01/09/2010

EMEL aluga bicicletas nos parques a partir de hoje Estacione num parque e pedale até ao emprego

Deixe o carro num parque de estacionamento e siga o seu percurso de bicicleta. Esta é a proposta da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), que lança hoje, por um período experimental de um ano, o serviço B"ina, que consiste no aluguer de bicicletas, disponíveis nalguns parques explorados pela EMEL. Nesta fase, por se tratar ainda de um projecto-piloto, o aluguer de bicicletas poderá ser feito apenas por portadores de avenças mensais de estacionamento, a quem será emprestado um capacete e um colete reflector. Nos dias úteis o serviço está disponível entre as 9h00 e as 19h00 e tem um custo de dois euros para meio dia e 3,5 euros para o dia inteiro. Aos fins-de-semana a proposta é que levante a bicicleta na sexta-feira e a devolva segunda-feira de manhã, pagando para tal oito euros. A empresa diz que quer "contribuir activamente para dinamizar soluções de mobilidade mais sustentáveis", oferecendo, por agora, apenas 12 bicicletas. Um número que, segundo admite Sérgio Azevedo, responsável pelos novos produtos, poderá crescer caso a procura o justifique. Os veículos de duas rodas, com um peso aproximado de dez quilos e a vantagem de serem dobráveis, podem ser requisitados nos parques de estacionamento da EMEL de Corpo Santo, Calçada do Combro, Sete Rios, Portas do Sol e Parque Mayer. Estas infra-estruturas foram escolhidas, como explica Sérgio Azevedo, pela sua proximidade em relação à zona ribeirinha (uma das mais "propícias" em Lisboa à utilização de bicicletas) e de pistas cicláveis. Segundo Sérgio Azevedo, o único custo que a EMEL terá com esta iniciativa será com a sua divulgação, já que os veículos vão ser cedidos pela empresa de engenharia e manutenção electromecânica Engelma. A ideia é que o serviço B"ina seja utilizado tanto para deslocações para o local de trabalho, onde as bicicletas podem ser facilmente arrumadas por serem dobráveis, como para viagens de lazer.
Inês Boaventura-Público

13 comentários:

Anónimo disse...

Isso no parque da Calçada do Combro está-se mesmo a ver que vai ser um êxito, e dos grandes.

O pessoal monta-se na coisa e desata a pedalar por ali acima e por ali abaixo, numas ruas com um piso e um declive optimos para se andar de bicicleta.

Nuno disse...

Há é um declive mas é no cérebro de quem tem a mania que em Lisboa só se pode andar de carro...
Desejos de cura para a auto-esclerose.

Anónimo disse...

Todos os dias vejo idiotas como o Nuno a subir e a descer de bicicleta a Calçada do Combro.

Mas antes tenho de tomar uns alucinogéneos.

Anónimo disse...

numa altura em que a CML fala em bicicletas partilhadas aparece a EMEL a fazer concorrência À CML e com um custo tao alto?
santa inteligência...

MO disse...

O que eu já me ri com o que li. Quer dizer, o pessoal paga para estacionar o carro e paga para levar a bicicleta e chegar todo transpirado/molhado ao emprego.
Mas que grande ladroagem e estupidez.

Anda, a meu ver, muita gente aqui que é de oito ou oitenta: são os malucos dos carros, que não dão um passo sem eles e os taradinhos da bicicleta, que agora se tornou moda, só porque no estrangeiro são bastante usadas e não reparam que na sua maioria as cidades são planas. Irra!

Xico205 disse...

No telejornal ao noticiarem isto dão um caso concreto:
Um homem que mora em Linda a Velha e trabalha nas Laranjeiras. Até agora ia de transportes publicos, a partir de agora passa a ir de carro até Sete Rios e de bicicleta para as Laranjeiras!!! Está visto que a emel sabe rechear os cofres à custa dalguns pacóvios que aderem à moda só porque é moda!!!
Qual mobilidade sustentavel qual quê...

Nuno disse...

Mas alguém disse que era só para usar a bicicleta? Ao contrário dos auto-esclerosados que por aqui andam eu conjugo a bicicleta com outros meios de transporte igualmente eficientes, inteligentes e que não provocam danos aos outros - os TP... O carro só o uso em última alternativa, ou seja quase nunca...
Ao anónimo que vê ciclistas a subir a Calçada do Combro pergunto que dano é que eles lhe provocam? Poluição? Perigo de atropelamentos? Ruído? Então temos aqui um auto-esclerosado armado em ditador dado que quer proibir cidadãos com uma capacidade física e suponho intelectual superior à sua de livremente escolherem subir a calçada do combro como bem entenderem, sem terem que perturbar ninguém...Desejos de cura para a auto-esclerose e de acesso a um nível de educação superior ao demonstrado.

Xico205 disse...

nuno, os transportes publicos não poluem?!!!... sabes lá o que é que dizes. Já vi autocarros da Carris com um consumo de cem litros de gasóleo aos 100 quilometros. O fabrico de electricidade não polui? Então o que é aquela fumarada que sai da fábrica de electrecidade do Carregado? e do Pego? e das Praias do Sado?

Sabes lá o que dizes!

Nuno disse...

Xico, os TP são cada vez mais eficientes em termos de consumo, poluição e espaço ocupado, principalmente quando viajam perto da sua lotação. É impossível comportar uma lógica de centenas de milhares de pessoas a se deslocarem sozinhas cada uma no seu carro - mesmo que os carros não poluíssem nem consumissem energia ocupariam certamente espaço e gerariam acidentes.

Anónimo disse...

Há, apotso, idiota que não sabe onde é a Calçada do Combro, nem como chegar lá ou de lá saír.

Quando vai ao Bairro Alto é em grupo, a altas horas, tanto que já nem sabe como lá chegou, e muito menos como de lá sai, com uns shots e umas snifadas na lombeira.

Xico205 disse...

Nuno disse...
Xico, os TP são cada vez mais eficientes em termos de consumo, poluição e espaço ocupado, principalmente quando viajam perto da sua lotação. É impossível comportar uma lógica de centenas de milhares de pessoas a se deslocarem sozinhas cada uma no seu carro - mesmo que os carros não poluíssem nem consumissem energia ocupariam certamente espaço e gerariam acidentes.

4:04 PM


Conforme tambem há acidentes com transportes publicos.
Quanto ao poluirem cada vez menos, é enquanto são novos e têm uma manutenção eficiente e não vêm com defeitos de fábrica como cada vez mais acontece.
Já vi autocarros gastarem cerca de 40 litros em novos aos cem quilometros e passado 4 anos estarem a gastar o dobro e andarem a queimar óleo que não era suposto entrar para a camera de combustão..

Na altura das campanhas do dia sem carros foram medir a poluição da Av. da Liberdade e constataram que só os taxis e autocarros são suficientes para ultrapassar o limite máximo de particulas nocivas à saude.

Quanto ao uso de automóvel como muitas vezes já foi dito, é uma necessidade para muita gente não sendo possivel de ser subtituido.

Nuno disse...

"Quanto ao uso de automóvel como muitas vezes já foi dito, é uma necessidade para muita gente não sendo possivel de ser subtituido."
É tão vital que há auto-esclerosados que até preferem atestar o depósito a comer um bom bife!!

Xico205 disse...

A vida profissional tem que ter prioridade em relação à vida pessoal, e muitas vezes a situação familiar obriga as pessoas a fazer escolhas que comprometem um pouco a qualidadede vida, mas que se há de fazer? A vida é assim.


Muita gente por pagar tratamentos médicos fica sem dinheiro para comer um bife.
Muita gente tem doenças em que não pode comer bife.
Muita gente para ter dinheiro para a gasolina para ir visitar a mãe ao lar e pagar o lar na periferia (dentro dos que têm um minimo de condições são dos mais baratos), tem que prescindir de comer bifes.

A vida é assim que se há de fazer.


Mas já vi que o Nuno é alheio a todos os problemas familiares e de saude que tenha e quer é bifes. Pode ser que o seu funeral esteja proximo quem sabe, ou que um dia seja atirado para um lar por muitos anos desterrado de tudo à espera que a morte chegue, e que a sua familia troque a sua visita por ir comer bifes. Costuma-se dizer que quem sai aos seus dão dejenera, e pode ser que os mais proximos de si tenham o mesmo conceito de qualidade de vida que você parece ter.