18/07/2010

CRUZES ... CREDO !! ... INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL E SENSIBILIDADE PATRIMONIAL ... Sem necessidade de recurso a exorcismos ...




Na magnifica e arquétipa Rua de S. João da Praça, onde a escala e a linguagem Pombalina ainda se mantém antes de se começarem a diluir a caminho e na transição para Alfama, em frente ao muro lateral da Sé e um pouco antes do "pois Café"... encontramos o café 'Cruzes Credo' ...
Sim ... o Miguel (arquitecto que vemos na imagem ) o Gonçalo, o Tiago e a Nana ( japonesa) embora estejam empenhados através da sua capacidade de iniciativa, em demonstrar 'de facto' que acreditam na Baixa e no seu potencial futuro ... não precisam de exorcismos.
Pelo contrário, depois do 'Traveller's Hostel" na Rua Augusta, abriram este café, que à noite veste-se ligeiramente de boémio, com boa musica ambiente 'electro smooth jazz', e animação de qualidade ...humana.
Mas além disso, a intervenção nos interiores é exemplar, e constituiu um verdadeiro restauro sem rupturas minimalistas, mas precisamente com grande cuidado revivalista das tipologias e critério de materiais ...
Não foi por acaso, que escolhi esta imagem da 'guilhotina' para acompanhar o texto ... Antes encontravam-se aqui janelas de alumínio de vidraça única e todo o interior estava alienado e 'assucatado' ...
Portanto aqui está um exemplo de empreendorismo da geração dos 'trinta' ... e de combate ao 'marasmo' e desânimo ... Força ! ... vocês não precisam de 'exorcismos' .... mas faço 'figas' para o vosso projecto de Restaurante 'à la carte' que vão abrir ao lado do café ...
Saudações de António Sérgio Rosa de Carvalho













12 comentários:

Helena disse...

Bem, só posso dizer que está uma maravilha!
Parabéns e força aí!!

Filipe Melo Sousa disse...

já cansa esse chavão

Anónimo disse...

O que cansa?
jovens com empreendorismo, que usam o que já existe e se solidificou na cultura e sociedade e a oferecem como um produto de qualidade a portugueses e estrangeiros?
O facto de não terem precisado de destruir todo um interior de um prédio secular para dar lugar a pseudo-designs de que os centros comerciais estão cheios, e muitas ruas? Cansa-o encontrar jovens cujo objectivo na vida não passa por ter o último carro da série e trazê-lo para a cidade estacionando-o nos passeios e passadeiras, ou comprar uma vivenda nos subúrbios? Cansa ver jovens que preferem a cidade, aberta e democrática em vez de condomínios fechados ou centros comerciais? Pois é, Filipe, cansa! Cansa ver que há quem, da sua idade, não aprende com os erros dos que o precederam. Infelizmente ainda não está sozinho na nossa sociedade, oxalá estivesse!

Xico205 disse...

Este sempre tem uns preços mais decentes.

Espero que o hamburger aquele preço seja no prato com batata e ovo.

Continuo a preferir tabernas com a travessa de caracois e moelas a 4€ e copo de vinho tinto a 20 centimos.

Raul Nobre disse...

Oxalá (shaa Allaah) mantenham esse espírito.
Em relação ao comentarista Filipe Melo Sousa, quero dizer que uma das coisas boas que temos é a liberdade de se poder ser estúpido (como é o seu caso) e a liberdade de ele me poder chamar estúpido a mim. São opiniões.

Anónimo disse...

O que o sr. Sousa quer dizer é que o edifício era muito melhor aproveitado se deitassem tudo abaixo, construíssem uma torre de vidro (assim como aquela no sítio do Estoril-Sol), com 2 lugares de estacionamento para cada habitante, cada um desses lugares com elevador directo para a caminha de cada um (gente chique não se pode cansar a sair do popó) e com preço mínimo de 10.000€ por metro quadrado para afastar a escumalha que acha que a cidade é para todos e que têm direito de circular (e muitos deles em autocarros e eléctricos, valha-nos deus! gente pobre é um horror!) nas mesmas ruas que a fina flor da cidade de Lisboa.

Henrique disse...

É pena não terem feito frente ao instalador do gás que instalou a sua "importantissima" caixa de entrada cortando a cantaria da ombreira da porta.
H. Chaves

Filipe Melo Sousa disse...

Decoração antiquada. Não gosto.

Anónimo disse...

Os interiores são um kitch pr´prio da moda e só revelam ignorância sobre a construção vernácula. NUNCA se deixava à vista a tijoleira da estrutura dos arcos,como muita gente pensa, eram SEMPRE rebocados.
Bem, e junto com aquele colorido das paredes rebocadas, brrr brrr um horror ...

Se querem mostrar uma reutilização que respeita minimamente a zona histórica da Sé-Alfama, mostrem, aí mesmo ao pé, o ONDA JAZZ, por sinal de estrangeiros que GOSTAM de Portugal

M. disse...

Gosto muito ! O chão é muito bonito. Mais pessoas deviam seguir exemplos como este!

Anónimo disse...

muito bom. um reparo ou dois. ontem cheguei as 10.30 e nao havia bolos de pastelaria!? e o facto de ser um espaco fumador (pequeno e com servico de comida) tambem nao me agrada!

Anónimo disse...

o sr. filipe é, definitivamente, um caso de psiquiatria, não pelo ridículo das opiniões, mas pela insistência provocadora
acho que deve ser eliminado do nosso convívio, desde logo par a própria saúde do cavalheiro