Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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13/09/2014

Quem Adivinha?

Sabem a que rua e a que cidade pertencem estes prédios?
Varandas fechadas com janelas ordinárias de alumínio (ou outro), todas diferentes e ao gosto do freguês, compressores de ar-condicionado nas fachadas, janelas diferentes na mesma fachada.
Idem, idem, idem
Posso dar três possibilidades: Bogotá, Mumbay ou Cairo?
Pois é, ficam estes prédios em Lisboa, numa das avenidas mais prestigiantes: Av. João XXI.
Quem já procurou casa por aqui sabe o preço do imobiliário nesta artéria e, como já o fiz antes (aqui), volto a perguntar quais são os critérios para atribuir valor de mercado a bens imóveis.
É que na maioria dos países da Europa Ocidental ou da América do Norte, tudo conta para valorizar ou desvalorizar um imóvel ou zona. No Reino Unido, se um apartamento tem uma vista para um jardim ou, para o mesmo imóvel, tiver vista para um poste de eletricidade já faz o preço subir ou descer significativamente. E quando um vizinho sonhasse fazer o que se faz nesta cidade, onde a mentalidade pequena a rural tem o efeito que se vê nas fotografias, seria alvo de protesto porque estaria a desvalorizar o seu imóvel e os demais na zona.
Como é possível que, passados 40 anos da fundação de um estado de direito, os portugueses não só não ultrapassaram a mentalidade tacanha de só se importar com o que está para dentro da soleira da sua porta, como parece que apuraram o pior dos piores dessa mentalidade?
Continuo a perguntar porque é que esta avenida é mais cara que outras, com as mesmas patologias (gravíssimas)?

PS - Esta avenida e as outras do mesmo nível, até as famosas Liberdade e República, não seriam nunca consideradas nobres em cidades como Viena, Roma, Paris entre outras cidades.

4 comentários:

Paulo disse...

Na 1ª foto do lado direito até estou admirado de haver algumas marquises "uniformes", mas sei que são caso raro. É hábito culparmos a CML por tudo, mas são também os próprios lisboetas que dão cabo da cidade. 90% dos prédios de habitação têm as fachadas adulteradas. E nos logradouros, em vez de plantarem árvores e plantas, constroem barracas e anexos para aumentar a área da casa, que "dá sempre jeito".

Anónimo disse...

Entretanto na Rua do Quelhas:

http://postimg.org/image/lcsgkrti5/

Aqui:
https://www.google.pt/maps/@38.7104262,-9.1579387,3a,75y,215.78h,98.68t/data=!3m4!1e1!3m2!1sm3Z5bYOODUXxi-vLciBMow!2e0

Vítor disse...

E depois as pessoas têm o hábito de ter as marquises todas fechadinhas; estores corridos, não entrando sol nem arejamento. E, se calhar lá dentro, têm as luzes acesas e a conta da EDP ( e os chineses) a lucrar.

Paulo disse...

Sr. Vitor, marquises fechadas e estores corridos para os outros não espreitarem. Não se esqueça que a nossa sociedade é de cusquice e inveja, tipo medieval.