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31/08/2015

Anexo da Portugália no Espelho d'Água - Pedido de esclarecimento e reposição da legalidade


Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Doutor Nuno Vassallo e Silva,
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. Presidente da CML, Associação de Turismo de Lisboa e Restaurante Portugália

Constatámos que a Cervejaria Portugália do edifício Espelho de Água, em Belém, construiu um “acrescento palafita” junto à sua entrada sul, como a imagem em anexo documenta (foto: Cristina Guerra), que consideramos lamentável, espúrio e à revelia do disposto nas zonas de protecção sob as quais aquele conjunto se encontra protegido: Zona Especial de Protecção do Mosteiro de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos) e pela Zona Especial de Protecção do Museu de Arte Popular.

Trata-se, a nosso ver, de uma situação incompreensível, caricata e até injusta relativamente ao restaurante que lhe está junto, recentemente inaugurado no lado poente do mesmo edifício, cujo projecto, aliás, denota um extremo rigor para com o projecto original do Arq. António Lino, de 1940, facto que mereceu o nosso aplauso ao promotor, à CML e à ATL.

Face ao exposto no primeiro parágrafo, solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam sobre se esta estrutura da Portugália foi devidamente aprovada pelos serviços da Direcção-Geral do Património Cultural ou do Urbanismo da CML, e que nos informem quais as medidas que irão tomar para que a mesma seja retirada.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, José Filipe Soares, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Nuno Castro Paiva e Fátima Castanheira

01/12/2012

Nota s/Concurso Público p/Exploração do «Espelho d'Água» (Belém)


Exmo. Sr. Director da Associação de Turismo de Lisboa
Dr. Vítor Costa

CC. CML, AML, DGPC

Na sequência do lançamento de concurso público para efeitos de exploração do edifício «Espelho d'Água», sito em Belém e da autoria dos Arq. António Lino e Cottinelli Telmo aquando da Exposição do Mundo Português, em 1940 (http://tvl.pt/2012/11/08/atl-lanca-concurso-para-dinamizar-edificio-espelho-de-agua/), somos a enviar esta chamada de atenção:

1. Congratulamo-nos pelo interesse da Associação de Turismo de Lisboa em querer dinamizar aquele espaço, que à data da sua construção era referido como «A meio deste espelho está situado um Restaurante e Casa de Chá; dos lados, pavilhões para Cervejaria, Gelados e Café. Teatro, das atracções náuticas, o recinto do Es­pelho de Agua é cheio de beleza e de frescura.»

2. Nas últimas décadas (há que dizê-lo), este edifício tem vindo a transformar-se num "barracão", uma vez que quem o tem explorado ao longo destes anos nunca terá chegado a perceber o imenso potencial que o «Espelho d'Água» tem, enquanto património modernista e localizado onde está.

3. Pelo exposto, manifestamos a nossa preocupação com as evidentes descaracterização e perda de identidade patrimonial que o imóvel tem sofrido; e esperamos que nas regras do concurso estejam devidamente salvaguardados a reabilitação e o restauro deste sobrevivente do nosso Modernismo, evitando-se assim mais adulterações e desperdícios.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Bruno Ferreira, Paulo Lopes, João Oliveira Leonardo e Paulo Ferrero