22/09/2014

Museu Santo António: Não havia necessidade...

...de usar mão tão pesada. Isto talvez não seja muito mais do que um imaturo manifesto de modernidade, extemporâneo. Pelo menos a obra parece ser reversível. E se a intenção, de tão audaz gesto, era esconder as miseráveis caixas de ar-condicionado, o acto parece-nos falhado porque ainda lá estão os caixotes bem visiveis por cima do arco em querena do Arq. Mateus Vicente! Também parecem querer justificar o mega dispositivo publicitário que cobre a fachada e portal com a necessidade de atrair mais visitantes - mas nós somos da opinião que os visitantes vão aos lugares porque os conteudos são de qualidade e não porque nos "gritam" para entrar qual supermercado ou mega store.  

3 comentários:

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Disseram-nos que se podia retirar a grelha. Então que se retire sem mais demora e que se instale no interior dos Paços do Concelho ou que se dê à DGPC como gratidão por permitir todos os desmandos em relação ao património.

Anónimo disse...

Esta classe já enjoa! Com tanta "caixotada" para ocultar em Lisboa (e arredores) vão logo por as "mãozinhas" no filet mignon do centro histórico.

DESAPAREÇAM ABUTRES!

Alexandre Silva disse...

Tenho a intuição de que se está a desmontar o conceito de Património no subconsciente da sociedade, com argumentos de modernidade, para permitir a contínua intervenção em lugares consolidados e com tecnologias e design de pior qualidade. E a concorrência nos lugares consolidados e históricos é permanente, deixando grandes áreas não centrais, menos vistosas, sem graça nem qualidade. Num ambiente de bairro contemporãneo, cuja maioria são feios e tristes, este tipo de intervenção não melhoraria muito e se integraria no ambiente? Intervenções como a do mirador de Sta. Catarina, que destruiu a magia do lugar, enriqueceria muito um largo ou uma praça de Chelas por ejemplo. Mas não são zonas "Estrela"