02/10/2014
Hasta pública do terreno dos bombeiros, junto ao Hospital da Luz, realiza-se esta quarta-feira
António Costa aprovou projectos do Hospital da Luz antes de novo plano estar em vigor
No início do ano passado, tendo em conta que estes documentos já preconizavam a construção de um parque de estacionamento atrás do Hospital da Luz, por baixo da Av. dos Condes de Carnide, a câmara aprovou o lançamento de uma hasta pública destinada a torná-lo possível. O objecto do leilão consistia na venda do direito de ali construir e explorar, durante “99 anos improrrogáveis”, um parque com as características exactas daquele que os estudos para a alteração do PPEULB para ali previam: 596 lugares, quatro pisos subterrâneos e 15.480 m2 de área total de construção.
Os projectos de ambas as intervenções aprovadas no ano passado são da responsabilidade do atelier Risco, propriedade da família de Manuel Salgado. Este arquitecto, que foi o autor do projecto do Hospital da Luz em 2001, desempenha as funções de vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa desde 2007 e assumiu, nessa altura, o compromisso público de que aquele atelier não submeteria qualquer projecto à apreciação da autarquia enquanto ele ali exercesse funções.
19/01/2010
Min. Saúde procura terreno para substiuir três hospitais
O Ministério da Saúde está à procura de um terreno de 9 hectares na zona ocidental de Lisboa ou em Oeiras para substituir os hospitais de Santa Cruz, Egas Moniz e Francisco Xavier, que vão fechar quando a nova unidade estiver em funcionamento.
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, Rui Portugal, revela que está "à procura de um terreno que possa substituir os hospitais de São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz [em Carnaxide], que vão fechar".
O terreno de 9 hectares, equivalente a nove campos de futebol, está a ser procurado na zona ocidental de Lisboa, mas não é de excluir que possa ficar, por exemplo, em Oeiras.
"Sendo a ideia servir a zona ocidental da Grande Lisboa, não haveria problema se o hospital ficasse no concelho de Oeiras, até porque o mais importante é que existam boas acessibilidades".
Os hospitais de Santa Cruz, Egas Moniz e São Francisco Xavier compõem, desde 2005, o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, seguindo uma tendência de junção hospitalar fomentada pelo ministro Correia de Campos, que criou ainda o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) e o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que reúne debaixo da mesma gestão as unidades de Santa Marta, Capuchos, São José e Estefânia.
O fecho dos três hospitais não tem ainda uma data prevista, mas só acontecerá depois de a nova unidade entrar em funcionamento.
Entre os argumentos para a mudança de instalações, a ARS salienta que "os hospitais em questão têm instalações antigas e que respondem com dificuldade às necessidades dos utentes e dos profissionais", acrescentando que, com a renovação do parque hospitalar de Lisboa, "faz sentido que se comece em pensar em Lisboa Ocidental, que vai ser claramente a zona pior servida em termos de adequação das estruturas hospitalares existentes".
09/06/2009
Urgências enchem-se de crianças com picos de poluição
Corredor central da cidade, entre o Lumiar e o castelo, é o que tem pior qualidade de ar. Limites impostos pelas normas europeias são ultrapassados todos os anos. Só 2002 foi excepção.
Os picos de poluição em Lisboa fazem disparar o número de crianças com problemas respiratórios e também aumentar o risco de mortalidade, sobretudo na população idosa. É no eixo central da cidade, que corre do Lumiar para o castelo, que se incluem as zonas mais poluídas e o tráfego automóvel demonstrou ser o factor mais importante para a concentração excessiva de partículas no ar que os lisboetas respiram.
Estas são as principais conclusões de vários estudos coordenados por Francisco Ferreira, professor e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Os dados mostram, pela primeira vez, que, na sequência de picos de poluição (três a cinco dias depois), a afluência às urgências pediátricas do Hospital D. Estefânia por infecções respiratórias tem um aumento significativo. Isto, apesar de, habitualmente, estas doenças já representarem um terço dos atendimentos na unidade, sobretudo por infecções agudas, asma e pneumonia.
Na sequência deste primeiro estudo, que foi financiado pela Fundação Gulbenkian, a equipa tentou perceber, entre outras coisas, se o acréscimo de poluição também se reflectia na mortalidade na população. Uma questão analisada no projecto Riskar-Lx, também financiado pela Gulbenkian, e de novo coordenado por Francisco Ferreira.
Uma parte do projecto já está terminada. E a conclusão é taxativa: há uma correlação entre a poluição e a mortalidade, explicou ao DN a especialista Rita Nicolau, do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, que coordenou esta fase do projecto.
A equipa avaliou todas as faixas etárias e concluiu que há uma subida do risco de morte em 0,66% com um ligeiro aumento da poluição, que se situa em dez microgramas por metro cúbico (um micrograma é a milésima parte do miligrama). Mas para a população idosa, com mais de 75 anos, "esse risco é aumentado, sobretudo para as pessoas que sofrem de doenças respiratórias e do aparelho circulatório", explica.
Os estudos para medir a poluição estão a ser realizados por esta equipa desde 2000 e pela primeira vez caracterizaram as concentrações de partículas poluentes na capital e demonstraram directamente os efeitos negativos na saúde da sua população. Esta relação estava estabelecida em estudos internacionais, mas não se conhecia a dimensão do problema na capital portuguesa.
"Lisboa tem em algumas zonas concentrações de partículas no ar muito acima dos valores-limite estabelecidos pela UE, com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, e por isso decidimos fazer um estudo que caracterizasse essa poluição", conta Francisco Ferreira.
Entre 2003 e 2006, a equipa recolheu dados da qualidade do ar em diversos pontos da cidade, tendo utilizado também os de três estações de monitorização instaladas em Entre-Campos, Av. da Liberdade e Olivais. Foram medidas as concentrações de partículas inaláveis designadas por PM10 (partículas em suspensão na atmosfera com dimensão inferior a dez mícrones, a unidade que corres- ponde à milésima parte do milímetro) e PM25. E, com base nesses dados, os investigadores traçaram um retrato da poluição na cidade, que mostra que as zonas mais afectadas se situam ao longo de um eixo entre o Lumiar e o castelo, num corredor central da cidade no sentido Norte-Sul.
De acordo com a directiva europeia para a qualidade do ar, a concentração de partículas PM10, por exemplo, não pode ser superior a 50 microgramas por metro cúbico em mais de 35 dias ao longo do ano. Mas, à excepção de 2002, Lisboa tem excedido todos os anos esse limite.
As conclusões destes estudos são mais do que suficientes para melhorar o ar da cidade, sublinha Francisco Ferreira. Já há planos que incluem a redução de tráfego dentro de Lisboa. Mas a sua execução depende da assinatura de um despacho conjunto dos ministérios do Ambiente, Obras Públicas e Economia, o que deverá acontecer "dentro do próximo mês", diz o Ministério do Ambiente.
In DN
17/09/2008
O Culto da Saúde
No Credit Suisse, os colaboradores que vêm trabalhar de bicicleta não faltam. "Qualquer que seja o estado do tempo, todos os dias pego na minha bicicleta para ir para o escritório" explica um funcionário de Lugano. " Não gasto mais que oito minutos a percorrer os três kilometros que me separam de casa para o escritório". Ele explica que practica ciclismo habitualemnte nos tempos livres, e que este meio de trasnporte o ajuda de manhã a levantar-se e no final do dia a descarregar o stress.
"Cada um de nós pode contribuir para reduzir a emissão de CO2, por exemplo no trajecto para o trabalho. Foi por isso que tivemos esta iniciativa" afirma Ulrich Korner, CEO do Credit Suisse na Suiça. O Credit Suisse não está sozinho neste caso : este ano 873 empresas suiças participaram na iniciativa lançada pela ONG "Pro Velo". Uma iniciativa que Ulrich considera particularmente importante pois permite promover a saúde no seio da empresa."
In, "Bulletin" Credit Suisse, Agosto 2008
06/07/2007
Já leu?
22/05/2007
Centro de saúde de Marvila abriga posto de alta tensão
"Alta tensão" e "perigo de morte" são as duas frases com que os cerca de 500 utentes diários do Centro de Saúde de Marvila, em Lisboa, se deparam logo que entram naquelas instalações. A existência de um posto de transformação da EDP no interior do centro tem provocado a indignação e o alerta de utentes, médicos e demais trabalhadores. Porém, mesmo após as obras realizadas há cerca de cinco anos no local, a situação não foi alterada. Por outro lado, a EDP alega "que não há estudos conclusivos sobre a eventual nocividade do equipamento", disse ao JN o porta-voz da empresa.
O novo centro de saúde de Marvila já está pronto há mais de dois anos, no Bairro dos Lóios, em Chelas, mas como continua encerrado (ver caixa), a população da freguesia - uma das maiores de Lisboa - é obrigada a deslocar-se ao que se localiza na Rua Dr. Estêvão Vasconcelos, junto à estação de comboios de Braço de Prata. Além da dificuldade dos acessos, os utentes que ali procuram soluções para as suas maleitas deparam, junto à recepção, com uma porta cinzenta onde o "Perigo de Morte" espreita como se de um qualquer mau agoiro se tratasse. "Aquilo até faz impressão, o que vale é que a gente se habitua a tudo", confessou Marília Santos, que se deslocou ao centro para acompanhar a mãe.
No exterior, ao lado da entrada do centro de saúde, também existe uma porta cinzenta igual à do interior, mas de onde, conta outro utente, "tiraram as placas a dizer alta tensão e perigo de morte, se calhar para não dar tanto nas vistas", alvitrou.
Para os cerca de 25 médicos que por dia atendem 500 pessoas, a situação é considerada preocupante, como nos confirmou um dos técnicos. "É gravíssimo existir uma coisa destas aqui. Trata-se de um equipamento de alta tensão que emite radiações. Isto, além do perigo de poder explodir, sabe-se lá, apesar de eles virem cá fazer a manutenção".
Também o presidente da Junta de Freguesia de Marvila considera a situação alarmante "A maioria dos prédios da zona tem postos de transformação no interior, era prática normal na altura em que os construíram. Mas não há dúvida que o caso é complicado, ainda mais sendo num centro de saúde", disse Belarmino Silva. Mas mais uma vez, o porta-voz da EDP lembrou ao JN que o "posto de transformação se encontra devidamente licenciado pela Direcção Geral de Energia e de Geologia".
Além destes problemas, o Centro de Saúde tem outros, designadamente as fossas existentes no rés-do-chão. "Há uns tempos puseram silicone à volta das fossas, mas no Verão o cheiro continua a ser insuportável", garantiu um dos funcionários. Depois, adiantou, "como apanha sol, de manhã à noite, quando o ar condicionado está avariado, o centro parece uma estufa. Ninguém consegue estar lá dentro". Há também gabinetes médicos "cheios de humidade", assegurou.
Novo centro pronto há mais de 2 anos
O novo Centro de Saúde de Marvila está pronto há mais de dois anos mas continua encerrado. O equipamento, explicou o presidente da Junta de Freguesia, "feito no âmbito de um protocolo entre a Câmara Muinicipal e o Governo, situado num local com bons transportes, está em condições de ser aberto". Porém, o autarca assegura estar "farto de alertar o Ministério de Saúde para o facto e parece que andam a atirar o caso uns para os outros". É que o centro que está a funcionar actualmente, "além dessa questão do posto de alta tensão, é um edifício com muitos andares e escadas estreitas. Quando os elevadores se avariam é muito complicado para a maioria dos utentes". Por outro lado, como os transpotes escasseiam, "as pessoas têm muito dificuldade em lá chegar", finalizou"