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25/11/2014

Mercado do Forno do Tijolo poderá albergar novo centro cultural dos Anjos


In O Corvo (25.11.2014)
Texto: Samuel Alemão


«A nave central do mercado deveria ter sido inaugurada como espaço de cowork, em Maio de 2013, de acordo com um protocolo assinado entre a Câmara de Lisboa e a Associação Industrial Portuguesa. Agora, a Junta de Arroios quer aproveitar o espaço para criar um pólo cultural numa freguesia “muito carenciada de equipamentos” do género. Mas o vereador Duarte Cordeiro põe água na fervura e diz que tudo está em aberto.

No coração dos Anjos, o bairro mais na moda de Lisboa, poderá nascer em breve um centro cultural, com salas de ensaio e uma área de apresentação de espectáculos. A nave central do velho Mercado do Forno do Tijolo é o lugar escolhido para tal equipamento, caso a Câmara Municipal de Lisboa (CML) aceite a proposta lançada pela Junta de Freguesia de Arroios. A decisão estará agora nas mãos dos vereadores Duarte Cordeiro, com o pelouro das Estruturas de Proximidade, e Graça Fonseca, da Economia e Inovação.

A hipótese nasceu depois do executivo da junta se ter farto de esperar pela concretização do espaço de cowork que a Associação Industrial Portuguesa (AIP) deveria ter ali inaugurado na Primavera do ano passado, após ter celebrado um protocolo com a CML, a 30 de Março de 2012. “Parecem ter desistido da ideia, não sabemos mais nada”, diz a presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins (PS). Mas o vereador Duarte Cordeiro diz ao Corvo que o protocolo com a AIP ainda está em vigor, pelo que não se quer comprometer com a possibilidade do espaço vazio – resultado da reformulação recente do mercado – vir a ser usado como um pólo cultural. [...]

No último boletim da Junta de Freguesia de Arroios, no qual se anuncia à comunidade o projecto, os autores do mesmo são citados, referindo que “vai ser preservada a estrutura espacial do edifício, sendo mantido o grande átrio central com pé-direito duplo e ventilação e iluminação naturais conferidas pela cobertura em shed”. Questionada pelo Corvo sobre os custos do projecto, a edil diz não ter ainda números exactos, mas garante que o mesmo “não vai custar muito”, pois passa sobretudo por aproveitar o espaço já existente. [...]

Contactado pelo Corvo, o vereador Duarte Cordeiro preferiu adoptar uma atitude cautelosa em relação à eventual concretização do projecto. “Sabemos do interesse da junta em ocupar aquele espaço, tomámos conhecimento do projecto. Mas há um protocolo em vigor com a AIP, pelo que não podemos adiantar muito mais sobre o que vai acontecer”, diz o autarca. Duarte Cordeiro confirmou, porém, o agendamento de reuniões de trabalho com Margarida Martins e com responsáveis da AIP, os quais “têm realizado visitas técnicas ao local”.[...]»

1 comentário:

JOÃO BARRETA disse...

A modernização da cidade nem sempre passa por acabar com aquilo que funciona mal, sem antes saber qual o “projeto” alternativo. Que possa servir de exemplo, antes de eventualmente se ponderar acabar com mais mercados ou transfigurá-los em algo de pouco consistente !!!!!