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07/04/2017

Protesto à Transtejo pelo anúncio da retirada do ferry "Eborense"


Resposta da Transtejo à nossa missiva de Dezembro, dito por outras palavras, adeus Eborense :-(

«Exmos. Senhores,


Registámos devidamente a Vossa sugestão e, de facto, reconhecemos que o Eborense é um navio emblemático, designadamente, para empresa e para os nossos clientes. No entanto, para assegurar as devidas condições de navegabilidade em segurança, necessitaríamos de providenciar uma intervenção profunda que implicaria um custo, segundo as últimas estimativas, superior a um milhão de euros. Com efeito, é um valor excessivo que a empresa não consegue suportar, considerando, entre outros aspectos, as necessidades actuais da restante frota que carece de uma intervenção ampla e urgente. De facto, a nossa grande prioridade consiste em assegurar o normal funcionamento do serviço fluvial que prestamos aos nossos passageiros. Por outro lado, temos duas unidades mais recentes, catamarã ferry, que também necessitam de uma intervenção, embora de valor muito inferior, de modo a garantir o transporte fluvial de veículos na triangulação Belém, Porto Brandão, Trafaria.

Seja como for agradecemos a sugestão e subscrevemo-nos com os nossos cumprimentos,

José Quintal
Direcção de Gestão Comercial
Transtejo»

...

Lisboa, 22.12.2016 Exmo. Senhor Presidente da Transtejo
Eng. Tiago Lopes Farias


Cc. Gab.PM, PCML, AML, Provedor da Transtejo e media

Tivemos conhecimento que a Transtejo pretende retirar do serviço o “Eborense”, último dos ferries tradicionais do rio Tejo, porque, aparentemente, não quer ou não sabe como justificar a renovação dos respectivos certificados de navegabilidade e segurança.

Tratar-se-á de um erro estratégico monumental se a Transtejo não garantir, ao menos, a viabilidade do “Eborense” enquanto ferry turístico.

O seu fim seria, pois, um rude golpe para o turismo fluvial e para quem, simplesmente, gosta do rio Tejo. Uma medida incompreensível à luz das boas práticas cada vez mais em voga por essa Europa fora.

Este tipo de embarcação, construída em 1954 pelos estaleiros de Viana do Castelo, com os seus decks abertos e uma concepção geral de nítido e apurado sentido estético, convida evidentemente a que nela se embarque, nem que seja para simples passeio e lazer, assumindo-se estes carismáticos ferries como os nossos “eléctricos do Tejo”.

Solicitamos, assim, a melhor atenção de V. Exa. para a necessidade da Transtejo repensar a anunciada retirada do “Eborense”, de modo a que nos possamos orgulhar em continuar a mantê-lo no nosso rio, se possível devidamente restaurado e dignificado.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Franco Caiado, João Filipe Guerreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Galvão, Inês Beleza Barreiros, Júlio Amorim, António Araújo, Paulo Lopes, Rui Martins, Jorge D. Lopes, Carlos Moura-Carvalho, Maria Ramalho, Maria João Pinto, José Amador, Nuno Vasco Franco, Fernando Jorge, Pedro de Souza, Pedro Henrique Aparício, Irene Santos, Fernando Silva Grade

Fotos: Luís Miguel Correia e Lampião 2000

23/06/2010

10 Curiosidades sobre o Tejo

In Revista "Time Out":


17/10/2008

Terreiro do Paço Fecha Nove Meses para Obras

In Diário de Notícias (17/10/2008)
LUÍSA BOTINAS

«Saneamento. A mais conhecida praça da capital vai entrar de novo em obras para desespero de peões e automobilistas. Os trabalhos vão demorar nove meses. O promotor dos trabalhos, a empresa intermunicipal SimTejo, alega que "vale a pena o sacrifício", pois o objectivo é a despoluição do rio Tejo (...)»

06/06/2008

Esgotos de 100 mil fora do Tejo em 2009

In Público (6/6/2008)
Catarina Prelhaz

«Construção do colector de esgotos da frente ribeirinha deverá arrancar em Julho. Efluentesdo Porto de Lisboa continuarão a ser lançados ao rio sem tratamento, admitiu Sá Fernandes


Os esgotos de 100 mil habitantes de Lisboa que são lançados directamente ao rio Tejo vão começar a ser tratados na Primavera de 2009. A garantia foi dada ontem pelo vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, a cerca de 780 alunos de 16 escolas do concelho, agrupadas no cinema São Jorge para o III Congresso da Criança.
Segundo Sá Fernandes, é "inadmissível" que os esgotos de 20 por cento dos habitantes da cidade continuem a ser despejados no rio sem qualquer tratamento, ainda por cima numa das zonas mais emblemáticas de Lisboa, o Terreiro do Paço.
Para fazer face a este problema, a empresa multimunicipal responsável pelo saneamento do Tejo e do Trancão - Simtejo - avançará em Julho com a construção do novo colector de esgotos da zona ribeirinha, que permitirá que os efluentes domésticos sejam canalizados para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.
Fora da intervenção encabeçada pela Simtejo, inicialmente orçada em 20 milhões de euros, ficarão os esgotos da área administrada pelo Porto de Lisboa, que continuarão a ser lançados directamente ao Tejo, salvaguardou o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda durante a reunião com as crianças.
Confrontada com as declarações que Sá Fernandes proferiu no Dia Mundial do Ambiente, a Simtejo recusou para já adiantar mais pormenores, mas fonte da empresa admitiu que "está praticamente tudo acertado" relativamente à intervenção. Quanto à anunciada interrupção do trânsito na Av. Ribeira das Naus, Sá Fernandes preferiu não adiantar datas ou prazos.
O anúncio de Sá Fernandes surgiu em resposta às questões sobre a política ambiental da autarquia formuladas por cada uma das 16 escolas presentes no Congresso da Criança, uma iniciativa promovida anualmente pela Câmara durante a Semana do Ambiente.
Em Novembro do ano passado, o presidente da autarquia, António Costa, revelou que a construção do colector entre Santa Apolónia e a Av. 24 de Julho arrancaria até ao final de 2007 ou, "o mais tardar", no início de 2008, mas as obras acabaram por não começar dentro do prazo previsto. À data, o autarca socialista não precisou aos jornalistas quanto tempo é que a Av. Ribeira das Naus teria de ser cortada, mas admitiu que seria por um período "significativo".
Em Abril de 2006, já o anterior presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, tinha anunciado que as obras do novo colector iriam avançar e deveriam estar terminadas no segundo trimestre de 2007.
Para além do problema dos esgotos lançados ao Tejo, o III Congresso da Criança ficou ainda marcado por outras questões ambientais (ver caixas), a que o vereador respondeu sempre com intervenções que remeteu para o final do mandato, em 2009.
É "inadmissível" que os esgotos de 20 por cento dos lisboetas continuem a poluir o Tejo, admitiu Sá Fernandes»

27/11/2007

Cais para passeios no Tejo vai nascer junto à Torre de Belém

In Público (27/11/2007)
José António Cerejo

«O cais da Princesa, junto à Torre de Belém, vai acolher, no próximo ano, uma cafetaria com esplanada e um terminal de passeios turísticos no Tejo. O cais foi este ano recuperado pela Administração do Porto de Lisboa (APL) e o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar, actual Igespar) já aprovou a sua ampliação, através de uma plataforma, numa área de 80 m2, sobre o Tejo.

Se tudo correr como previsto, o pequeno pontão, abandonado há muitos anos, transformar-se-á, dentro de meia dúzia de meses, no ponto de partida e chegada da primeira embarcação exclusivamente dedicada à realização de cruzeiros turísticos no Tejo.
A exploração do cais da Princesa deverá ser atribuída à Lisboa Vista do Tejo (LVT), uma empresa liderada pelo ex-ministro Ferreira do Amaral (que também preside à concessionária das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril) e que já explora um barco-restaurante no Tejo desde 2003.
O licenciamento da utilização privativa do Cais da Princesa pela empresa Lisboa Vista do Tejo foi requerido este Verão, no fim das obras de reabilitação efectuadas pela APL entre Abril e Agosto. De acordo com a administração portuária, o processo de atribuição da licença ainda não se encontra concluído, mas está em vias de o ser, já que não se apresentou mais nenhum concorrente após a publicitação, nos termos da lei, da existência de uma entidade interessada no negócio. Segundo a administração portuária, aquilo que foi requerido pela LVT foi a utilização do cais "para apoio à actividade marítimo-turística (sightseeing), cafetaria e esplanada".
Ancoradouro melhorado
De acordo com o parecer favorável ao anteprojecto da Lisboa Vista do Tejo, emitido em Março deste ano pelo então Ippar, a empresa propõe-se alterar o cais existente e ampliá-lo, por forma a poder acolher dignamente os clientes da embarcação turística que ali terá o seu terminal. A própria estrutura do necessário ancoradouro, construída em betão e que entretanto foi recuperada, será fechada por painéis de vidro e equipada com instalações sanitárias.
Contígua a ela, mesmo em frente à réplica do hidroavião de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, surgirá uma estrutura metálica assente no leito do rio e coberta, ao nível do passeio, por um estrado de madeira de 80 m2.
Nessa zona situar-se-á "o espaço de acolhimento aos clientes, uma cafetaria com os necessários espaços técnicos mínimos" e casa de banho para deficientes. Para protecção dos utilizadores, será erguida "uma estrutura metálica em aço inox escovado, com rasgados vãos fixos e amovíveis em vidro transparente", de modo a permitir a máxima transparência daquela estrutura.
O anteprojecto da LVT foi desenvolvido de acordo com as orientações do Ippar, tendo em conta a proximidade da Torre de Belém, classificada como monumento nacional e inscrita na lista do Património Mundial da Unesco. Segundo Nuno Neves, administrador da empresa, as obras previstas implicam um investimento da ordem dos 350 mil euros e contemplam também a instalação de um quiosque de informação turística.
Espaço aberto
A LVT está neste momento a negociar a aquisição do navio com que vai desenvolver a actividade de passeios no Tejo, prevendo que ela tenha início "em Abril ou Maio". A embarcação será idêntica às que se vêem nos rios da maior parte das grandes capitais, "com mais espaço aberto do que fechado" e com capacidade para 100 a 150 passageiros.
"Vamos começar a trabalhar apenas seis meses por ano e depois logo se verá. A ideia é oferecer um serviço de qualidade, com cruzeiros de pouco mais de uma hora e percurso fixo entre Belém e a zona de Santa Apolónia", explica Nuno Neves. Por agora ainda não são conhecidos os preços das viagens, mas o administrador da LVT garante que, seja como for, se trata de "um projecto arriscado".
A empresa transportadora Transtejo já efectua há vários anos passeios turísticos no rio Tejo, utilizando para o efeito embarcações do tipo "cacilheiro" transformadas para o específico efeito turístico e com capacidade para 279 passageiros.
Os passeios realizam-se diariamente, com a duração de cerca de duas horas, e realizam-se entre os meses de Abril e Outubro, durante a tarde. Os preços praticados pela Transtejo são de 20 euros para adultos e 10 euros para crianças e reformados.
O bilhete dá direito a refrigerantes e águas, bem como ao acompanhamento por assistentes de bordo.»

03/10/2007

Richard Rogers propõe ligação sob o rio Tejo

In Diário de Notícias (3/10/2007)
CLÁUDIA ROCHA MONTEIRO, Almada

«"Propus uma ligação de comboio por baixo de água a Lisboa", confessou ontem durante a apresentação do projecto Almada Nascente, no âmbito do Waterfront 2007, o arquitecto Richard Rogers, que juntamente com a Atkins e a Santa Rita Arquitectos elaborou o projecto.

A proposta não foi contemplada no plano, mas o presidente do conselho de administração do Fundo Margueira Capital, que detém grande parte dos terrenos, Mário Donas, afirma que "o projecto não fecha portas e está, inclusive, aberto a uma ligação do metro entre a Margem Sul e Lisboa".

Mas para já, a grande prioridade é "encontrar investidores" para concretizar o Almada Nascente, Cidade da Água. Um investimento que se prevê superior a mil milhões de euros e para realizar ao longo de 20 anos", mas que, garante Mário Donas, "não é para ficar na gaveta".

A presidente da autarquia almadense, Maria Emília de Sousa, acredita que a conferência internacional Waterfront, com início hoje, será um óptimo local para "sensibilizar os investidores nacionais e internacionais desejados" e afiança que "dentro de alguns meses começar-se-ão a desenvolver os projectos de execução", faltando apenas "uma concertação final com a CCDR-LVT".

Segundo Richard Rogers, autor de projectos como o Millennium Dome, em Londres, ou o Centro Georges Pompidou, em Paris, a maior dificuldade que encontrou na realização deste projecto, que visa recuperar os 120 hectares dos antigos estaleiros navais de Cacilhas e Margueira, foi a nível de transportes públicos. E foi neste âmbito que surgiu a proposta da ligação subaquática entre Almada e Lisboa.

Para o vencedor do Pritzer 2007, este projecto terá ainda mais impacto do que o Millennium Dome ou o Centro Georges Pompidou, porque "mexe mais com a vida das pessoas". Rogers não acredita sequer que seja um projecto polémico, pois "hoje em dia há maior receptividade a este tipo de arquitectura", contou ao DN.|»

Bom, dada a conhecida «especialização» dos portugueses em construirem túneis, suspeito que esta ideia vire ficção de Júlio Verne. De qualquer modo, em breve, teremos um túnel entre a Espanha e Marrocos, ao menos isso.

20/09/2007

Combustível derramado na Portela chega ao Tejo

In Diário de Notícias (20/9/2007)
LUÍSA BOTINAS

«Camião cisterna tombou no aeroporto e entornou cinco mil litros

O derrame acidental de cinco mil litros de combustível que ontem originou uma mancha de poluição no rio Tejo resultou de um acidente que envolveu um camião cisterna da Petrogal, ocorrido dentro do perímetro do Aeroporto de Lisboa. A ANA, Aeroportos e Navegação Aérea, que gere aquela infra-estrutura, anunciou a abertura de um inquérito para apurar responsabilidades do acidente. (...)»