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01/12/2014

E pronto, aqui está o que vai ser construído em frente à Maternidade Alfredo da Costa:


Hoje há uma sessão de apresentação, às 18h, A discussão pública decorrerá até 5 Dez., conforme anunciado no site da CML:

«PROCESSO 431/EDI/2014 -PROJETO FPM41

No âmbito do Processo 431/EDI/2014 deu entrada na CML um Pedido de Informação Prévia para a Av. Fontes Pereira de Melo nº 41 – Projeto “FPM41”. No sentido de auscultar a população sobre o projeto, a CML promove um período de participação pública ».

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Verdade seja dita que este projecto é significativamente melhor do que os anteriores disparates Compave, com heliporto, etc. E é verdade que aquele gaveto há muito que está condenado, aliás, foi sendo subtil e cirurgicamente despojado de tudo quanto tinha, paulatinamente, vereação após vereação, com complacência de várias delas, aliás, desde há coisa de 20 anos. O último resistente (o do prédio de azulejos castanhos) já tinha despejado, houve fogos espontâneos nos edifícios do lado da FPMelo, desmantelamento de cantarias, ferragens, telhas, etc. Neste momento, trata-se de um foco "infecto-contagioso". Verdade seja dita, ainda, que em relação a construção em altura naquele local, já não choca. Por último, Verdade seja dita que o aqui interessa neste momento é garantir que a Casa-Museu Anastácio Gonçalves (CMAG) não seja afectada minimamente na sua estrutura, pois é o último reduto de uma outra Lisboa que ainda se encontra por este praça, excepção feita à MAC, claro. Isso, parece-me estar garantido, mas as imagens virtuais são isso mesmo, virtuais. Mais, a CMAG, parece ganhar um espaço verde e algum desafogo em seu redor, o que é bom. Podia ser melhor? Sim. Podia ser pior? Ai podia, podia...

14 comentários:

Anónimo disse...

Gosto, até podia ter mais dois ou 3 pisos. É um pouco atarracado. De resto parece-me bastante bom, e o espaço publico é muito necessário.

Anónimo disse...

Assim se vê a forma primária como se debate a arquitectura em Portugal (e neste caso mesmo, o urbanismo): forma bonita, forma feia, podia ser pior, está bem enquadrado, mal enquadrado, blá, blá, blá. Antes de mais...para quê "isto"? que usos? que densidade? quantos utilizadores? que impactos no trânsito? que empresas se prevêem instalar ali (veja-se o caso das Natura Towers em Telheiras que eram tão boas tão boas, que uma delas está completamente vazia)? com que legitimidade o promotor consegue estas mais-valia edificatória? Com que legitimidade rebenta com um jardim que já lá existia para fazer um terreiro frio e impermeabilizado? Como estas, poderia continuar a fazer milhares de perguntas. Deixemos de ser superficiais e perguntemos o essencial: Lisboa precisa de mais um mono para quê?

Paulo Ferrero disse...

Talvez para fazer companhia aos outros monos que ali há e que já rebentaram com o que lá havia? jardim, qual? o que está sobre o parque estacionamento? Estudos, quais? Mundo virtual, este :-)

Anónimo disse...

Bem, o trânsito por ali já é tão fluido que mais umas boas centenas de viaturas a circular diariamente não farão a menor diferença.

Anónimo disse...

isto melhor que a compave?

A compave era provavelmente dos melhores projetos que a lisboa teria se fosse construida.
uma lufada de ar fresco na arquitetura pobre que se fazs hoje em dia.
infelizmente comp sempre, o que e bom fica na gaveta por "ser muito alto" (quando na verdade era pouco maior do que o que ja existe la ao lado...)

este projeto nao e mau, mas compara-lo com a compave...

Paulo disse...

Falam muito de impactos no trânsito, mas esquecem que um prédio horizontal com 8 pisos acaba por ter tanto impacto quanto uma torre de 16 pisos com uma reduzida área de implantação. Foi assim que encheram Lisboa de coisas maçudas e pesadonas, como a Caixa Geral de Depósitos. Seria bem melhor 1 ou 2 torres no local e espaços verdes à volta do que aquela massa horizontal.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Pelos menos decida-se o futuro do abarracamento em que se trasnformou todo aquele gaveto. Preferiria a Torre Compave. Mas depois da construção deste, invista-se em todo o patrimºonio de transição que ainda existe nas Avenidas Novas.

Já agora é de quem o projecto?

Anónimo disse...

Belíssimas perguntas caro anónimo das 15:58.
No entanto: Acho desonesto estar a comparar o projecto em Telheiras com o respectivo projecto que vai ser edificado numa artéria como a FPM.. Assim como chamar ao que lá está de "jardim" - comparando-o com o "malfadado terreiro arborizado" que irá ocupar metade do logradouro..
Ainda por cima a outra metade irá ser transformada num autêntico bosque!

Anónimo disse...

Aqui Sr.Miguel:

http://barbaslopes.com/np4/home

Sou eu o único a achar que parece o World Trade Center forrado a dourado?

Enfim..

Veremos.

Anónimo disse...

O edificio compave era bem mais interessante e enquadrava melhor o Sheraton. Assim fica um bloco muito monotono.
Ao contrário daquilo que muitas pessoas pensam, a cidade não perde por ter alguns edificos altos em determinadas zonas, como nas amoreiras, campolide ou picoas, fossem eles de qualidade. No Oriente é mesmo incompreensivel como não se fazem.
Acabamos por dar cabo do patrimonio e deixar construir coisas que nunca agradam a ninguém

Anónimo disse...

Achi muito engraçado falar-se em mais automóveis no centro da cidade quando é justamente a densificação das zonas urbanas que promove a utilização do transporte publico. É por termos enchidos as periferias de patos-bravos, dispersão urbana e mau urbanismo que temos uma Lisboa cheia de automóveis privados, não a densificação do centro.

Anónimo disse...

Além da praça parece que também vão arborizar toda a FPM. Se este projecto for chumbado aguardam-nos mais 40 anos de podridão.

Anónimo disse...

Como é que um prediozito, considerado pequeno em qualquer cidade da Europa, consegue fazer 1ª página no jornal Público? Não há duvidas que iremos ser sempre atrasados.

Anónimo disse...

Estocolmo, 2 torres com 100m aprovadas:

http://www.archdaily.com/390972/oma-wins-skyscraper-competition-in-stockholm/

A de picoas "só" tem 30 metros menos.