Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
29/09/2013
26/09/2013
Recordar é viver
O Correeiro Victorino Sousa, o último dos correeiros da Rua dos Correeiros, foi vítima da ausência de política CML de urbanismo comercial, ponto. Uma pena, sobretudo porque a loja era rentável e ex-libris da rua e porque o projecto de hotel que lá está era perfeitamente compatível com a manutenção da totalidade da loja, até porque lhe dava um certo 'cachet', de que está manifestamente a precisar. Ainda por cima, a CML perdeu uma oportunidade de classificar a loja ... parece que acordou com a Sá da Costa, apressando-se a classificar o espaço, apesar do negócio estar por demais falido. Não há rumo neste capítulo da governação
(Foto: blog dias que voam)
25/09/2013
Grelha comparativa dos programas autárquicos para Lisboa
PASSEIOS DE LISBOA: Calçada do Carmo
Recordar é viver
Foto: Carlos Fontes
24/09/2013
BAIXA: Dispositivos de Publicidade sem licença
Lisboa Cidade Sem Lei
«Lisboa tornou-se nos últimos anos uma cidade sem lei a partir da noite.
O actual executivo camarário promove uma cultura de desrespeito pelos moradores o que torna a vida destes num inferno. Esquece os mais elementares direitos dos cidadãos, consagrados na Constituição da República Portuguesa, que pelos vistos só invocam quando lhes interessa defenderem os seus próprios interesses.
Os direitos ao sossego, ao repouso, à qualidade de vida, à segurança ao respeito pelas pessoas e bens são violentados sistematicamente por opção política do executivo camarário.
Apesar dos alertas sucessivos, petições, abaixo assinados, queixas ao Provedor de Justiça e reuniões com responsáveis autárquicos, este executivo camarário não se compadece e mantém-se inamovível na sua estratégia, activamente promovida nos mercados turísticos internacionais, de colocar Lisboa, e sobretudo os Bairros Históricos, no mapa dos destinos da noite, isto em total detrimento dos seus moradores, fomentando o consumo desregrado de álcool, os comportamentos aberrantes na via pública, a destruição sistemática da propriedade pública e privada dificultando a regeneração dos bairros históricos da cidade que continuam a definhar e a apodrecer.
Grande parte dos estabelecimentos não estão licenciados, não têm as mínimas condições para albergarem milhares de visitantes, as casas de banho são a via pública e as portas das casas, o lixo é deixado por todo o lado acordando os habitantes de manhã numa poça de urina e excrementos fétidos e no meio de uma lixeira depois de uma noite sem dormir por causa do barulho ensurdecedor de multidões que se deslocam de zona em zona em busca de mais álcool e mais divertimento como se estivessem permanentemente num festival de música ao ar livre.
No que toca ao estacionamento, os moradores e comerciantes pagam à EMEL para terem direito a estacionar na zona onde vivem, mas se por acaso regressam mais tarde a casa não o conseguem fazer porque todas as zonas de estacionamento estão ocupadas, mais as passadeiras, as esquinas, a frente de muitas garagens, os lados das ruas que não têm estacionamento autorizado, a própria faixa de rodagem, etc. Se houver uma emergência, é impossível um carro de bombeiros passar em muitos locais.
Nem isso demove o executivo autárquico da sua decisão abrir mais bares, fechar ruas com o objectivo de aumentar o consumo de álcool chegando ao cúmulo de fechar uma rua pública com o patrocínio do Absolut Vodka para promoção da sua marca.
• Onde está a fiscalização da idade para consumo de álcool?
• Onde está a fiscalização sobre o pagamento de IVA nos vários tipos de estabelecimentos de venda de bebidas a partir da noite?
• Onde estão afixados os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais?
• Onde estão afixados os quadros de pessoal e respectivo horário?
• E porque não actua a Policia à noite sobre as praças de Táxi em segunda fila, o estacionamento caótico, o vandalismo, o barulho ensurdecedor na via pública, o desrespeito pelo cumprimento da lei da idade do consumo de álcool?
• Onde está a ASAE que antes fiscalizava tudo e agora não fiscaliza NADA?
• E no meio de tudo isto onde está o “ nosso “ presidente Dr. António Costa? O principal responsável da Câmara, mais preocupado com a sua carreira politica do que com a cidade que o elegeu, demitiu-se das suas responsabilidades, e entregou a gestão nas mãos dos seus vereadores, os quais resolveram brincar aos autarcas, fazendo experiências ao sabor do seu gosto pessoal, esquecendo-se dos seus munícipes. Não se pode desculpar com o inimputável ex-BE José Sá Fernandes, agora convicto PS, pois colocou-o novamente na sua lista. Os grandes massacrados são os moradores dos Bairros Históricos, em particular, Bairro Alto, Cais do Sodré, Santos, Príncipe Real, mas o fenómeno está a alastrar para outras zonas e outras cidades do país.
Leia-se o artigo da última Revista do Expresso (14/9/2013) sobre o consumo do álcool pelos jovens e atente-se no resultado devastador que as politicas seguidas pela Câmara Municipal de Lisboa têm sobre eles. Para Sá Fernandes, nada disso conta, o sossego dos moradores não é importante, urinar na via pública é normal, os graffitis/tags é uma moda, não tem solução e a sua limpeza é um custo que a Câmara tem de assumir. É fácil assumir custos com o dinheiro dos outros, das nossas taxas e impostos, é sem dúvida muito mais fácil do que promover uma fiscalização e sensibilização eficazes.
O que resta aos moradores? Mudar de casa? Comprar janelas com vidro duplo e corte acústico? Comprar ar condicionado e fechar as janelas? NÃO comprar casa nessas zonas? Então e aqueles que não o podem fazer, e os mais desfavorecidos, aqueles que não têm alternativa em relação às condições em que vivem? Estão sitiados nas sua casas onde de noite nem uma janela podem abrir por muito calor que tenham. Onde estão as preocupações sociais do Sr. Presidente da Câmara para com estes moradores?
Preocupações dessas não tem certamente o vereador Sá Fernandes que inaugurou de copo de Vodka Absolut na mão a rua cor-de-rosa, numa festa com barulho ensurdecedor, que acontece TODAS AS NOITES, esquecendo que ALI À VOLTA MORA GENTE.
Essa gente trabalha, estuda, tem horários a cumprir, paga impostos, cumpre a lei mas vive numa Cidade Sem Lei.
Isabel Sá da Bandeira (Nós Lisboetas)»
23/09/2013
Recordar é viver
Parece que sempre esteve branquinho como está agora mas não esteve: em 2003 estava como a imagem documenta. Uma vergonha que vinha de muito atrás, aliás. Finalmente, independentemente das peripécias, erros e omissões, a verdade é que temos o Arco da Rua Augusta limpo e aberto ininterruptamente ao público o acesso ao patamar cimeiro. Lisboa agradece.
18/09/2013
Estado lastimável do Palácio Almada-Carvalhais (Monumento Nacional)
Directora-Geral do Património Cultural,
Dra. Isabel Cordeiro
C.C. SEC, PCML, AML, Media
Vimos pelo presente indagar junto de V. Exa. sobre quais os procedimentos que essa Direcção tem previsto dar início no sentido de dar cabal cumprimento à sua missão primeira, a de «assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integrem o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, bem como desenvolver e executar …assegurar o cumprimento das obrigações do Estado no domínio do inventário, classificação, estudo, conservação, restauro, protecção, valorização e divulgação do património cultural móvel e imóvel…», corrigindo assim a passividade recente desse organismo e dos que lhe deram origem, mais propriamente no que se refere ao Palácio Almada-Carvalhais, sito no Largo do Conde Barão, em Lisboa, que está classificado Monumento Nacional desde 1920 (DG, II Série, n.º 158, de 8-07-1920) e de cujo estado lastimável damos conta nas fotos em anexo.
Independentemente do notório desinteresse e apatia da Câmara Municipal de Lisboa para com o destino deste Palácio de riquíssima história e não menos património, certamente do conhecimento de V. Exa., facto que se tem traduzido ao longo das últimas décadas na sua destruição progressiva e no vandalismo descarado do edifício e da sua decoração; cremos que essa Direcção tem igualmente sido pouco mais do que inexistente neste processo, face às suas próprias competências e responsabilidades.
É chegado o momento de mudar!
Este edifício, pré-terramoto e residência dos antigos provedores da Casa da Índia, é um dos mais importantes de Lisboa, que mantém, apesar de tudo, a sua imponência e pormenores de rara beleza e importância histórica e arquitectónica (torre, abóbodas da entrada, pátio setecentista, e salões, tectos, janelas e varandas do piso nobre) e de que a informação disponibilizada online pelo ex-Igespar faz prova em http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70251 .
Cremos, portanto, que importa a essa Direcção tomar uma atitude desde já e a dois níveis:
1. Intimar o proprietário, seja ele privado ou uma entidade pública, a executar desde já as medidas de protecção e salvaguarda necessárias a que o edifício (Artigo 21º, ponto 2, alínea b) da Lei nº 107/2001):
1.1 Resista às intempéries.
1.2.Deixe de ser alvo de roubo e vandalismo.
2. Indicar ao proprietário e à CML, sob a forma de ‘caderno de encargos’, quais os elementos arquitectónicos e decorativos a preservar prévia e obrigatoriamente em sede de projecto de alterações/ ampliação/demolição/construção nova a apresentar à CML pelo proprietário.
Estamos convictos que assim, Senhora Directora-Geral, por via de uma tomada de posição nestes termos, essa Direcção fará toda a diferença, dando bom uso das suas competências e permitindo-se, doravante, boas práticas e prosseguir eficazmente na sua missão.
Também importante, tal permitirá aos cidadãos recuperarem a confiança no Estado e a consideração por essa Instituição. Com os melhores cumprimentos
Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Miguel Velloso, José Filipe Toga Soares, João Leitão, Miguel Lopes, Paulo Dias Figueiredo, João Oliveira Leonardo, Nuno Caiado, João Mineiro e Miguel Jorge
Fotos: Miguel Velloso
16/09/2013
Recordar é viver
Alguém ainda se lembra da moradia da Rua de Alcolena, 28 (http://www.academia.edu/257101/O_N._28_da_Rua_de_Alcolena), e das promessas e aldrabices respectivas? Pois hoje a casa não só foi ampliada por construção de 'irmã' imediatamente ao lado, como a própria moradia feita por António Varela e Almada Negreiros, foi liminarmente demolida por dentro. Foi revendida, claro, e já está habitada. Uma imensa mancha na gestão de António Costa, por sinal, mas como ele próprio disse que não percebia os protestos perante casa tão feia, pintada de preto por dentro, assunto encerrado.
Texto editado
15/09/2013
Rua do Barão, 2 a 4: DEMOLIÇÃO INTEGRAL APROVADA
Aqui temos o novo PDM e o novo Plano de Urbanização de Alfama. Demolir imóveis na íntegra deixou de ser tabu nos bairros históricos como é este exemplo na fronteira entre a Sé e Alfama; interromper frentes urbanas consolidadas com construção nova é o novo modelo desta cidade avessa aos padrões internacionais de reabilitação & restauro.
PUBLI-Cidade: Avenida da Liberdade 1 (ZEP de MN)
14/09/2013
13/09/2013
12/09/2013
«DO ROCIO À PRAÇA DE D. PEDRO IV: HISTÓRIA DO MOBILIÁRIO URBANO NUMA PRAÇA DE LISBOA. DE 1755 A 1920»
Figura 30 – “Desenho junto ao programma de condições em que é posto em praça o fornecimento de urinoes do Typo Francez.” 1890. Fonte: AAC. CML.
Um trabalho muitíssimo interessante da Dra. Sílvia Barradas!
Ler AQUI.
11/09/2013
08/09/2013
ABANDONADO: rara peça de mobiliário urbano no Castelo
Porque razão a CML parece ter abandonado esta rara peça de mobiliário urbano no Bairro do Castelo (Rua do Chão da Feira)? Vamos perguntar ao Vereador José Sá Fernandes.
27/08/2013
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013 - QUE BAIRRO ALTO?
«Boa tarde,
Agradecendo a V. consulta, bem como as pertinentes questões colocadas, junto enviamos as respostas da equipa candidata à Freguesia da Misericórdia pela coligação Sentir Lisboa.
Com os melhores cumprimentos,
Francisco Toscano»
A equipa candidata à Freguesia da Misericórdia pela coligação Sentir Lisboa agradece a participação empenhada da Associação de Moradores do Bairro Alto na vida da nossa freguesia, que se traduz, entre tantos outros exemplos, pela auscultação das preocupações e dos projectos da candidatura da coligação Sentir Lisboa para a nossa Freguesia.
Enquanto candidato/a
1. Reconhece a magnitude do problema do lixo e da higiene no BA?
A higiene urbana é, actualmente, um grave problema da cidade de Lisboa. No caso concreto do Bairro Alto, as alterações sociológicas que nos últimos anos se verificaram no seu tecido urbano avolumaram este problema, já que os estabelecimentos comerciais, os residentes ocasionais e os visitantes acrescentaram lixo ao lixo residencial já produzido e deficientemente recolhido. Acresce ainda um problema de compatibilização dos caixotes do lixo em uso com as características dos passeios.
A esta nova realidade a autarquia não soube dar resposta.
2. Numa escala de 1-10, como classificaria a gravidade do problema?
Numa escala de 1 a 10, classificamos o problema da higiene urbana da freguesia da Misericórdia, e concretamente com o Bairro Alto, com gravidade 7.
3. Em termos comparativos com os vários problemas da nossa freguesia, que pontuação lhe atribuiria numa escala de 1-10 de prioridade de resolução?
As nossas prioridades de resolução para a freguesia da Misericórdia são:
1ª - Atenuar os graves problemas sociais da freguesia - a freguesia da Misericórdia é constituída por uma população muito envelhecida, com grande incidência de idosos com graves carências assistenciais (de saúde, cuidados básicos, assistência social);
2ª - Dar especial atenção à requalificação urbana - estabilização urgente do edificado em adiantado estado de degradação (causando perigo para fregueses e visitantes da nossa freguesia), incremento do saneamento básico da freguesia (há bolsas residenciais sem saneamento básico);
3ª - Incrementar Planos de segurança de Pessoas e Bens - identificar e mitigar riscos de incêndio e riscos sísmicos (de especial complexidade na nossa freguesia), desenvolver simulacros e planos de evacuação de moradores e visitantes face a catástrofes, implementar uma iluminação harmoniosa e eficaz da freguesia, alargar a rede de videoprotecção a outras áreas da freguesia;
4ª - Higiene Urbana - Desenvolver iniciativas de recolha sistematizada e separada de lixos, imcrementar hábitos de separação e reciclagem de resíduos, implementar equipas de limpeza e lavagem das ruas mais movimentadas da freguesia, instalar novos postos subterrâneos de recolha separada de lixos em áreas residenciais;
4. Considera que a situação descrita acima deteriora a autoimagem de moradores e comerciantes e a perceção externa da cidade?
Seguramente que sim. Moradores, comerciantes, visitantes e turistas convivem com o actual quadro de degradação humana e social causada pela presença imposta do lixo urbano.
5. Que estratégia pensa pôr em prática para inverter o atual quadro descrito acima?
A nossa estratégia passa por uma eficaz sensibilização de moradores e comerciantes para a problemática do lixo urbano, pela articulação com a CML para incremento da frequência das limpezas e lavagens das ruas da freguesia, pela instalação de contentores subterrâneos junto de diversas bolsas residenciais, pela sensibilização das organizações de escuteiros e da juventude nas escolas da freguesia, através da realização de concursos de ideias e práticas de reciclagem de lixo urbano, pela abertura de novos postos de recolha separada de lixos.
6. Considera que o problema das lixeiras se situa na recolha ou na produção do lixo?
As pessoas produzem necessariamente lixo!
O problema reside, em nossa opinião, na sensibilização das pessoas para o destino a dar ao lixo que produzem, nos ciclos e especificidades das recolhas de lixo, na separação pós-recolha, no tratamento e reutilização do lixo como matéria-prima;
7. Considera que os meios de limpeza de que, se for eleito/a, vai dispor são suficientes ou não e porquê?
Considerando que o problema do lixo no Bairro Alto tem 500 anos, todos os meios actualmente ao dispôr não serão demais para a a consciencialização global da comunidade local para a problemática da higiene urbana.
No actual contexto, o número de visitantes do Bairro Alto multiplica o número de residentes, pelo que o desafio extravaza a comunidade local, passando a abranger todos quantos frequentam o Bairro Alto.
É também tarefa dos residentes do Bairro Alto, com o apoio determinante do novo executivo da freguesia da Misericórdia, demonstrar a quem o visita que o Bairro Alto pode, e deve ser um bairro limpo, e que tem o brio de se querer manter limpo.
8. Pode enumerar 10 medidas práticas para resolver o problema do lixo?
1. Promover a recolha sistematizada do lixo urbano;
2. Promover a separação doméstica do lixo urbano;
3. Instalar contentores subterrâneos;
4. Instalar novos postos de recolha separada de lixo;
5. Promover a remoção de graffiti, e controlar a poluição das paredes;
6. Incrementar a limpeza e lavagem das ruas, passeios e sargetas;
7. Promover acções de sensibilização à população residente e aos comerciantes;
8. Promover acções de sensibilização aos jovens das escolas da freguesia, aos escuteiros, às colectividades da freguesia;
9. Incrementar os ciclos de recolha de lixo urbano;
10. Lançamento do Programa de "Troca de Lixo por Bens Essenciais".
9. Pode comprometer-se com quantas dessas medidas práticas e porquê?
Independentemente do resultado eleitoral, a candidatura da coligação Sentir Lisboa para a Freguesia da Misericórdia compromete-se com a realização de todas as medidas que dependam do executivo local, e lutará com determinação pela concretização, pela CML, das medidas que impliquem a intervenção da autarquia.
10. Podemos esperar que integre esse compromisso no seu programa eleitoral?
Este compromisso é a essência do Programa Eleitoral da coligação Sentir Lisboa.»
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013 - QUE BAIRRO ALTO?
«Caros representantes
do Fórum Cidadania Lx, Dr. Nuno Caiado
e da Associação de Moradores do Bairro Alto, Dr. Luís Paisana
Agradeço em nome da candidatura do PS à Freguesia da Misericórdia o vosso e-mail e apresento as respostas ao questionário enviado, baseadas no programa eleitoral da nossa equipa e que brevemente enviaremos à população.
Enquanto candidato/a
1. Reconhece a magnitude do problema do lixo e da higiene no BA?
O Bairro Alto é um bairro residencial que é visitado diariamente por milhares de pessoas. Tal significa que à normal produção de lixo doméstico, junta-se a produção de lixo dos estabelecimentos comerciais e a sujidade provocada por quem circula nas ruas. Esta realidade torna os problemas relacionados com a higiene urbana dos mais graves que afetam o bairro e a sua população.
2. Numa escala de 1-10, como classificaria a gravidade do problema?
Classifico a gravidade do problema com um 8.
3. Em termos comparativos com os vários problemas da nossa freguesia, que pontuação lhe atribuiria numa escala de 1-10 de prioridade de resolução?
Considero-o a 2ª prioridade de resolução, a par da resolução de outros problemas tais como o ruído.
4. Considera que a situação descrita acima deteriora a autoimagem de moradores e comerciantes e a perceção externa da cidade?
Claro que sim. Viver e trabalhar num bairro sujo diminui a autoestima de qualquer um. Para quem nos visita, a sujidade é o pior cartão de visita que podemos apresentar.
5. Que estratégia pensa pôr em prática para inverter o atual quadro descrito acima?
Melhorar a higiene urbana e ter uma Freguesia mais limpa é uma das nossas principais prioridades. Pretendemos desenvolver um trabalho articulado com os serviços da Câmara Municipal de Lisboa, com a população e com os comerciantes. Por um lado, é essencial desenvolvermos uma estreita relação de trabalho entre a Junta de Freguesia da Misericórdia e a Câmara Municipal de Lisboa, coordenando os horários e a frequência da recolha de lixo, assim como a lavagem e a varredura das ruas. Entendemos também que, apesar das ruas do Bairro Alto serem estreitas, é possível colocar em alguns sítios recipientes de lixo dedicados, para que o lixo não seja colocado na rua. Por outro lado, é essencial promover junto da população e dos comerciantes campanhas de sensibilização, para que o lixo seja devidamente acondicionado em sacos próprios e para que só seja colocado na rua em horas específicas. Além disso, consideramos fundamental que a sensibilização seja seguida de uma efetiva fiscalização e penalização das más práticas.
6. Considera que o problema das lixeiras se situa na recolha ou na produção do lixo?
Considero que o problema principal das lixeiras não se situa nem na recolha nem na produção do lixo. A recolha, apesar de poder sempre ser melhorada, é diária, e a produção de lixo resulta da imensa atividade existente no bairro. A meu ver, o problema reside sobretudo no deficiente acondicionamento do lixo e na sua colocação na via pública a todas as horas do dia. Entendo que se o lixo fosse melhor acondicionado e colocado na rua apenas nas horas de recolha, não assistiríamos durante as 24 horas do dia às lixeiras existentes e à consequente sujidade provocada na via pública.
7. Considera que os meios de limpeza de que, se for eleito/a, vai dispor são suficientes ou não e porquê?
Umas das competências a transferir para a Junta de Freguesia é parte da higiene urbana, não a totalidade. A lavagem e a varredura das ruas será uma das competências a transferir para as novas Juntas de Freguesia de Lisboa. Contudo, dadas as caraterísticas especiais do Bairro Alto, está previsto que essa competência não passe na totalidade para a Junta de Freguesia da Misericórdia e que continue a ter intervenção por parte da Câmara Municipal de Lisboa, existindo uma responsabilidade partilhada pela lavagem e varredura das ruas. Tal permitirá intensificar este serviço e efetuar um acompanhamento mais próximo do mesmo, melhorando-o. Quanto à recolha do lixo, continuará a ser competência da Câmara Municipal de Lisboa e a eficácia do seu serviço não dependerá em exclusivo da Junta de Freguesia. Contudo, considero que a dimensão da nova Junta e do seu quadro de pessoal vai permitir um melhor acompanhamento deste serviço e uma articulação mais eficaz com a Câmara Municipal de Lisboa.
8. Pode enumerar 10 medidas práticas para resolver o problema do lixo?
1. Intensificar a lavagem e a varredura das ruas;
2. Melhorar o sistema de recolha de lixo, procurando reajustá-lo às características da Freguesia;
3. Criar recipientes de lixo dedicados em áreas críticas da Freguesia;
4. Alargar a distribuição e implantação de suportes metálicos para sacos de lixo, diminuindo o número de copos de plástico e de garrafas no chão;
5. Promover campanhas de sensibilização ambiental junto da população, fomentando a manutenção da limpeza em geral;
6. Fomentar a separação e o acondicionamento do lixo;
7. Procurar assegurar que o lixo só é colocado na rua em determinadas horas do dia;
8. Intensificar a limpeza dos dejetos caninos, procurando assegurar o serviço “moto-cão”;
9. Criar uma equipa constituída por funcionários e/ou voluntários e/ou membros das comissões de moradores que efetue um levantamento permanente dos problemas existentes a nível de higiene urbana;
10. Aumentar a fiscalização da higiene urbana e a consequente penalização das más práticas.
9. Pode comprometer-se com quantas dessas medidas práticas e porquê?
Com todas elas, apesar de com umas poder comprometer-me diretamente com a sua execução, na medida em que serão competências da Junta de Freguesia, e com outras poder comprometer-me com a sua defesa e articulação junto da Câmara Municipal de Lisboa. A Junta de Freguesia terá competências para assegurar: a intensificação da lavagem e da varredura das ruas; a promoção de campanhas de sensibilização ambiental junto da população; o fomento da separação e do acondicionamento do lixo, assim como do respeito pelos horários da sua colocação na via pública; a intensificação da limpeza dos dejetos caninos; a criação de uma equipa constituída por funcionários e/ou voluntários e/ou membros das comissões de moradores que efetue um levantamento permanente dos problemas existentes a nível de higiene urbana. Quanto às restantes, tal como a melhoria do sistema de recolha do lixo, poderei assumir o compromisso da sua defesa e de procurar a sua articulação junto da Câmara Municipal de Lisboa.
10. Podemos esperar que integre esse compromisso no seu programa eleitoral?
Esse compromisso já está integrado no programa eleitoral do Partido Socialista à Freguesia da Misericórdia.
Melhores cumprimentos
Carla Madeira»
24/08/2013
Alerta para o Jardim Alfredo Keil - Praça da Alegria
«Exmo Sr. Vereador José Sá Fernandes
Exmo. Sr. Arq. Artur Madeira
Assunto: Jardim Alfredo Keil
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) vem alertar para alguns sinais preocupantes de degradação e falta de manutenção no Jardim Alfredo Keil / Praça da Alegria.
O pavimento dos caminhos está obsoleto e com muitos buracos que constituem um perigo para a segurança dos peões; o bebedouro em pedra de lioz maciça não funciona; a belíssima fonte e lago apresentam deficiências no funcionamento; várias peças de mobiliário estão vandalizadas com grafiti; aos fins de semana registamos a preocupante presença de muito lixo.
Gostaríamos de ser informados se está planeada uma intervenção de restauro deste jardim histórico.
Como contributo para uma reabilitação mais sustentável e eficaz do local, era conveniente pensar talvez na implantação de um quiosque.
Anexamos imagens de alguns exemplos dos problemas enunciados.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
Manuela Correia»
18/08/2013
POSTAL DE LISBOA: papeleira a transbordar de lixo
11/08/2013
LIXEIRAS DE LISBOA: Príncipe Real
Quem vai ao Príncipe Real, seja morador ou visitante é este cenário que vê nos meses de verão, fim de semana da Páscoa, Natal e Ano Novo. Porquê Dr. António Costa?










