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17/02/2015

Quando as protecções de obras servem mais do que para afixar publicidade


A Fachada das Cerimónias coberta por um telão que imita a real. Palácio Nacional de Queluz, nem um texto publicitário, a menção a uma marca, um delírio de servilismo publcitário tão típico das intervenções em Lisboa, Se até a meia dúzia de quilómetros as coisas podem ter nível, por que razão na capital a promiscuidade entre "patrocinadores", "recuperação" do património e todas as outras intervenções que se fazem a soldo das mais variadas empresas,  contrapartidas e concessões, é tão evidente e de tão descarado mau-gosto? Parabéns à Parques de Sintra-Monte da Lua que soube garantir a necessidade de uma intervenção, respeitando a dignidade do local. Que em Lisboa se possa, um dia, fazer o mesmo.

7 comentários:

Anónimo disse...

Fosse por todo o lado assim e Lisboa e outras cidades eram lindas de se ver. Desta forma uma pessoa comum que não conheça um dado edifício tem sempre a noção de como ele é na realidade.

Miguel

Anónimo disse...

Não há publicidade ali porque a dita fachada não está ao lado de um semáforo ou num local onde passem milhares de pessoas por dia. Só e apenas.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

Reagindo ao anónimo das 11.27

Esteja ou não esteja ao lado de semáforos, passeios ou locais frequentados, a verdade é que o mérito ninguém pode tirar.

O mérito de recuperar património sem o endeusamento constante das empresas. Outras práticas mostram que quanto menos espaço a empresa queira para a sua publciidade, melhor para o ambiente urbano.

Aliás, há normas que regem a afixação de publicdade em edíficios ou património histórico, as quais, cá pelo burgo, ou nunca foram lidas, ou foram-no e logo esquecidas.

Chiado, Rossio, Restauradores, Cais do Sodré, são alguns dos locais onde os telões publicitários ocupam fachadas inteiras, sendo para quem a mais-valia? assim criada Para a cidade decerto que não.

Anónimo disse...

Já foi repetido aqui até à náusea que a publicidade nos tapumes ajuda a pagar as obras por baixo. Mas o senhor não parece ter percebido ainda.

JHSP disse...

Infelizmente, tudo o que a empresa Monte da Lua faz fica sempre com uma sombra que não pode ser esquecida: os preços exorbitantes que cobra aos visitantes. Fico feliz que o palácio de Queluz recupere a dignidade merecida. Infelizmente, será uma dignidade visível/ visitável apenas para alguns portugueses com ordenado bem acima da média nacional e os turistas que nos visitam. Suponho, que mesmo alguns destes últimos também optem por não visitar o palácio pois mesmo os preços praticados também não serão compatíveis com os seus orçamentos.
Assim, o património dos portugueses acaba por não lhes "pertencer" pois apenas o poderão ver em fotografia ou esperar por alguma iniciativa misericordiosa que lhes permita visitar os palácios do estado gratuitamente, uma vez por ano. Os governantes e os funcionários dos ditos palácios, estes, parecem completamente felizes: a Monte da Lua dá lucro, e este mal necessário que eram estes palácios passou a ser uma
mais valia... De facto os únicos que perderam foram os portugueses que agora os não podem visitar!

Anónimo disse...

7:57 dou-lhe completa razão. É um assalto autentico, mesmo para os seus munícipes que pagam um pouco menos para os visitar.

Miguel de Sepúlveda Velloso disse...

reagindo ao anónimo das 5.01,

Já foi repetido aqui, e um pouco por toda a parte, que se pode fazer mais e melhor sem tornar a cidade refém das empresas e das suas publcidades.

Acredita, o sr. anónimo, que se a CML estipulasse um caderno de encargos, vulgo critérios, com base no qual as empresas poderiam publicitar, que as mesmas deixariam de o fazer?

O mal é acharmos que aqulio que acontece aqui em Lisboa, tb acontece noutros lados e por isso de nada vale optarmos por outros métodos. nada de mais errado.

Afinal quem não percebeiu a diferença entre uma publicidade selvagem que tudo cobre e uma respeitadora do património que esconde é o sr. anónimo. Diga o que disser, pode-se fazer de froma diferente e melhor. Basta mais exigência por parte da CML, mas é claro que o termo exigência causa alergias e outras maleitas.