13/11/2014

Plano de Remate do Palácio Nacional da Ajuda - Intervenção necessária junto do governo!


Chegado por e-mail:


«Exmos. Senhores,

Escrevo-vos este e-mail, com o objectivo de chamar a vossa atenção para um artigo divulgado hoje no jornal Público e que diz respeito às obras de remate do Palácio Nacional da Ajuda.

Neste artigo, o Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, dá a conhecer que "tem intenção” de avançar, de uma vez por todas esperemos, com obras no Palácio Nacional da Ajuda que, como todos nós sabemos, está num estado lastimável já há bastante tempo. Mas temo que seja justamente isso, em que o Ministério da Cultura mostra que vai tratar do assunto, para acalmar os ânimos de quem contesta o estado de abandono de um edifício que é Património Cultural e, passado um tempo o projecto é posto na gaveta, o que já aconteceu 3 vezes.

Este assunto já se arrasta há muito tempo e com o passar dos anos, o projecto de remate apresentado pelo governo denota cada vez mais uma preocupação para com o “tapar” o buraco que até hoje é a fachada nascente do Palácio, em vez de se arranjar uma solução que dignifique o edificado como um todo. […]

Cabe-nos a nós como cidadãos intervir em situações como esta, sendo que peço a vossa ajuda para divulgar esta questão o mais amplamente possível e assim conseguirmos, de uma vez por todas, restaurar um dos ícones de Lisboa com todo o respeito que merece. Em anexo envio-vos imagens de um projecto de remate excelente, com o qual deparei-me há tempos, e que seria, sem dúvida alguma, algo que deveria ser tido em consideração.

O projecto que vos envio é da autoria de Raul Lino, é talvez a melhor proposta que vi até hoje e aquela, que do ponto de vista orçamental seria muito provavelmente, comportável de realizar.

O meu medo e o de muita gente é que coloquem um rectângulo de vidro a tapar a ruína que se vê hoje, ou que não façam nada e que isto se arraste por mais não sei quantos anos.

Deixo aqui o meu apelo como cidadão preocupado e como alguém que quer o melhor para o nosso património.

Agradecendo desde já a vossa atenção,

Melhores Cumprimentos,

Luis Aguiar»

10 comentários:

Frederico disse...

Se a opinião pública não fizer pressão, o mais provável é acabarmos com um disparate arquitectónico que os profissionais da classe vão aplaudir, como um belo exemplos da dicotomia contemporânea vs clássica e bla bla bla. E o resto dos Lisboetas vão odiar.
O palácio deve ficar coerente, se não é possível acabar o projecto original, pelo menos que se construa uma fachada de acordo com o estilo existente no restante edifício.

Anónimo disse...

Bem podem esperar sentados..

O mais provável - e isto se o plano de conclusão da fachada poente for para a frente- é revestirem aquele alçado com um projecto de linhas contemporâneas e estragarem aquilo tudo!

Anónimo disse...

mas estão à espera que o palácio seja reconstruído? 4 milhões de euros dá para umas paredes de pladur nas traseiras ou qualquer coisa parecida com a garagem dos coches.

Anónimo disse...

Com que verba é que o Ministério da Cultura tenciona avançar com esta obra ?

Anónimo disse...

Não vai ser bonito!

Anónimo disse...

com o dinheiro do seguro das joias roubadas

Anónimo disse...

4 milhões para acabar o Palácio Ajuda? pode ser que me engane mas "apenas" 4 milhões para acabar um palácio acho que as coisas não vão acabar bem.

Julio Amorim disse...

Bem....em vez de terem avançado com o "novo museu dos coches", reparavam o que já cá estava a necessitar de obras (continuamos a mudar alcatifas e o telhado a meter água). Sem dúvida que o palácio só deverá ser reconstruído mediante uma projecto que respeite o original em formas e materiais....mas, temo algum arquitecto que goste de fazer o seu chichi na esquina....como ali no Largo de S. Julião.

Anónimo disse...

Boa notícia mesmo, seria a conclusão do projecto original. Estado posta de parte esta possibilidade, espero que os responsáveis governativos e o povo de Lisboa não deixem avançar outro projecto que não o da construção de uma ala com o mesmo estilo arquitectónico do restante já edificado.

Sérgio Barreira.

David Andrade disse...

Tudo leva crer que se vai criar um novo amarrado,aguardados.