06/02/2017
05/11/2014
Espaço para as artes na Rua de São Lázaro
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Uma excelente notícia. O espaço merece e há muito. E foi esta CML que pegou neste edifício, há que dizê-lo sem rodeios. Parabéns!
19/06/2013
CARTA DE MEXIA INCOMODA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
In O Corvo (19/6/2013)
Texto: Francisco Neves Fotografia: site afaconsult
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Retirada estratégica? O faz-de-conta continua, em bom ritmo e previsivelmente nos próximos 4 anos. Haja barcos e água! E 'dêsaine', já agora!
08/04/2013
25/03/2013
Queixa sobre deliberação da CML de 'Interesse Excepcional' Centro de Artes da EDP
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Dr. Juiz-Conselheiro Alfredo José de Sousa
No seguimento da N/ queixa sobre a eventual ilegalidade da aprovação pela CML do Pedido de Informação Prévia relativo ao projecto de construção do Centro de Artes da Fundação EDP, V/ refª Processo Q.2007/12/(A1) - queixa essa relativa à clara violação do PDM de 1994 do PDM actual, e à violação da Zona Especial de Protecção de um Imóvel de Interesse Público, e da qual resultou uma recomendação de V. Exa. à CML sobre os aspectos pouco claros da propriedade dos terrenos envolvidos (de que o V/Ofício em anexo é resumo), somos;
A renovar a nossa queixa, desta feita sobre os moldes em que a CML aprovou mais recentemente deliberar o 'Interesse Excepcional' do referido projecto, como expediente de contornar o PDM actual (ver proposta CML nº 63/2013)
Esta nossa nova queixa prende-se com os seguinte:
1. Julgamos que a figura de 'Interesse Excepcional' não se encontra vertida no texto de Regulamento do PDM actual, e, portanto, não está fundamentada nos regulamentos de gestão urbanística da CML. Desse modo, a Deliberação em apreço será nula.
Aliás, não se vislumbra, sequer, na substância da proposta apresentada, o interesse excepcional de natureza pública, já que o promotor é privado, as finalidades são privadas e podem ser asseguradas, inclusive, no espaço já existente do Museu da Electricidade. Acresce que a construção proposta implicará a demolição clara, recordamos, de dois edifícios existentes em plena Zona Especial de Protecção de um Imóvel de Interesse Público, mesmo que o parecer da entidade que tutela a salvaguarda do património edificado classificado e das suas ZEP tenha sido permeável ao projecto - facto a que somos alheios mas críticos.
2. Se a CML prosseguir nessa justificação, terá, forçosamente, de fazer aprovar em Reunião de CML, a suspensão parcial do actual Plano Director Municipal, e, seguidamente, submeter a mesma à apreciação da Assembleia Municipal. Só depois desta última a aprovar, será possível ao promotor iniciar a obra.
Solicitamos, por isso, a melhor ajuda de V. Exa, Senhor Provedor, no sentido de esclarecer este assunto, agindo em conformidade junto da CML, antes que estejamos, todos, perante mais um facto consumado: o início das demolições nos edifícios anexos à Central Tejo e, portanto, o início da construção de um projecto que, aparentemente, continua a não seguir os trâmites legais.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, João Mineiro, Luís Marques da Silva, Pedro Fonseca, Pedro Formozinho Sanches, Alexandre Marques da Cruz, Bruno Ferreira, Jorge Santos Silva, Paulo Guilherme Figueiredo, Júlio Amorim, Beatriz Empis
08/03/2013
Ainda sobre o Centro de Artes da EDP
Este debate é para explicar as trapalhadas à volta dos terrenos, o argumento estapafúrdio de 'interesse excepcional' do projecto para contornar PDM, ou a violação da ZEP de um Imóvel de Interesse Público? Se for para debitar as virtudes estéticas-funcionais-utilitárias (que não duvido) do projecto e fazer ouvidos de mercador e siga a dança, que urge fazer a coisa, então, BAH.
01/03/2013
Direcção do Património aprova projecto da Fundação EDP mas impõe condicionantes
Por Inês Boaventura
«A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) aprovou o projecto de arquitectura do centro de artes da Fundação EDP, mas fê-lo com duas condicionantes: a “apresentação de um plano de trabalhos arqueológicos” e de “uma proposta alternativa à localização da ponte pedonal”,que estava previsto que unisse o novo equipamento ao Largo Marquês de Angeja.
Estas foram as determinações da directora-geral da DGPC, Isabel Cordeiro, num despacho do qual foi Direcção do Património aprova projecto da Fundação EDP mas impõe condicionantes dado conhecimento à Câmara de Lisboa em meados de Fevereiro, poucos dias antes de esta entidade ter decidido que o projecto se reveste de excepcional importância para a cidade. Em termos práticos, essa decisão da autarquia implica que seja promovido um debate público sobre a obra e permite que sejam ultrapassadas as desconformidades entre o projecto e o Plano Director Municipal. O despacho deixa cair o entendimento dos arquitectos da DGPC que analisaram o processo. No parecer de arquitectura consultado pelo PÚBLICO, Teresa Gamboa e Flávio Lopes consideram que a ponte pedonal e ciclável proposta pela Fundação EDP “apresenta um impacte negativo face à Cordoaria Nacional (cortando algumas das perspectivas de visualização)”. “Uma alternativa em túnel, à semelhança do que já acontece noutros pontos com esta linha de comboios, seria aceitável”, concluem os técnicos.
No seu parecer, os arquitectos defendiam também que “no desenvolvimento do projecto e em fase de especialidades” a Fundação EDP deveria apresentar “um relatório que explicite quais as medidas a implementar no decurso da obra, para protecção física da Central Tejo”, classifi cada como imóvel de interesse público. E solicitavam ainda que fosse efectuado um relatório “com o levantamento fotográfico, sistemático, do interior de todos os imóveis e estruturas que serão alvo de demolições”. Segundo os técnicos da DGPC está prevista a demolição de quatro armazéns, dois edifícios de escritórios, uma subestação e um cais.
Já o arqueólogo José da Costa Correira propôs que “toda a mobilização de terras subjacentes ao aterro” fosse acompanhada por um arqueólogo especialista. Segundo o técnico da DGPC tal justifi ca-se por haver uma “grande probabilidade de ocorrência de contextos náuticos aprisionados nos lodos depositados pelo rio (já demonstrada na Praça D. Luís I e na Av. 24 de Julho, com trabalhos arqueológicos ainda em curso)”. Uma proposta acolhida pela directora-geral da DGPC. O projecto da arquitecta britânica Amanda Levete inclui espaços para exposições e eventos, um centro educativo, uma zona administrativa e serviços. Em Janeiro o administradordelegado da Fundação EDP garantiu que se mantinha a intenção de começar as obras, orçadas em quase 20 milhões de euros, “no primeiro semestre de 2013”.»
26/02/2013
Mais uma pergunta acerca do «Centro de Artes da EDP»:
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A CML pode aprovar um projecto (falo deste novo, o tal que é igual ao primeiro mas...) sem o parecer vinculativo formal da DGPC? Ou seja, se esse parecer vier, mesmo que positivo, após esta aprovação recente da CML não tornará esta última ilegal? Só perguntei.
21/02/2013
Câmara viabiliza centro de artes da Fundação EDP
Por Inês Boaventura
«Debate público sobre o projecto e a votação na Assembleia Municipal são os passos que se seguem
A Câmara de Lisboa decidiu ontem que o projecto do centro de artes da Fundação EDP para a zona de Belém se reveste de excepcional importância para a cidade e determinou a realização de um debate público sobre a obra.
Esta proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos vereadores da maioria e do PCP e com a abstenção do PSD e do CDS. Igual votação teve uma outra proposta, que prevê que a autarquia adquira à Fundação EDP duas parcelas de terreno para depois as concessionar à mesma entidade, juntamente com uma terceira parcela que em 2009 foi transferida do domínio público geral do Estado para o domínio público municipal.
Na semana passada o PCP tinha ameaçado votar contra essa concessão porque no contrato apresentado aos vereadores se dizia que a câmara se comprometia a vender à Fundação EDP o terreno concessionado se fosse alterada a legislação em vigor, que estabelece que caso o município aliene alguma das áreas da frente ribeirinha recebidas em 2009 esta reverte imediatamente para o Estado. O PC acabou por votar ao lado da maioria depois de esse compromisso ter sido eliminado.
Pelo PSD, João Navega justifica a abstenção dizendo que as “dúvidas de natureza formal, jurídica” que o partido tem quanto aos termos da concessão “não podem levar a que haja um voto contra”. “Estamos a dar a margem necessária para que a maioria leve o projecto para a frente”, diz o vereador, admitindo ainda assim que até por “questões prudenciais” gostaria que tivesse sido formalizada a posição do Governo quanto à hipótese de ser concessionado um terreno por si transferido para a câmara. Já o vereador do CDS sublinha que a Fundação EDP só poderá, dada a sua natureza jurídica, alienar terrenos seus à câmara com a prévia autorização da administração central. Assim sendo, diz António Carlos Monteiro, o entendimento do Governo quanto à concessão será clarificado no momento em que este for chamado a pronunciar-se sobre a venda de património daquela entidade. Também Carlos Moura, do PCP, sublinha que há ainda um longo caminho a percorrer até à aprovação do projecto de arquitectura. Quanto ao incumprimento do PDM, que a atribuição de um interesse excepcional ao projecto permite contornar, o vereador lembra que “já havia uma existência no local e não era propriamente muito qualificada”. Além disso, diz, os terrenos destinados ao centro de artes “são solos de aterro, não eram margem natural, já houve uma alteração muito grande”. Moura destaca ainda uma mais-valia do projecto: o facto de contemplar a construção de uma ponte pedonal e ciclável a unir o centro de artes ao Largo Marquês de Angeja, do outro lado da linha férrea. O projecto inclui vários espaços para exposições e eventos, um centro educativo, uma cafetaria, uma zona administrativa e serviços.»
20/02/2013
Insiste, insiste, flecte, flecte...
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Na semana passada a Oposição parece que se recusou a discutir esta proposta bem como a da operação referente aos lotes, mas ei-la de volta. Pode ser que alguem, entretanto, resolva ir ao w.c. na exacta hora em que se discuta a proposta e assim não a vote e ela passe, ou, outra qualquer solução mais engenhosa seja entretanto congeminada por quem de direito, afinal trata-se agora (dia 20) de uma reunião privada e, afinal, ainda, estamos perante um projecto de interesse "excepcional".
«EDITAL Nº. /2013
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA PRIVADA
ORDEM DE TRABALHOS
1 - Proposta n.º 63/2013 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar o interesse excecional da intervenção “Centro de Artes” da Fundação EDP, e abrir período de debate público, nos termos da proposta;...»
TEXTO EDITADO:
A juntar às questões dos terrenos e da violação ou não do PDM, sob o ponto de vista patrimonial e, portanto, sujeito a parecer vinculativo da DGPC é saber se: 1. O projecto viola a ZEP da Central Tejo, IIP. 2. O projecto danifica a parte subterrânea desse IIP e, portanto, mutila um bem classificado. Se violar quer 1. quer 2. pois o parecer da DGPC so poderá ser um: CHUMBO.