outros usos, resgatando esse riquíssimo património da sua destruição.
Estas fotografias retratam dois magníficos exemplares ambos na Rua do Cais do Tojo, a Santos. O primeiro, da Litografia de Lisboa tem visto os seus azulejos e ladrilhos amarelos desaparecer de forma paulatina (PISAL????), o segundo tem umas notáveis janelas de imensos vãos, com trabalho de cantaria poderia ser recuperado para galerias, residências artísitcas, centro de interpretação da Lisboa industrial do século XIX.. Está na hora da CML elaborar uma carta de intenções sobre esta arquitectura. Agora que abriu o periodo de consulta/debate público sobre o Plano de Urbanização de Alcântara, é oportuno que a autarquia nos diga o que pretende fazer com este património ainda existente na cidade.

21/09/2014

Lisboa, Capital do Azulejo: R. Marquês de Fronteira 183


Ao contrário da maioria dos posts sobre este tema, neste caso concreto as notícias são boas. Em cima vemos a fachada de azulejo deste prédio vítima de furto nos últimos anos. E em baixo vemos a mesma fachada reabilitada recentemente, com as lacunas preenchidas com cópias dos azulejos. Infelizmente, por cada boa noticia destas há centenas de furtos a ocorrer na nossa cidade...

À descoberta do Arquivo Municipal de Lisboa: 26 Setembro


O Cinema Odéon faz hoje 87 anos...
















O Cinema Odéon inaugurou há exactamente 87 anos, no dia 21 de Setembro de 1927 com o filme "The Merry Widow" (1925). Com um proprietário insensível ao valor patrimonial do imóvel, uma tutela da cultura desinteressada na Arquitectura do início do séc. XX e um executivo municipal cada vez mais adepto do "fachadismo", de uma Lisboa de «cara lavada» mas pobre de conteúdos, a cidade que ergueu o Odéon tem tudo a postos para o demolir. Todos unidos pela destruição do património cultural da cidade. Cada vez observamos menos conservação e restauro genuíno. Proliferam as obras que denunciam uma sociedade que faz leituras meramente superficiais do seu próprio "património". Uma capital de fachadas. Quem se levanta pela defesa da herança cultural  da nossa cidade? Ter um cinema de 1927 em pleno centro de uma capital europeia e não saber o que fazer dele, é uma prova de «impotência cultural».

20/09/2014

Património de Lisboa: «para reconstrução total ou demolição» [sic!]

«Prédio para reconstrução/ampliação com projecto aprovado para 9 estacionamentos [sic] + 9 apartamentos - 2 T3 duplex - 1 T3 simples - 4 T2 - 2 T1- Pode permutar no todo ou em parte
 

«Prédio apalaçado com 1750m2 com área descoberta de 540m2, em fase de (re)construção [sic] avançada [demolido]. Obra a 50% - estrutura e cobertura concluídas, com projeto assinado pelo gabinete de arquitetura Aires Mateus e aprovado pela CML. Com 4 frações: T5 Duplex 320m2 (3 estacionamentos) + T4 Duplex 280m2 (3 estacionamentos) + T3+3 - 340m2 (4 estacionamentos) + T3+3 330m2 com jardim 470m2 (3 estacionamentos). Possibilidade de alteração ao projeto.»


 
«Prédio para venda em Lisboa, ao Chile para demolir; 4 fogos 1 T1 + 2 T2 + 1 T4 duplex. Com licença a pagamento de ocupação, demolição e construção no valor de 33.000 €. Área acima do solo: 750 m2. [...]»
«Prédio construído em 1937 para reconstrução total ou demolição [sic], totalmente devoluto. Composto por cave com 1 fogo de 8 divisões, R/C com 2 fogos de 3 divisões e pátio com outro fogo de 5 divisões.» 
FOTO: Rua Rosa Araújo, 49 com projecto do Arq. Nicola Bigaglia (demolição integral dos interiores, projecto de "luxo" do Atelier Aires Mateus).
 

 

Entre mansardas e casas a cair. Rua dos Mastros e Rua de São Bento

Seguem-se algumas fotografias da rua dos Mastros e da Rua de S. Bento. No último número da revista Lisboa, da CML, o tema de capa era a reabilitação. Como tema, é um bem escolhido, na moda e que granjeia simpatias. Sabemos, contudo, que a reabilitação à la Lisboa é muitas vezes igual a: destruição integral de interiores, aumentos de cérceas, colocação de mansardas em zinco, demolição total do pré-existente, bocas de garagens que aniquilam fachadas inteiras. As vantagens agora anunciadas, todas elas importantes, devem ser obtidas através da apresentação e cumprimento por parte do promotor de um rigoroso plano de intervenção  com  acompanhamento fiscalizador por parte dos serviços da CML. Os elementos originais deveriam ser reintegrados, privilegiando a CML os projectos que mais e melhor o conseguissem. A experiência foi, por exemplo, feita em Bruxelas com resultados positivos.



Mais umas mansardas condenadas. De prédios populares de rendimento, a prédios pombalinos, as substituição das antigas mansardas por uma arrepiante solução em zinco ou numa qualquer liga de materiais que se inserem na liga dos materiais de luxo, deveria ser repensada e se possível evitada. 

Outro candidato à garagem, à destruição das águas-furtadas a uma reabilitação pouco amiga da memória da cidade. Prédio devoluto na rua de São Bento que a própria CML afirma como "uma das mais emblemáticas". Com emblemas destes. . . 
Numa cidade em que as demolições do património Entre-Séculos são uma constante, por que razão este hediondo prédio nunca foi abaixo? Antigo edíficio dos armazéns do Conde-Barão

Magnífico prédio de rendimento no Largo Vitorino Damásio, invulgar na sua dimensão e no número de chaminés estreitas de secção circular que ainda tem. Faz como que uma entrada simétrica da Calçada Marquês de Abrantes com outro não menos importante. As mansardas deste estão em grande medida devolutas e em mau-estado. É pelo topo que se abatem estes prédios.

Para aqui esteve projectada a construção de um mono de nove ou dez andares, que taparia por completo a vista dos prédios da marquês de Abrantes com piscinas, e muitos lugares de garagens. Muito condomínio-de-luxo-fechado.Há décadas que existe uma vedação metálica que ostenta o nome do promotor que, entretanto, faliu. Resta, agora, o buraco que foi feito. O projecto estará na gaveta de algum departamento da CML. tal como outros, e espera-se que daí não saia para mais um corte na cidade

Adeus às palmeiras do Campo das Cebolas


Chegado por e-mail:

«olá, as palmeiras do campo das cebolas estavam a ser tratadas contra o escaravelho.
depois reparei que os tubinhos com o "antibiotico" que estavam agarrados aos troncos desapareceram.
estão praticamente todas mortas.
depois vi o plano de requalificação da coisa e não aparece nenhuma palmeira.
não há coincidências.
daniel»

18/09/2014

Era uma vez um Pinheiro Manso...
















Finalmente foi retirado o cepo & raiz do Pinheiro Manos classificado IIP que caiu em Fevereiro passado no Jardim do campo dos Mártires da Pátria. Após 7 meses... vamos agora ver quantos meses, ou anos teremos de esperar para ver o lago reabilitado e uma nova árvore plantada.

17/09/2014

O Arquivo da nossa cidade está aqui...



...ao fundo desta rua no Bairro da Liberdade em Lisboa. Até quando Dr. António Costa?! Parece que é mais importante gastar 9 milhões de euros em obras num edifício da Rua Augusta para o MUDE. Não discutimos a importância e valor do MUDE mas há que ser mais criterioso nas prioridades de Lisboa.

13/09/2014

Cerveja não faltará. Largo de Santos


Largo de Santos numa manhã antes da noitada. O hábito é este. Nas fotografias aparecem quatro camionetas de cerveja. Havia mais duas no outro lado do jardim. Tudo para que nos bares não faltem os milhares de litros de cervejas que são consumidos em cada noite neste canto classificado de Lisboa. No largo Vitorino Damásio, o cenário era idêntico. Será que a palavra excesso, ainda tem algum significado para a CML que, num espaço já sobrecarregado de bares, abriu num período de dois meses, mais três bares?

Tesouros do baú de Pedro J. #13


Finalizando, por ora, os tesouros do baú de Pedro J., fiquem com as pontes romanas do país, sob a lupa de Ana Vaz Milheiro, de 1999. Não há destas em Lisboa, pois não, mas é um excelente artigo.

ECO-PORCOS: Av. Almirante Reis 3-B


12/09/2014

Lisboa, Capital do Azulejo: R. Passos Manuel 84-A




Furto de azulejos de fachada num imóvel na Freguesia de Arroios em Lisboa, na Rua Passos Manuel, 84-A - Fachada integralmente revestida de azulejos, com muitas lacunas graves ao nível do R/C resultantes de furto nos últimos 4 anos. O imóvel, com projecto de 1906, apresenta fachada de azulejos estampilhados policrómicos, considerados «muito raros em Lisboa» pelos especialistas - este exemplo é destacado na obra Azulejos de Fachada em Lisboa (edição de 1988 do Pelouro da Cultura, CML, págs. 34 e 35). Este imóvel faz parte da Carta Municipal do Património anexa ao PDM. Assim, e face à importância patrimonial destes azulejos, fizemos um apelo em 2012 à CML, e ao PISAL mais recentemente (Agosto 2014), para que se preencham as lacunas com urgência. Até hoje, nada foi feito, nem pelos proprietários do imóvel, nem pela CML.