AVISO

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13/02/2013

«O murchar das palmeiras»

In Publico Online (6/2/2013)
Por Helena Freitas

«Controlar e assegurar a sanidade dos materiais de propagação e monitorizar e erradicar as doenças não é possível sem recursos técnicos adequados.

Recordo estas duas situações de calamidade associadas à mortalidade de espécies vegetais, sendo uma espécie de interesse ornamental e uma espécie florestal com forte impacto económico, mas podia citar muitas outras, em particular as doenças que nunca deixam de ameaçar sectores vitais da nossa economia, como a fruticultura nacional ou mesmo o importante sector do vinho.

Ao fazê-lo, tenho dois propósitos: por um lado, manifestar a preocupação que tenho com a perda de recursos e competências do Estado para monitorizar e resolver situações fitossanitárias que são cada vez mais complexas, entre outras coisas, porque as causas também o são, e, por outro, chamar a atenção para a necessidade de pensar os ecossistemas e as espécies seleccionadas em meio urbano, não apenas pela sua expressão estética ou por conveniência de momento, mas também na perspectiva de se evitarem espécies mais susceptíveis às pragas, o que acontecerá mais facilmente quando a escolha se sustenta numa importação pouco cuidadosa de espécies exóticas, tantas vezes desadequadas aos espaços que as acolhem.»

Chegado pela mão da Liga dos Amigos do Jardim Botânico

3 comentários:

Anónimo disse...

O uso de espécies exóticas bem adaptadas ao nosso clima, como a palmeiras-das-canárias, fez-se exactamente pela sua baixa susceptibilidade a pragas, resistência à seca, à poluição, etc. Era esse o caso até se ter inadvertidamente "importado" também um escaravelho que parasita naturalmente outro tipo de palmeiras na polinésia. As espécies autóctones têm mais "inimigos naturais" cá e apenas algumas conseguem vegetar sob as condições muito restritivas e severas dos meios urbanos. Pensar que podemos seleccionar espécies ornamentais tendo como critério primordial uma hipotética susceptibilidade a pragas (que em muitos casos nem se conhecem) é utópico, tal como o é, pensar que as espécies autóctones são "mais imunes" (veja-se o caso da grafiose e galerucella no ulmeiro, ou do cancro cortical dos ciprestes). É também lógico que as espécies que são frequentemente parasitadas e são vulgarmente atacadas por pragas passam a ser preteridas na escolha em relação às outras, nem que seja pelos elevadíssimos custos (finaceiros e ambientais) que os seus tratamentos implicam, agora é muito difícil preparar-nos para problemas com causas desconhecidas. O melhor é ter, na arborização, uma biodiversiodade elevada, para evitar "perdas totais" no futuro.

Anónimo disse...

As palmeiras da Cidade de Lisboa vêm aos poucos a serem destruídas, como será possível que a CML não tenha protegido as palmairas centenárias. A CML foi avisada, a prga começou no Algarve, atingiu Setubal, e neste momentos devido à incuria desta gestão autarquica ficamos mais pobres. A CML com a responsabilidade de proteger e manter o património tem vindo a promover a sua destruíção. Quer em termos de património construido como de jardins historicos, tudo serve para promover os pequenos egos dos vereadores de Antonio Costa, Salgado promovendo arquitectura desestruturada e no urbanismo, Nunes da Silva com as suas experiencias de trafego, Sá Fernandes com a plhaçada das pistas de bicicleta,hortas urbanas e corredores mais ou menos verdes, Roseta nas suas fantasias sociais, um verdadeiro desastre. Lisboa está mais pobre, mais suja, mais entrega a meia dúzia de oportunistas.

Anónimo disse...

Lisboa deveria ter tomado como prioridade máxima. Incúria desta gestão autarquica é imperdoável os Lisboetas não podem esquecer as prioridades desta gestão da CML.
Um prejuízo irreparavel.


No jornal Publico de 27-12-2011

Em 2007, ano em que a praga foi detectada pela primeira vez em Portugal, a União Europeia considerou obrigatória a luta contra a mesma, estabelecendo medidas de emergência. Por essa altura já Espanha, Itália e outros países mediterrânicos se debatiam há vários anos com o escaravelho (Rhynchophorus ferrugineus), que é oriundo da Indonésia mas se expandiu a partir da importação de palmeiras do Egipto para a Europa.


VER ARTIGO do PUBLICO


http://www.publico.pt/ciencia/noticia/escaravelho-vermelho-esta-a-matar-palmeiras-de-lisboa-1526606