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09/02/2015

A bosta em Lisboa

Lisboa está cada vez mais na moda e são cada vez mais os turistas que nos visitam e tecem os maiores elogios à nossa cidade. E também na mais variada imprensa internacional, são feitos os maiores elogios e recomendações para visitar Lisboa.

Mas há um ponto que divide claramente as opiniões: a limpeza da cidade em particular os cocós espalhados pelos passeios.

Se é bem verdade que não somos uma Suíça, onde as regras e obrigações para quem quer ter um animal de companhia, são bastante mais rigorosas do que as nossas e onde todos cumprem, também não deixa de ser verdade que há países onde o problema da limpeza das cidades é bem pior do que o da nossa Lisboa. E não falo apenas de países do dito 3º mundo. Para falarmos apenas da Europa, já vi cidades bem mais sujas que Lisboa.

Mas também é verdade que a problemática dos cocós dos cãezinhos é uma praga, que em nada abona em favor da nossa cidade e que por onde já andei não vi, como em Lisboa.






Se bem que um pouco exagerada em alguns aspectos, esta crónica de Lucy Pepper, que pode ser lida na integra aqui, faz um retrato real do que se passa em Lisboa (e também em muitos outros locais do país), e retrata situações que todos nós já presenciámos ou até infelizmente já pisámos.

Felizmente é habitual vermos cada vez mais pessoas a apanhar e colocar no lixo o cocó do seu cão. Mas a verdade é que existe a sensação de que este é um problema que, se não está a aumentar, está pelo menos na mesma, por mais campanhas que sejam feitas. E se no centro da cidade e nas zonas mais turísticas, este problema não é tão visível (provavelmente porque menos habitadas), quando vamos para zonas predominantemente residenciais, como Campolide, Campo de Ourique, Benfica, entre muitas outras, então a praga espreita a cada esquina e ninguém está a salvo de ser a próxima vítima.

Por um lado é realmente importante reforçar a sensibilização, logo nos primeiros anos de escola, por outro é importante identificar os prevaricadores e, porque não, revelando a sua identificação publicamente ou apelando à denuncia por parte de vizinhos dos donos de cães que não apanhem os respectivos cocós, e aumentar substancialmente as penalizações.

Se até aqui esta era uma responsabilidade exclusiva da Câmara, que nunca conseguiu ser eficaz na resolução do problema, agora que a limpeza urbana compete na maior parte da cidade às Juntas de Freguesia que, estando mais próximas dos moradores, têm a obrigação de melhor identificar os donos dos animais e por consequência agir com maior eficácia no combate a esta praga, contribuindo dessa forma para uma cidade mais limpa.

3 comentários:

Julio Amorim disse...

O problema tem piorado - pelo menos, em Benfica. Nas idas décadas de 50-60 Lisboa tinhas muitos cães sem dono que andavam livres pela cidade. Só que, estes não tinham preferência de passeios para fazer o que necessitavam. Hoje é tudo cãozinho com dono e, os culpados, estão do outro lado da trela. Enquanto esta gentinha não levar umas multas a valer....

Anónimo disse...

Multas a valer... ora a aí está a solução!

Anónimo disse...

Isso não é só em Lisboa. Isso encontra-se, e é cada vez pior em todas as cidades portuguesas.

Moro perto da Praia Grande em Sintra e não se pode passear no paredão sem se estar a olhar para o chão.

A culpa é dos donos dos cães que vêem a coisa a acontecer e fingem não ver, e não há ninguém que lhes diga nada. Quanto à polícia, esta só se ocupa com as multas e abstrai-se destas situações.