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Mais um dos "grandes" da Avenida. Emtre loja de artesanato, satnd de automóveis, montra-propaganda de lojas mais acima, já foi de tudo um pouco. Há uma placa com um anúncio em que se vê que ficará como "novo". É de sorte incerta. O tratamento que se lhe reserva, à luz de todos os outros, não se adivinha famoso. 19/01/2013 |
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Palacete Conceição Silva. Está fechado há anos. Houve já uma espécie de portas abertas em que se podiam admirar os interiores e o jardim. Não há em Lisboa, muitos exemplos de casas neo-mourisca. Faça-se tudo para que este continue a surpreender pela positiva quem passeia na Avenida. |
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Um dos melhores prédios da Avenida. Felizmente, bem preservado. Numa cidade em que não são frequentes, é bom ter casos como este para comprovar que a arquitectura desta época não só é essencial à memória e beleza da cidade, como até pode ser rentável, indo assim ao encontro de tantos promotores e autarcas preocupados com o "retorno do investimentos". |
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Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada. |
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A insistência neste tipo de solições é prova da originalidade de arquitectos e de mais passarada que julga, assim, contribuir para a evolução e recuperação da cidade. Prédio "Vuitton". Também há muitos turistas "Vuitton"que o fotografam. |
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Teatro Tivoli. O BBVA; parece que agora também faz parte. Garantiram-me que o interior, palco, boca de cena, sala, estão recuperados. Agora serão as portas e, por fim, a fachada que bem precisa. Parece, então, que a parceira está a funcionar. |
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Não estamos em nenhum obscuro canto de Lisboa. Casa que ruíu na R. do Salitre a dar para a Avenida. Não se vislumbra nenhum anúncio de demoliçao, nenhum aviso de obras, nada. Só os escombros, a sublinhar que em Lisboa as zonas especiais de intervenção, os núcleos de salvaguarda do património, qualquer tipo de classificação, não são mais do que artefactos com que se entretêm burocratas e técnicos. |
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A mesma casa vista da Avenida. |
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Outro diálogo edificante. Este é o prédio do Hotel Fonte Cruz, ao que parece, uma cadeia espanhola de elevado gosto e com um apurado sentido estético. Já se escreveram artigos nas revistas da especialidade, tecendo rasgados elogios à "sublime capaciadde integradora entre tradição e modernidade, bem patente em todo o hotel". Fica-nos a dúvida quanto ao arrojo inovador da coisa. A janelinha debruada a néon é todo um programa, só tem uma palavra que surge dividida pimeiro aparece "Hot" e depois "el", uma suma singularidade. |
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A fachada deste gaveto é como se fosse um jogo para ver se se ainda encontra algum espaço livre para nela colocar mais um ar-condicionado, um letreiro, um reclame. Entre uma cidade ultra-organizada em que nada se pode fazer e o reino do faz-tudo lisboeta, haverá um meio termo que seria importante descobrir e promover. |
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A cor de chumbo não é só do fosco do dia. é da poulição acumulada em décadas de desleixo e indiferença. Grande parte dos andares estão fechados. Nota-se um progressivo abandono. Será mais um a ser "retocado" à lisboeta? |
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O velho Palladium a precisar de uma mão amiga. Está ao lado de um Monumento Nacional, elevador da Glória, infinitas bezes vandalizado e ultrajado. O seu vizinho do lado direito é outros daqueles que só com uma implosão é que o desastre se resolveria. Com vizinhança desta, o palladium até parece estar bem, mas não está. Os interiores são notáveis, bem como as escadas. Pode e deve ser salvo. |
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Prédio "Guérin". Aqui houve uma galeria comercial. Está agora devoluto. Nenhuma informação que se veja, para que saibamos o que lhe irá acontecer. Está assim há vários anos. Nos primeiros três anos, a actual vereação não fez nada. Neste segundo mandato será que nos pode dizer o que fará ou autorizará fazer, em relação a este, bem como a tantos outros aqui retratados. |
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Esta janela exemplar, é do Palácio Foz, magnífico prédio aristocrata de Lisboa. Precisa de obras urgentes de manutenção na fachada e estatuária. Os anos passam e os custos aumentam. quanto mais tarde, mais caro. Numa altura em que os poderes públicos privilegiam mais as contas do que a cultura, pergunta-se: se não a segunda, então o que é que nos une, enquanto "cidade"? |
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Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz.
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Estas séries sobre as avenidas incidiram, sobretudo no estado lastimável da maior parte do património edificado dos finais dos séculos XIX e princípios do XX. Percorreram-se quatro das grandes avenidas de Lisboa, República, Duque de Loulé, Fontes e Liberdade. Outras poderiam ter constado, mas para o objectvo de chamar a atenção de quem visita este blogue e de quem gere a coisa pública, para que se sentisse interpelado a agir, classificando, revendo programas, dando a conhecer, valorizando o que existe, estas quatro são emblemáticas. Há, felizmente, exemplos de salvaguarda e protecção desse património. Reconhece-se o esforço na sua preservação de todos os particualres, empresas e até mesmo da CML, nas raras vezes em que actua bem. Contudo, muito mais há a fazer sob pena de Lisboa se transformar numa cidade muito mais incaracterísitca, fria e banal. O que, com toda a certeza, ninguém quer.
4 comentários:
É esta a cidade que recentemente tem recebido vários prémios de tudo e mais alguma coisa?
E que olhando para esta imagens não parece...
É sim sr. anónimo.
E esta é a principal avenida.
Imagine o que se passa e o que se pode ver nas restantes....
História verdadeira: A RTP Internacional produziu uma série sobre Palácios De Portugal há cerca de dois anos. Foram filmados, Queluz, Ajuda, Valle Flor, Centeno, Azurara, Açafatas, Correio-Mor e tantos outros. Obviamente, não foram cobradas quaisquer taxas para filmar nesses espaços. Encetaram-se contactos para, naturalmente, incluir o Palácio Foz. Resposta do mesmo - é preciso pagar para filmar cada uma das salas, tal e qual como se estivesse a utilizá-las para um evento. Todos os outros foram exibidos, na sua história e nos seus espaços, de forma exemplar por uma série de países. O Palácio Foz perdeu por ganância.
JJ:
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