Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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18/07/2013

Comunicado pelo fecho anunciado da Livraria Sá da Costa (Chiado)



É com profundo pesar que constatamos o anúncio do encerramento definitivo da Livraria Sá da Costa, na Rua Garrett, uma das últimas livrarias históricas de Lisboa, pese embora tal facto fosse previsível desde há já algum tempo, fosse pela escassez de livros à venda, fosse pela fraca visibilidade em termos de edição e reedição dos seus clássicos de antanho.

Mais uma vez se constata, também, a total inoperância da política de urbanismo comercial por parte da CML, ao não prevenir as situações nem tão pouco demonstrar interesse em as remediar, seja no centro cultural da cidade que é o Chiado, seja em qualquer outro caso em que se estejamos perante comércio de carácter e tradição.

Esperamos que ao contrário do que aconteceu recentemente na Livraria Portugal (Rua do Carmo), em que os interiores do 1º andar foram completamente adulterados perdendo-se a totalidade da sua decoração; e na Livraria Diário de Notícias (Rossio), em que os letreiros de Cristino da Silva foram selvaticamente retirados da fachada; desta vez a CML pugne pela preservação, ao menos, das montras e do lettering das fachadas bem como dos candeeiros do tecto da primeira sala (fotos em anexo, retiradas da Net).


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

6 comentários:

Sousa disse...

Deviam fazer mas era um parque de estacionamento no local.

Filipe Melo Sousa disse...

Mais uma livraria do Chiado que só conseguia ser lucrativa pagando rendas de 20€. Não tenho pena nenhuma, que vá e não volte mais.

Anónimo disse...

Há gente imnbecilóide mesmo e que até se orgulha disso.

Anónimo disse...

Voltar não volta de certeza... O modelo de negócio estava totalmente desatualizado. Se tivesse uma renda de mercado já tinha fechado há 20 anos e agora em vez de um espaço onde entrava 1 cliente por dia estava uma loja que dinamizava a zona e que 20 clientes se deslocavam a essa loja de porposito.
No entanto concordo que se deviam manter os interiores, mas acabar já com todo o comercio parasita.

Tomás

Anónimo disse...

De porposito não iriam, certamente.

JJ disse...

Triste que a única resposta a algo anunciado seja o fecho e o pesar. Que esperavam os comerciantes que sabiam há anos que pagavam rendas totalmente inadequadas à realidade? Um milagre? Quando os edifícios se degradam, é um senhorio que vai pagar as obras dos 20€ por mês que recebe? Inércia e imobilismo casmurro é o pão nosso do pequeno comércio obsoleto, que não inova e culpa os clientes de já não entrarem. Resultado - comércio morto.